Vilas Magazine
Lauro de Freitas
+26°C

Máx +29°

Mín +25°

Dom, 02.02.2014

Eles são 74,3 milhões

- Em 30/01/2016

Cães estão em 44,3% dos domicílios e gatos em 7,7%
 
 
O Brasil é considerado o segundo maior mercado pet do mundo e agora o IBGE deu números reais para a presença de cães e gatos nos domicílios brasileiros. Somando a população de cães e gatos, eles chegam a 74,3 milhões. O país tem 204 milhões de habitantes e só o número de cães é maior do que o de crianças (44,9 milhões até 14 anos, segundo a Pesquisa Nacional 
por Amostra de Domicílios/2013).
 
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013) estimou a proporção de domicílios com cachorros ou gatos. Essa informação apoiará o planejamento do Ministério da Saúde, por exemplo, na programação de compras de vacinas contra a raiva. Em 2013, a pesquisa estimou que 44,3% dos domicílios do País possuíam pelo menos um cachorro, o equivalente a 28,9 milhões de unidades domiciliares.
 
 
A Região Sul apresentou a maior proporção (58,6%), e a Região Nordeste, a menor (36,4%). Na área rural, a proporção de domicílios com algum cachorro (65,0%) era superior à observada na área urbana (41,0%). A população de cachorros em domicílios brasileiros foi estimada em 52,2 milhões, o que indicou uma média de 1,8 por domicílio.
 
Em relação à presença de gatos, 17,7% dos domicílios do País possuíam pelo menos um, o equivalente a 11,5 milhões de unidades domiciliares. As Regiões Norte e Nordeste apresentaram as maiores proporções (22,7% e 23,6%, respectivamente), ao passo que as Regiões Sudeste e Centro-Oeste, as menores (13,5% e 14,3%, respectivamente). Considerando a situação do domicílio, a área urbana (14,2%) apresentou proporção inferior à observada na área rural (39,4%). A população de gatos em domicílios brasileiros foi estimada em 22,1 milhões, o que representa aproximadamente 1,9 por domicílio.
 
Qual a idade humana do pet? 
Não há uma fórmula exata para fazer o cálculo comparativo 
A expectativa de vida de cães e gatos, embora tenha aumentando nas últimas décadas, fica muito longe da dos humanos. E é comum tutores de pets buscarem uma comparação de idades entre eles e os seres humanos. Não há uma fórmula para apurar com precisão a idade deles. No caso dos cães, a idade canina varia conforme o seu porte. Os pequenos tendem a viver mais na comparação com os de grande porte.
 
Os cães são considerados adultos quando completam dois anos. Até aqui, a relação entre a idade canina e humana, é a mesma.
 
Com um ano, ele terá 15 anos caninos. Com dois, 24. A partir daqui, a idade canina varia conforme o porte do animal. Para as raças pequenas, até nove quilos, e médias, com até 22,7 quilos, deve ser adicionado cinco anos.
 
Para cães grandes, até 45,3 quilos, deve ser adicionado seis e para cães gigantes, acima deste peso, deve ser somado sete.
 
Seguindo esta fórmula, um cão médio que tenha seis anos terá, na comparação com a idade humana, 24 anos relativo aos primeiros dois e mais cinco anos para cada um dos quatro anos (descontados os dois primeiros). A idade dele, então, será de 24 anos mais 20 anos (5 x 4), totalizando 44 anos caninos.
 
E OS GATOS? O veterinário americano especialista em felinos, Arnold Plotnick, elaborou uma tabela. Os gatinhos amadurecem mais rápido na comparação com cachorros.
 
Quando eles chegam a seis meses, idade na qual já podem reproduzir, a idade é equivalente a 10 anos humanos. Com um ano, a idade é de 15. Com dois, de 24 anos. A partir daqui, para cada ano de gatinho deve ser somado quatro anos de humanos para ter a idade equivalente.
 
Com base em seus estudos, Plotnick definiu seis ciclos de vida dos felinos.
 
Até os seis meses, são considerados  filhotes. De sete meses a dois anos, são considerados júnior.
 
Daqui até seis anos são considerados desenvolvidos e de sete a 10, maduro. De 11 a 14 ficam na faixa sênior e acima dos 15 são considerados idosos.
 
 
Determinados alimentos podem fazer muito mal para cães e gatos 
Muitas pessoas acreditam que cães e gatos podem comer qualquer alimento que faça parte da dieta dos humanos, mas isto está errado. Determinados alimentos não devem ser oferecidos aos pets porque podem provocar indigestão, intoxicação e outros problemas de saúde. “Dependendo do alimento, o animal sofre desconforto como náusea, vômito, diarreia, e há casos mais graves de intoxicação que podem acometer o sistema neurológico e cardíaco, podendo levar à morte”, alerta a veterinária Karina Mussolino.
 
