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O destino da cidade depende dos nossos votos

Fernando Antonio da Silva - Em 10/08/2016

A Justiça, a Polícia Federal e os órgãos de controle estão cumprindo seu papel para apuração e condenação dos políticos, funcionários e empregados que utilizaram suas funções para locupletarem-se com o patrimônio público, formado pela contribuição de todos nós eleitores, através do pagamento de tributos.
 
As ações desses órgãos estão mudando a realidade política nacional para melhor, vez que, diferentemente do passado, não está assegurada a impunidade dos ricos e poderosos pertencentes à elite brasileira e que enriqueceram às custas do sacrifício do povo, principalmente do segmento mais carente.
 
A tarefa, entretanto, necessita ser complementada pelos eleitores, sem cuja contribuição certamente o país não mudará para melhor, oferecendo um futuro mais promissor para nós, nossos filhos e netos.
 
Neste início de agosto estão definidos os candidatos para cargos do executivo e legislativo municipal. Seus mandatos vão até 2020. O eleitor de Lauro de Freitas tem dois meses para refletir, analisando o perfil dos candidatos, seu passado, atitudes, compromissos com a verdade e com as promessas de campanhas ou mandatos anteriores, enfim seu comportamento ético e sua capacidade de estruturar uma gestão séria e voltada para o atendimento das necessidades do nosso município.
 
Não podemos nos permitir a opção pelo menos ruim ou pelo que rouba mas faz. Além da capacidade como gestor ou legislador é fundamental que sejam escolhidas pessoas confiáveis, que sejam honestas em suas promessas e compromissos, que respeitem os outros poderes e não busquem comprar o apoio desses com cargos ou dinheiro desviado de contratos realizados.
 
Como está largamente comprovado pelas apurações da operação Lava-jato, os partidos ocupantes do poder, principalmente PT, PP e PMDB juntaram-se para institucionalizar a prática da compra de apoios, com cargos e dinheiro desviados dos impostos que com grande sofrimento pagamos.
 
No poder buscou-se distribuir as migalhas para o povo com os programas sociais, enquanto a sorrelfa, desviavam-se bilhões de reais para partidos, empresários e funcionários públicos. É preciso que o eleitor seja consciente de que a escola e o hospital que faltam ou estão mal aparelhados, as ruas esburacadas, o esgoto correndo perto de suas casas, são situações resultantes desse comportamento desonesto dos políticos dos referidos partidos em quase sua totalidade.
 
A grande armadilha na qual tem caído os eleitores é confiar no discurso fácil dos políticos que se dizem preocupados com o povo mais sofrido, adotam o populismo e o assistencialismo como bandeira ou buscam o fácil discurso do governo voltado para o povo e contra as elites, e, que na verdade, estão a fim de se locupletarem às custas do crédulo eleitor.
 
Historicamente, constata-se que os discursos dos comunistas, socialistas e populistas são sempre o de buscar a melhoria dos mais pobres. Entretanto os dirigentes e seus familiares são sempre os mais beneficiados ficando longe das escolas que não ensinam, do sistema de saúde que não atende ou atende muito mal ou dos bairros populares carentes de absolutamente tudo.
 
Essa realidade brasileira e de nosso município não é fruto da imposição dos regimes ditatoriais, e sim da má escolha dos eleitores, que não levam em conta a maneira como os partidos aos quais pertencem os políticos e como os politicos se comportaram no passado, no exercício de funções públicas, e, também, com quem estão aliançados, quem os apoia, qual a sua equipe e campanha.
 
É preciso exigir do político que exponha suas intenções através de planos e programas de governo, indicando os recursos necessários, de onde virão e como serão aplicados, os critérios para dimensão e escolha de sua equipe de trabalho, se por mérito ou por barganha política.
 
Estrutura inchada pelo clientelismo para atender compromissos de campanha ou para obter apoio é prática que tem sido evidenciada como caminho aberto para a corrupção e para a má administração em contraposição com a racionalização da administração, com estrutura enxuta e preenchida com profissionais comprovadamente competentes e que tenham histórico de conhecer o município e cuidar com seriedade o patrimônio público.
 
Em Lauro de Freitas, a má gestão dos oito anos do PT, e dos últimos quatro anos do PP, o exagero da verticalização, nenhuma intervenção inteligente na mobilidade urbana, o abandono de obras públicas inacabadas ou a concluir, nenhuma ação para retomada do saneamento no município, tanto uma gestão quanto a outra (PT e PP) subjugaram o Legislativo com favorecimentos mais deslavados pelo Executivo, com a ocupação de secretárias, superintendências, departamentos e/ou obras de utilidade duvidosas, tudo para favorecer seus aliados.
 
Um gestor para Lauro de Freitas precisa conhecer sua realidade e seus problemas, ter um plano de governo, equipe competente, currículo de seriedade com o trato dos recursos públicos e que não busque a Prefeitura apenas como um degrau de escalada para sua ascensão política.
 
Esperamos que o eleitor de Lauro de Freitas não perca essa oportunidade, ressaltando que se erramos novamente teremos que conviver com as mazelas de uma má gestão até 2020. Certamente, muitos que hoje estão arrependidos e reclamando das deficiências, que enfrenta cotidianamente no município, não analisaram com a profundidade requerida em quem votar.
 
Fernando Antonio da Silva é administrador de empresas e corretor de imóveis.

 

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