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Sinal dos tempos

Carlos Accioli Ramos (Diretor - Editor) - Em 31/07/2016

Sinal dos tempos
Vem aí a mais curta e franciscana campanha eleitoral de todos os tempos. Para alívio geral, exatos 118.561 eleitores aptos a votar este ano em Lauro de Freitas terão de aturar menos propaganda e por menos tempo do que antes. A partir de agora, devido à reforma da legislação eleitoral, os candidatos já não poderão gastar o que quiserem, venha lá de onde vier a verba. E pessoas jurídicas já não podem fazer doações a campanhas políticas. A fonte secou e também não adianta ser milionário.
De acordo com as normas em vigor, em Lauro de Freitas os candidatos a prefeito poderão gastar, no máximo, R$ 935 mil na campanha eleitoral. Os candidatos a vereador, cerca de R$ 140 mil. O recurso ao famoso “caixa dois” tornou-se demasiado arriscado em tempos de Lava Jato e o Ministério Público eleitoral certamente estará de olho nos “sinais exteriores de riqueza” das campanhas. O cidadão comum também pode ficar atento. Basta dividir o teto de gastos pelo número de cavaletes expostos nas ruas, por exemplo.
 
Laranja do quintal
A última flor do Lácio, no Brasil, oferece ao menos três acepções para o termo “laranja” enquanto substantivo masculino. Nenhuma delas faz referência positiva ao fruto da laranjeira: 
1. fig. infrm. indivíduo nem sempre ingênuo cujo nome é utilizado por outro na prática de diversas formas de fraudes financeiras e comerciais, com a finalidade de escapar do fisco ou aplicar dinheiro de origem ilícita.
2. p.ext. B cr. homem tolo, ingênuo.
3. mús o mau regente de orquestra.
Esse “indivíduo nem sempre ingênuo” parece estar por todo lado: em licitações fraudadas ou recebendo por serviços não prestados, por exemplo. É muita mão-de-obra.
Aqui da província nos habituamos a olhar para Brasília com olhos estrangeiros, como se a laranjada fosse produto típico do Planalto Central. Não é. Gradualmente, observa-se, o Ministério Público – e não só – vai prestando maior atenção à laranjada local. 
A recente investida contra um esquema suspeito de saquear o SUS na Bahia é só a ponta de um dos novelos que as instâncias de controle vêm desfiando. O laranja menos ingênuo – ou mais tolo – se não for um regente de orquestra, pode muito bem ser seu vizinho. Ele nem sempre está em Brasília. Mais novidades estão a caminho.
 
Polarização
O desembarque do vice-prefeito Bebel Carvalho da aliança com o prefeito Márcio Paiva (PP) é mais um episódio da pré-campanha deste ano a influenciar a eleição municipal. Bebel desembarca para apoiar o pré-candidato Chico Franco (DEM), que vem com o apoio do prefeito de Salvador ACM Neto. O cenário vai apontando para uma polarização entre o DEM e o PT, que traz Moema Gramacho para o páreo. Ambos os partidos querem palanque em Lauro de Freitas para 2018 e devem investir pesado nos respectivos nomes.
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