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Sabedoria universal

Jaime de Moura Ferreira - Em 13/07/2016

Todo ser humano busca viver feliz. Quer seja pelo uso do ter, ou pela realização do ser. O ideal seria que se aplicassem as duas forças (ter e ser). Isso se torna mais difícil.
 
O ter surge do impulso capitalista, que é orientado na infância e vai até a morte. Sem dúvidas a materialidade é uma conquista humana que evoluiu pelas suas diversas etapas enfrentadas. A busca do ter é uma obrigação de todos, desde que seja do resultado de um trabalho digno, constante, útil e dentro dos padrões éticos de uma sociedade legalista. Essa conquista jamais deverá reduzir a dignidade humana, nas suas múltiplas facetas. Porém, viver apenas
no prazer material é buscar o despenhadeiro da decepção.
 
O ser representa a expressão do caminhar espiritual humano, dentro de modelos éticos e utilização de valores morais; da dignificação pelo caráter e honra; e da aceitação dos semelhantes pela bondade, simplicidade e elegância no proceder. A observância das virtudes será o guia para a manifestação do ser integral.
 
Segundo Charles Chaplin (16/4/1889 – 25/12/1977, ator, diretor, humorista, escritor e músico britânico) “não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui. O verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas ideias e a nobreza dos seus ideais”.
 
No viver feliz, que é uma expressão da sabedoria universal, o ser humano deve entender que a mente divina sustenta o universo infinito e a vibração positiva do seu pensamento atrai ondas semelhantes. Assim, evitará a emissão mental negativa, não se deixará sugestionar pelo desânimo e acolherá as emanações luminosas. Também, precisa saber que a capacidade de luta que há no espírito, necessário se faz a existência das adversidades, para se revelarem.
 
Colhe-se o que se semeia, por isso, plante, hoje, as sementes de otimismo e amor, para garantir um futuro de felicidade e de alegria. Lembre-se que a vida não é feita apenas de defeitos, rancores e tristezas; há belezas e alegrias escondidas, inclusive nas pequenas coisas. Mantenha a alma transbordante de satisfação e busque o lenitivo para o espírito perturbado, quando os fatos e as mensagens negativas lhe chegarem.
 
Evite rodear-se de pessoas negativas, que reclamam permanentemente de suas condições de vida. Tenha cuidado com os que se achegam. Não há pior inimigo que um falso amigo. Busque a amizade verdadeira, evitando os que lhe elogiam, por interesse, pois a confiança se finda quando a desconfiança começa. Dessa forma tente descobrir a verdade que existe em todas as pessoas. Evite críticas permanentes. Mostre, tão somente, o próprio exemplo, com trabalho, atitude e comportamento.
 
Evite premiar ou elogiar a quem não merece. Pouco importa o que as pessoas comentarão. Busque eternizar a amizade com os que se mantêm ao seu lado, não importa a ocasião. “Não é digno saborear o mel, aquele que se afasta da colmeia com medo das picadas das abelhas” (Shakespeare).
 
Quando os valores materiais escaparem do seu controle, não se deve chorar pelas coisas que se foram. Pode-se até sorrir por elas terem existido. Nesse instante, use a inteligência, determinação e a vontade para que se consiga reavê-los. Modifique seu modo de pensar, para o bem.
 
Viver feliz é promover a vida de acordo com as condições socioeconômicas, culturais, materiais, físicas e idade cronológica, bem como buscar, permanentemente, a evolução do ser.
 
A dor espiritual e a insatisfação da perda material, se bem administradas, poderão impulsionar a sabedoria. Jamais se compare com qualquer outro ser humano, pois o Grande Deus o fez único.
 
Lembre-se que na natureza existem milhares de zebras, porém nenhuma delas possui as listras iguais. Não deixe que a luz se apague com essas perdas, para não ter que enfrentar as trevas. Busque entender que existem semelhantes em situações bem piores que a sua.
 
Todos têm mágoas, queixas e estão sujeitos à calúnia. Porém, nunca se deixe abater por esses sentimentos. O problema desaparece à proporção que aumenta a sua confiança. Lembre-se que o alcance de um ser humano deve ultrapassar seus próprios limites. E nada de orgulho, pois ele não é sadio. Sintase feliz por ter superado os momentos negativos.
 
Evite deixar de ser feliz, por causa da idade. “Nenhum ser humano sábio desejou ser mais jovem”. Quando for depreciado pela velhice, responda apenas: “atingi a velhice, porque não morri quando moço”. Também, não deixe que a velhice apague sua condição de idoso.
 
Quanto à sabedoria, se o ser humano escolhe o caminho da retidão, ela aparece, normalmente, com o passar dos anos. No entanto, evite demonstrála, abertamente. “O ser humano sábio deve ter a grandeza interior comparável à do mar, que se coloca abaixo do nível dos rios para receber as águas e energias de todos eles”.
 
“Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos” (Eduardo Galeano).
 
Jaime de Moura Ferreira Administrador,
consultor organizacional, professor universitário, escritor, sócio fundador do Rotary Club Lauro de Freitas. E-mail: jamoufer@atarde.com.br

 

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