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Pressão

Carlos Accioli Ramos (Diretor - Editor) - Em 04/02/2017

Pressão
É natural que os personagens da vida pública, incluindo representantes de autarquias e de associações de moradores, olhem com redobrado interesse para o que se publica, onde e como se publica bem como para o que deixa de ser publicado.
 
Daí decorre que algumas vozes venham alegar supostas conspirações na abordagem ou falta de abordagem dos assuntos que os afetam. Tudo no melhor estilo da “pós-verdade”, um neologismo que define a surreal ideia de que os fatos em si interessam menos do que o efeito que eles causam.
 
Por mais exatos que sejam os fatos, a alguém pode sempre interessar que eles sejam publicados com outras cores, em outra página, com mais ou menos espaço, com esta ou aquela paginação, com maior ou menor tendência opinativa, defendendo ou deixando de defender, atacando ou deixando de atacar seja lá o que for.
 
Há também quem aponte a mera manipulação do veículo de comunicação, quase sempre em construções verbais que incluem o “fulano botou na revista”, como se “a revista” fosse um repositório em que fulano, beltrano e cicrano podem “botar” o que lhes interessa.
 
Mas é na tentativa de obter – ou “botar na revista” – qualquer coisa que atenda a “pós-verdade” de cada um que por vezes a pressão ganha ares de intimidação. A isso um veículo de comunicação responde aferrando-se ainda mais aos fatos.
 
O recado está dado. A carapuça disponível.
 
Guadalupe
O muro que delimita os loteamentos de Vilas do Atlântico e do Miragem, na altura da rua Praia de Guadalupe, pode vir abaixo ainda este mês se não houver decisão judicial ou do Ministério Público em contrário, depois de muitos anos de controvérsia sobre a questão.
 
Quem defende a derrubada aponta vantagens para o trânsito entre o Miragem e Vilas do Atlântico, hoje travado nas imediações das escolas e de um posto de gasolina, além do acesso mais rápido desde Buraquinho a um centro comercial e de serviços. Quem quer que o muro permaneça de pé aponta as desvantagens de se criar um corredor de tráfego intenso numa alameda residencial estreita, originalmente projetada para ser uma via sem saída.
 
O quer que venha a ser decidido, fica mais uma vez bem explicado que o licenciamento de empreendimentos geradores de tráfego tem consequências para a viabilidade – já nem apenas para a qualidade – da vida na cidade.
 
Redundância
Qualquer aviso de suspensão no fornecimento de água em partes de Lauro de Freitas no período diurno, como aconteceu no fim de janeiro, para serviços de manutenção, resulta redundante.
 
Ocorre que Lauro de Freitas, orla de Vilas do Atlântico incluída, já passa o ano inteiro sem abastecimento de água durante todo o período do dia. O fornecimento só acontece, de fato, durante a noite. Nos meses de verão o volume do fornecimento ainda é reduzido, justamente quando o consumo aumenta na região da orla.
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