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Estudante da rede municipal de ensino conquista prêmio estadual de poesia

Redação - Em 03/01/2017

Luiz Cleber da Silva Pio Ribeiro, 11 anos, estudante do 5º ano da Escola Municipal Governador Mário Covas, em Itinga, conquistou o segundo lugar na categoria Poesia da terceira edição do Concurso de Escritores Escolares de Poesia e de Redação, da Fundação Pedro Calmon e secretaria de Cultura da Bahia. Pela premiação da obra Viver, Luiz Cleber recebeu uma câmera fotográfica e um kit com 100 livros. Guilherme de Santana Lima, da Escola SESC Nazaré Zilda Arns, em Salvador, ficou em primeiro lugar com a poesia Vi e nãoVi.
 
Foram 520 textos avaliados pela comissão julgadora, que selecionou redações e poesias de estudantes do ensino fundamental e médio. Nesta edição o concurso teve 582 inscrições, com boa participação de municípios do interior, ultrapassando o recorde de inscrições dos anos anteriores e com a participação de 40 cidades em 15 Territórios de Identidade.
 
Entre os estudantes premiados, mais da metade são de municípios Camacã, Lapão, Candeias, Andaraí, Itaberaba, Santa Rita de Cássia, Maracás, Formosa Rio Preto, Feira de Santana, Ipiaú e Serrinha. Muitos dos que receberam livros, bicicletas e máquinas fotográficas digitais, são alunos de escolas públicas.
 
“Quando a comissão se reuniu pela primeira vez e estabeleceu os critérios de julgamento, estávamos certos de procurar estudantes que se destacassem naqueles critérios: um texto bem estruturado, um bom argumento e uma estória, ou história, que tivesse originalidade”, disse a diretora do Livro e Leitura, Mariângela Nogueira. “Nas poesias queríamos averiguar a adequação do texto ao estilo poético, a lírica e também a originalidade”, contou.
 
Nesta edição do concurso, a temática da violência foi a que mais se repetiu entre os textos, com destaque para temas como homofobia, violência contra a mulher, bullying e machismo. “Nossos jovens escritores demonstraram uma incrível preocupação com temas muito importantes na atualidade”, registra Mariângela. Para ela, “positivamente surpreendentes foram as posições progressistas e libertárias, sempre uma defesa contundente dos direitos humanos – e isso é um bálsamo num momento tão difícil de crescimento da intolerância, sobretudo religiosa”.
 
Para ampliar o acesso dos vencedores a ações voltadas para a educação e cultura, estão sendo programadas atividades para estes jovens, fruto da parceria entre a Fundação Pedro Calmon e a secretaria de Educação junto ao Instituto Anísio Teixeira (IAT).
 
Para selecionar 12 textos, entre poesia e redação, com potencial para concorrer ao prêmio, o professor Carlos Souza programou uma atividade específica na Escola Municipal Mário Covas. De acordo com ele, apenas oito foram inscritos porque os demais não apresentaram autorização assinada pelos responsáveis. O professor atribuiu o prêmio ao talento do próprio aluno e ao trabalho desenvolvido por toda equipe da Mário Covas.
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