Confira a seguir o que não deve ser oferecido ao seu pet.
 
LEITE E DERIVADOS
  • Como não produzem altas quantidades de lactase, enzima que auxilia na digestão da lactose do leite, cães e gatos desenvolvem intolerância ao alimento. Quando ingerido, o leite pode provocar no pet dores abdominais, náusea e diarreia.
CHOCOLATE E DOCES
  • No caso do chocolate, o composto químico nocivo ao pet é a teobromina, substância similar à cafeína, derivada do cacau que leva à intoxicação grave e até à morte. A cafeína em excesso faz mal a uma pessoa adulta e não é eliminada pelo organismo de um bebê, por exemplo, rapidamente. De forma semelhante age a teobromina no organismo dos pets, que não conseguem eliminá-la do sangue de forma rápida, sendo prejudicial à saúde de cães e gatos e podendo levar a quadros de intoxicação. Para agradar pets, o melhor é comprar petiscos especiais. Já os doces, ricos em açúcar, não só são calóricos, mas, em excesso, podem tornar os pets obesos e diabéticos, como também são responsáveis por formação de tártaro, cáries e até perda de dentes.
CEBOLA E ALHO
  • Ambos possuem uma substância chamada dissulfeto de n-propil que gera intoxicação grave pois altera a hemoglobina, provocando a destruição de glóbulos vermelhos, além de poder levar à icterícia e perda de sangue pela urina. Caso o quadro não seja tratado rápido, o animal pode morrer.
UVAS PASSAS
  • Não há uma explicação com comprovação científica, mas há relatos na medicina veterinária mostrando cães que morreram após ingerir esse tipo de alimento, por falência renal.
CAFÉ E CHÁ PRETO
  • Contêm alcaloides neurotóxicos, como as xantinas, que podem significar alterações cardíacas e neurológicas. É importante evitar o acesso do animal às xícaras dessas bebidas que às vezes são esquecidas pela casa.
FRUTAS CÍTRICAS E OUTRAS
  • As frutas mais ácidas causam problemas digestivos nos pets, por isso devem ser evitadas. No geral, as frutas podem ser oferecidas, com cuidado especial  para maça, já que as sementes dela são altamente tóxicas para cães e gatos, pois carregam um composto conhecido como cianogênico-cianida, com poder de alterar o processo de respiração celular dentro do organismo do animal, causando palidez das mucosas, taquipneia, taquicardia, náuseas, vômito, convulsões e pode ocorrer a morte do animal. Em excesso, as frutas podem engordar os animais por serem ricas em frutose – tipo de açúcar.
DOCES DIETÉTICOS
  • Aqueles adoçados com xilitol podem causar danos hepáticos e até a morte em cães mais sensíveis. Isso inclui balas, biscoitos, entre outros.
FRITURAS E ALIMENTOS GORDUROSOS
  • Pizza, queijos, batata frita dentre  outros itens da alimentação humana, não só causam um desarranjo intestinal como podem levar à pancreatite, inflamação do pâncreas que pode acabar em morte do animal.
TOMATE E BATATA
  • O tomate verde contém glicoalcalóides que são tóxicos para o cão, e a batata, principalmente a inglesa, é rica em solanina, que pode causar depressão no sistema nervoso central e distúrbios gastrointestinais.
ABACATE
  • Contém o ácido persin que pode provocar vômito e diarreia no cão.
OSSOS DE AVES COZIDOS
  • O cozimento altera a estrutura do colágeno, tornando esse tipo de osso mais duro. Se o animal ingerir, corre o risco de ter uma perfuração gastointestinal, além de trazer dificuldades na digestão.
BEBIDAS ALCOÓLICAS
  • O álcool diminui as funções cerebrais e como os cães são mais sensíveis, o risco de coma alcoólico é grande.
NOZ MACADÂMIA
  • Tem uma toxina desconhecida que pode afetar os músculos, os sistemas digestivo e nervoso dos cães. Já foram registrados casos de paralisia.
MASSAS CRUAS DE PÃO OU BOLO
  • O fermento presente nessas massas resulta em gases no trato digestivo do animal, causando dor e desconforto pela distensão do estômago ou das alças intestinais.
 
 
Adotar é um ato de amor e salva vidas
Estima-se que existam milhões de cães e gatos nas ruas, apenas poucos milhares em abrigos ou resgatados por protetores, e todos eles a espera de uma família.
 
