Vilas Magazine
Lauro de Freitas
+26°C

Máx +29°

Mín +25°

Dom, 02.02.2014

Levante do Joanes: 202 anos de um episódio desconhecido

Redação Vilas Magazine - Em 02/03/2016

A prefeitura de Lauro de Freitas organizou, no final de fevereiro, evento comemorativo dos 202 anos do “Levante do Joanes”. Quatro mulheres, negras, de acordo com a prefeitura ligadas ao protagonismo do levante em 1814, foram homenageadas nesta edição: Francisca, Felicidade, Germana e Ludovina.
 
O episódio é lembrado por iniciativa da prefeitura de Lauro de Freitas desde 2005, quando a data foi resgatada por meio de pesquisa da própria gestão pública da época – com exceção de 2013. Desconhecido, o “Levante do Joanes”, em 28 de fevereiro de 1814, teria sido precursor da documentada Revolta dos Malês, de 1835, em Salvador.
 
O episódio, ocorrido às margens do Joanes, integraria uma série de mobilizações anteriores à Revolta dos Malês. O ativismo de negros muçulmanos é a marca da revolta contra a imposição do catolicismo aos escravos. “Malê” era um termo que designava os escravos que adotavam o islamismo como religião.
 
O que o professor Sérgio Ferretti (UFMA) credita a Pierre Verger, Roger Bastide e Arthur Ramos sobre os acontecimentos da madrugada de 28 de fevereiro de 1814 localiza os fatos na “povoação de Itapoã” e não exatamente em Santo Amaro de Ipitanga. Ali, naquele dia, “cerca de 600 negros haussás – muçulmanos – sublevaram-se e armados invadiram casas e senzalas atacando a povoação de Itapoã, matando ou ferindo cerca de 20 brancos. Mais de 50 negros foram mortos nos combates”, afirma Ferretti no artigo “Revoltas de Escravos na Bahia em Início do século XIX”, de 1988. Diz o professor que Pierre Verger acreditava que os ingleses estivessem por traz do levante porque um dos que insulflava a revolta era escravo do cônsul inglês.
 
Cerimônia oficial no Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão registra data
Publicidade
Vilas Magazine© 2013. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por: Webd2 - Desenvolvimento Web