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Relatório ambiental rejeita quiosques na orla de Vilas do Atlântico

Redação - Em 01/11/2016

O relatório encomendado pela Justiça Federal aos órgãos ambientais sobre a ocupação da orla de Vilas do Atlântico desaprovou o projeto da prefeitura de Lauro de Freitas para instalação de quiosques no calçadão. Os quiosques, de reduzidas dimensões, substituiriam as atuais barracas de praia.
 
De acordo com fonte da prefeitura que teve acesso ao documento, o relatório recomenda ainda a retirada de toda e qualquer estrutura da praia – incluindo a área de marinha, nos 33 metros da linha da preamar – o que inclui o calçadão e boa parte dos jardins das residências da orla. Uma das recomendações do relatório é que a restinga seja recuperada em toda a área de marinha.
 
Ao todo, o relatório faz seis recomendações, duas delas sobre a iluminação da orla, que deve obedecer a critérios de proteção à desova de tartarugas marinhas. Outra trata de resíduos sólidos na restinga e de medidas para evitar o descarte naquele bioma.
 
A remoção de todas as barracas, quiosques e estruturas de apoio da areia, cordão arenoso e manguezal dá o tom do relatório, que insiste ainda na necessidade de respeitar o afastamento de 33 metros da linha de preamar para qualquer edificação.
 
Prevendo uma decisão desfavorável da Justiça Federal, que ainda vai avaliar o relatório, a prefeitura decidiu deixar pronto para apresentação um outro projeto, simplificado em relação aos quiosques anteriormente propostos. Agora eles seriam removíveis e não mais permanentes. Qualquer decisão deve ser tomada apenas no ano que vem, o que garante mais um verão com barracas na praia.
 
A proposta da Associação dos Barraqueiros de Vilas do Atlântico para a orla é montar quiosques – barracas de menor porte – junto às ilhas de entrada no calçadão, nos acessos às alamedas. O calçadão seria desviado naqueles pontos para passar por trás das novas barracas, um nível acima delas.
 
A “barraca ecológica” teria área construída de 110 m² e soluções avançadas, como o uso de containers como base estrutural – uma alternativa cada vez mais usada em projetos arquitetônicos sustentáveis. Um dos aspectos das novas barracas é que estariam abaixo do nível do calçadão, sem impactar a paisagem.
 
 
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