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Intestino irritável atrapalha a digestão e causa dores

Bárbara Souza / Folhapress - Em 25/05/2016

Doença que ainda não tem causa conhecida, a SII (síndrome do intestino irritável) vem levando cada vez mais pessoas para o consultório do gastroenterologista com queixas de dor e outras sensações que reduzem sua qualidade de vida.
 
O coloproctologista Alexandre Fonoff explica que, por uma série de fatores, o sistema digestivo da pessoa que tem a SII funciona de maneira diferente do normal e que, por isso, ou o processo de digestão causa diarreia ou prisão de ventre.
 
“Alimentos já em fase de digestão, fermentação gasosa e volume fecal incomodam excessivamente, além do habitual”, explica.
 
Os principais sintomas dessa doença são prisão de ventre ou diarreia, ou as duas coisas juntas, distensão abdominal, excesso de gases e desconforto. “Esses sintomas tendem a aliviar com o ato de evacuar”, afirma a gastroenterologista Cinara Oliveira.
 
Não existem exames que confirmem ou não a SII, pois a doença não causa nem é resultado de nenhuma lesão do organismo. Para diagnosticá-la, os médicos recorrem a uma série de exames para descartar outras doenças, com o câncer.
 
Também não há cura. Mas, a partir do diagnóstico, existem tratamentos eficazes para controlar os sintomas.
 
Segundo os médicos, a indicação depende do quadro da pessoa. “O paciente pode ter apenas um ou todos os sintomas já descritos. Para cada sintoma há uma possibilidade grande de medicamentos”, diz Fonoff.
 
O mais importante, de acordo com os especialistas, é que a pessoa procure o médico sempre que os sintomas se tornarem inconvenientes a ponto de reduzir sua qualidade de vida.
 
“Boa parte dos pacientes tem medo de estar com doença mais grave ou câncer. E só de saber que não é, os sintomas melhoram muito ou são mais tolerados”.
 
CONHECER A CAUSA AJUDA NO CONTROLE
O autoconhecimento com relação à doença é um fator importante para evitar crises. Por isso, é importante identificação dos fatores desencadeantes, como os alimentos e as situações que causemansiedade ou estresse. “Quanto à dieta, identifique quais compostos nutricionais ou associações alimentares causam a crise e procure reduzir o consumo”, afirma o coloproctologista Alexandre Fonoff.

 

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