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Moema prefeita, de novo

Carlos Accioli Ramos (Diretor - Editor) - Em 31/10/2016

Mais uma vez dado o recado das urnas, a ex-prefeita Moema Gamacho (PT) tornou-se também prefeita eleita, reassumindo as funções no próximo dia 1º de janeiro. Até aí não há grande novidade, uma vez que a eleição da petista era dada como mais que provável.
 
Para isso contribuíram decisivamente os quatro anos da gestão de Márcio Paiva (PP), que de alguma forma não conseguiu associar realizações a imagem pública e acabou desistindo de concorrer à reeleição sem dar maiores explicações, num ato que potencializou ainda mais a candidatura de Moema Gramacho.
 
Conforme revela a apuração urna a urna feita pela Vilas Magazine, a prefeita eleita só não venceu na região de Vilas do Atlântico. Mesmo assim, recebeu mais de um terço dos votos nos locais de votação que tendem a reunir os eleitores do bairro, do Miragem e imediações.
 
A memória dos anos abastados, de fartos recursos públicos, quando Moema Gramacho governou pela primeira vez, entre 2005 e 2012, certamente pesou a favor da candidata. O cenário desta vez é outro. Com as receitas em queda, a prefeitura não tem muito por onde mostrar realizações. A crise econômica persistente e o garrote do governo federal nos gastos públicos vão garantir alguns anos de penúria para todos os municípios.
 
A apuração dos votos por região para a Câmara Municipal, que a Vilas Magazine publicará na edição de dezembro, mostra que a prefeita eleita, apesar de não começar o seu novo governo com maioria parlamentar, logo receberá a adesão de muitos dos vereadores, como é habitual acontecer.
 
Outros tantos ex-candidatos, não eleitos, mas com votação suficiente para serem tidos como lideranças populares, tendem a ser atraídos para funções executivas de forma a ampliar a base de sustentação real do governo, nas ruas.
 
A adesão de vereadores eleitos à base governista faz parte do jogo político. Afinal, os parlamentares precisam apresentar resultados aos eleitores e só a caneta do Executivo tem o poder de fazer a despesa. Mas dar cargos no Executivo a personalidades que as urnas rejeitaram é estapear o eleitor, por mais que isso faça sentido do ponto de vista pragmático da política.
 
Figuras tradicionais da política local, alguns há muitos anos encastelados no Poder Público, quer no Executivo quer no Legislativo, perderam lugar na Câmara este ano. Em boa medida isso aconteceu devido às novas regras eleitorais, com uma campanha mais curta, de 45 dias, mais ampla proibição de atos publicitários, despesas limitadas por lei e impedimento de financiamento por empresas.
 
Aos candidatos pouco mais sobrou para fazer campanha do que o seu histórico de realizações junto às comunidades, o trabalho efetivo de cada um na defesa dos interesses da coletividade. Quem não se elegeu provavelmente foi reprovado nesse quesito. Por isso, não há justificativa para acolher tais personalidades no governo, nem sob o argumento de que são “lideranças comunitárias”. No Executivo deve estar quem trabalha e não quem foi reprovado nas urnas por falta de trabalho para apresentar.
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