Grande parte desses animais não nasceu nas ruas, são frutos de tutores irresponsáveis que não castraram seu próprio cão ou gato, e em seguida abandonaram seus filhotes.
 
Ainda existem os casos daqueles que largaram o animal por motivos como: “ele cresceu”, “latia demais”, “destruiu meu sapato”, “ficou doente”, “suja muito”, “dá muito trabalho”, “mudei e não posso levar”, e tantos outros.
 
Aqueles animais que conseguem sobreviver às ruas passam fome, estão propensos a diversas doenças, além de abusos e maus tratos. Por exemplo, a média de vida de um gato doméstico é de 15 anos, enquanto um de rua é apenas de seis anos.
 
De acordo com Nini Bandeira, assessora da SUIPA - Sociedade União Internacional Protetora dos Animais, do Rio de Janeiro, “cerca de 40 animais, entre cães e gatos”, são abandonados por dia na cidade” e “...ainda fazemos o resgate de animais atropelados nas ruas que variam de oito a 10 diariamente”.
 
Lançada em junho de 2015, a Carta Encíclica, documento dirigido aos bispos e fiéis, o Papa Francisco propôs novos modos de vida e condenou o atual modelo de mercado mundial, incluindo o sofrimento infligido aos animais: “O poder humano tem limites e é contrário à dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas. ”
 
Muitos cientistas e especialistas já confirmaram que animais são seres sencientes, e assim como os humanos, são capazes de sentir prazer, felicidade, dor, sofrimento etc. Inclusive alguns países alteraram suas legislações mudando a definição de animais para “seres”, e não “coisas”. Os percussores em prol da causa são Áustria (1988), Alemanha (2002), Suíça (2002), Bolívia e Equador (2009), Portugal (2014), França (2015) e Nova Zelândia (2015).
 
Concluindo, ao adotar um animal...
  • Você não apenas o ajudará, mas também àquele ainda na rua, pois abrirá espaço no abrigo ou junto a um protetor;
  • Ele terá chance de ter uma vida mais digna e feliz. Não é à toa que os adotados costumam ser gratos, educados e muito apegados aos seus tutores, pois já passaram por inúmeras necessidades nas ruas;
  • Ele lhe custará menos dinheiro e futuras despesas, pois os vira-latas são o resultado de uma seleção genética natural, onde os mais espertos e fortes vencem. Diferente dos cães de raça consequência de acasalamentos consanguíneos, gerando doenças genéticas no animal;
  • E por fim, você não incentivará a prática da “fábrica de filhotes”, onde animais são maltratados apenas com o objetivo da comercialização de filhotes.
 
Se você estiver pronto para adotar procure eventos de adoção ou organizações próximas a você. Salve uma vida, e traga amor para sua vida!
 
JULIA EGLER é formada em comunicação social pela puC/rJ. atualmente é uma das coordenadoras voluntárias do evento alegre Seu lar.
 
 
ALEGRE SEU LAR
 
Lideradas por tina Bastos e Carol domenico, um grupo de pessoas comuns, unidas pelo amor que sentem pelos animais, criou o Alegre seu Lar, com a proposta de encontrar finais felizes para cães e gatos abandonados ou resgatados em situação de risco ou maus-tratos, promovendo encontros com potenciais adotantes. Fundado e realizado pela ação conjunta do grupo de ação de Castração e o portal Mania de Cão, o evento iniciou suas atividades em 2012, de forma esporádica. No decorrer dos anos, cresceu e tornou-se um evento fixo, contando com a ajuda e apoio de voluntários e protetores.
 
Nesse período, possibilitou que centenas de animais encontrassem uma família definitiva e lares felizes, além de ter colaborado com centenas de castrações realizadas por tutores responsáveis. atualmente o evento conta com o apoio de coordenadores voluntários (Júlia Egler, tainá Villa, lisa Sena, gabriela Morais e paula Coeli), além de outros  voluntários esporádicos.
 
Todos os sábados, das 9h30 às 14h30, acontece um evento de adoção na av. luíz tarquínio, 1771 (espaço da loja angel Cães e gatos pet Shop). lá você pode encontrar animais, como angelina (foto), uma bonita gata que está a procura de um lar. apesar do pouco tempo de vida, angelina já passou por muitas experiências negativas: foi resgatada em setembro do ano passado, após parir sua terceira ninhada nas ruas, foi tratada (tinha queimaduras provocadas por óleo quente), castrada e seus filhotes adotados. Agora ela está em busca de um lar definitivo. Gostou dela? envie um e-mail para alegreseular@gmail.com

 

Publicidade
Vilas Magazine© 2013. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por: Webd2 - Desenvolvimento Web