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Obra de drenagem da Lagoa da Base continua parada

Redação Vilas Magazine - Em 03/05/2016

A pesar do Termo de Acordo e Compromisso (TAC) assinado pela prefeitura de Lauro de Freitas em fevereiro, as obras de drenagem da Lagoa da Base continuam paradas. Os canteiros na avenida Amarílio Thiago dos Santos foram desmontados e não ficou mais qualquer maquinário. Para os moradores da Lagoa da Base e rua da Irmandade, a obra significa o fim dos alagamentos, inclusive dentro das residências de quase quatro mil famílias sempre que ocorrem chuvas mais fortes.

Restam apenas dois poços que acumulam água e sujeira, um deles obstruindo o tráfego em meia pista da avenida. A base da obra, montada na rua Elza Paranhos, em Ipitanga, ao lado do rio Sapato, continua desocupada. O aviso de que a obra está interditada continua lá.

O TAC assinado pela prefeitura com o governo do estado e associações de moradores estabelecia que o alvará para o reinício da obra seria emitido 48 horas após a assinatura do documento. Já o licenciamento ambiental permaneceu pendente.
 
A Associação de Moradores de Vilas do Atlântico (Amova) e a Sociedade de Amigos do Loteamento de Vilas do Atlântico (Salva) recusaram-se a assinar o TAC. As entidades representativas dos moradores não concordam com a obra porque, com a água pluvial, seria despejado no Sapato e em direção às praias, também o esgoto doméstico não tratado que corre na região da Lagoa da Base.
 
Dos antigos canteiros de obras na av. Amarílio Thiago dos Santos restaram dois poços que acumulam água e lixo.
 
Um “Sistema Provisório Tomada de Tempo Seco” foi proposto pelo governo para interceptar o esgoto na própria rede pluvial quando não chovesse em excesso, bombeando-se os dejetos para um emissário. Na ocorrência de chuvas, a ideia é que o volume de água dilua o esgoto que inevitavelmente vai chegar ao rio Sapato, à foz do Joanes e às praias.
 
Especialistas associados às entidades de moradores de Vilas do Atlântico defendem que a drenagem da região deve ser feita em direção à bacia do rio Ipitanga, à qual a Lagoa da Base naturalmente pertence – e não revertida para o Sapato.
 
Já o governo do estado argumenta que a paralisação do projeto implica na devolução ao governo federal dos R$ 3,5 milhões já gastos ali, além da perda dos R$ 23,8 milhões destinados à obra.
 
O termo final do contrato de repasse de recursos para a obra vence no mês que vem.
 
A placa de interdição da prefeitura de Lauro de Freitas continua no canteiro de Ipitanga, hoje desocupado
 

 

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