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Desesperança

Jaime de Moura Ferreira - Em 25/05/2016

A sociedade, de modo geral, está desorientada, trocando rabo por cabeça, porém necessitando de uma saída. Falta-lhe a compreensão mundial.
 
Trazendo o assunto para o nosso querido Brasil, parece-me que os seres humanos, individualmente ou em instituições, passaram a fazer pouco apreço dos valores morais, éticos e espirituais e vivem isolados como se as leis, doutrinas, recomendações e humanização fossem coisas de outros planetas.
 
Dessa forma, agem por desespero, alimentam a solidão, mostram-se em atitudes impensadas e buscam alternativas indesejáveis.
 
Quando não atingem à depressão, vivem em cansaço constante, dias cinzentos e dificuldades para vencer a inércia.
 
Por que dessa indecisão, dessa falta de motivação, dessa falta de alegria de viver? De onde vem essa situação, que não lhes permitem enxergar o horizonte que brilha?
 
Sabemos que o nosso país atravessa um momento muito difícil, em todos os aspectos pessoais e institucionais, inclusive na família, que é a base da formação dos seres humanos.
 
Porém, é do conhecimento de todos que nós somos os construtores de nossa existência e não devemos deixar o mundo se voltar contra nós. Precisamos acreditar que “o momento da madrugada mais escuro precede o nascimento de um novo dia”. Não deixemos que as coisas boas em nossa volta desapareçam de nossa vida.
 
Prestemos atenção à expressão de Victor Hugo (escritor, poeta e dramaturgo francês – 26/2/1802 – 22/5/1885): “A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero”.
 
Culpar os outros, não me parece o correto, afinal, também fazemos parte desse contexto. Poderemos gerar uma falsa polarização e introspecção induzida.
 
A desesperança significa incapacidade, dificuldade para gerir emoções, melancolia, má-vontade e dúvidas. Assim, o desesperançado torna-se um pária social. E, o que é pior, a desesperança sempre traz consequências, principalmente: rompimento com amigos, separação de casamentos, discórdia com a família e sensação de vazio.
 
Para os estudiosos e pensadores a desesperança é a “falta das emoções que comandam nossas ações” e, se assim for, induz nosso cérebro a procurar recursos alternativos, para passar o tempo. Não deixemos que a desesperança cubra, com véu negro, o nosso querido Brasil.
 
Entendo que, se a situação jurídica, legislativa, executiva, social e econômica do Brasil não é, neste momento, aplausível, então deveremos promover, mesmo que isoladamente, mudanças em nossos comportamentos, atitudes e razão de ser, a fim de oferecer algo diferente aos nossos semelhantes, ao meio ambiente e ao nosso País. Não concordo com os brasileiros que dizem e fazem se mudar para outro país. Parece-me que seja trocar uma prisão por outra pior.
 
Para os que estão em plena atividade deverão continuar fazendo o que manda suas competências (atividades profissionais, intelectuais, entrevistas, conferências, debates, ações sociais, etc. sem moderação exagerada). Talvez, seja necessário mudar o foco de cada um, a fim de não estimularmos a sensação de caos.
 
Desesperar-se facilmente é absorver um mundo de inquietudes. É demonstrar fragilidade ante às mudanças. É acovardar-se perante os acontecimentos, que precisam de nossa vontade e competência para enfrentá-los.
 
Porém, devemos combatê-los não em interesse próprio, mas, acima de tudo, buscando as melhores condições para a sociedade, como um todo.
 
Neste momento, deveremos buscar nosso Deus, não importa qual seja, e conversar muito com Ele, a fim de que nossos caminhos sejam mais iluminados e que nossas intenções sejam abençoadas.
 
Lembremos que nossa felicidade jamais será plena, enquanto ainda existir infelicidade de outros. Por isso, dentro do nosso coração deve prevalecer a fé, a esperança e o amor espontâneo.
 
Retornando o assunto para o nosso Brasil, entendo que algo de extraordinária significação está para acontecer. Durante toda minha existência, nunca vi tantos brasileiros interessados na atual situação do Brasil e, o que é mais significativo, na mudança do sistema político, no combate à corrupção e na manutenção da democracia. É evidente que existem exceções. Assim, para a felicidade de um povo alegre, hospitaleiro e de muita fé, espero que o sol do novo dia volte a brilhar no nosso horizonte.
 
Dessa forma, nunca deixemos que a desesperança nos domine. Sempre devemos acreditar que, para tudo, existe uma saída. E que o bem ou o mal jamais duram eternamente.
 
Jaime de Moura Ferreira
Administrador, consultor organizacional, professor universitário, escritor, sócio fundador do Rotary Club Lauro de Freitas. E-mail: jamoufer@atarde.com.br

 

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