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Livre-se dos pelos

Julia Couto / Folhapress - Em 25/05/2016

A depilação a laser elimina os pelos definitivamente; quem prefere a tradicional deve ficar atento a questões de higiene
 
Com o fim do verão, as clínicas de depilação a laser começam a ficar ainda mais cheias. Como para passar pelo procedimento de remoção definitiva é preciso que a região fique sem pegar sol por um período, muita gente espera a estação para iniciar o tratamento.
 
É o caso da empresária Bruna Cacia, 28 anos, que, cansada da depilação tradicional, decidiu comprar um pacote de sessões para eliminar os pelos da axila. “Tenho pele sensível, por isso, a lâmina e algumas ceras me machucam.” Ela optou por iniciar a depilação definitiva pela região, mas disse que, se gostar, quer fazer em outras partes do corpo.
 
 
A técnica quase não tem contraindicações, mas a profissional Hendyl Nascimento faz uma ressalva: “Peles negras não podem fazer a depilação a laser, pois a máquina não diferencia a cor da pele da do pelo. Então, existe o risco de queimaduras”. Apesar disso, a fisioterapeuta Luciene Maria de Paula explica que alguns aparelhos já possuem um mecanismo de regulagem do comprimento e da intensidade da luz. “Isso permite que mulheres de pele morena ou negra possam fazer a depilação sem risco algum.”
 
Sobre o procedimento dar ou não alergia, as profissionais dizem que é pouco provável, mas pode ocorrer. A fisioterapeuta Juliana Cuban explica que realiza um teste nas clientes antes do procedimento. “A região é avaliada e, antes do início, damos três disparos de luz e esperamos uma hora para ver como a pele responde ao laser”, revela.
 
Apesar do preço da depilação definitiva ser, no total, mais caro do que a tradicional, Bruna prefere pensar a longo prazo. “Se eu contar o quanto já gastei e ainda gastaria com isso, acho que vale bastante a pena.” Os preços por sessão variam de R$ 59 a R$ 250, e, normalmente, são necessárias pelo menos dez etapas. Mas há locais que fecham pacotes e dão descontos.
 
Depilação tradicional
Para quem não abre mão da visita ao salão de beleza para se depilar, as opções de ceras e os tipos de técnica também só aumentam. Ainda existe, no entanto, uma campeã de preferência. “Nos salões, a maioria opta pela cera quente. A fria é mais usada em casa, em uma situação de emergência”, aponta a depiladora Ana Carolina Oliveira de Freitas.
 
As mulheres que escolhem a cera quente devem tomar cuidado com dois aspectos. Primeiro, é importante se certificar de que a cera esteja em uma temperatura adequada, para evitar queimaduras. Segundo, é a questão da higiene. “A cliente deve sempre checar se a profissional trabalha com materiais descartáveis: espátula, cera, luva, papel de maca e pinça”, afirma a depiladora Michelene Viana.
 
A dermatologista Silvia Schmidt explica que o uso de produtos reaproveitados pode, sim, trazer riscos à saúde. “Essa reutilização pode transmitir uma série de doenças, inclusive hepatite tipo C e HIV, além de dar verrugas e infecções bacterianas.”
 
O uso contínuo da cera também pode trazer um outro problema: “É possível que cause flacidez, principalmente nas áreas de pele mais mole, como o buço e os lábios vaginais”, alerta a dermatologista Tatiana Jerez.
 
Um incômodo gerado pela depilação são os pelos encravados. “Isso ocorre quando a ponta do pelo faz uma curva e entra novamente na pele. Para diminuir a ocorrência, a mulher deve realizar uma suave esfoliação no local. Isso faz com que o pelo fique mais livre”, explica Bel Takemoto, dermatologista do setor de cosmiatria da Faculdade de Medicina do ABC/SP.
 
Quem faz uso de cremes com ácidos deve avisar à profissional antes de depilar. “Nesses casos, provavelmente a técnica que utiliza a linha ou a pinça serão a melhor opção”, afirma a dermatologista Silvia Schmidt.
 
Para a depilação de rosto, a pinça tem, aos poucos, sido trocada pela linha. A estudante Flávia Lacerda, 23 anos, conheceu a técnica há alguns meses e gostou. “Acho que o design da sobrancelha dura mais e sinto que minha pele fica menos vermelha.”
 
Luzia Costa, especialista em estética, diz que a técnica agride menos a pele do rosto. “Em geral, ela não tem contraindicações. O que pode ocorrer é foliculite, uma espécie de inflamação, mas é bem raro.” Entre os benefícios está a higiene, já que a linha não é reutilizada. “Além disso, ao depilar, não é retirada a camada superficial da pele nem são usados produtos químicos nocivos”, explica o cosmetólogo Rafael Ferreira.

 

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