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Especial Água

Redação Vilas Magazine - Em 02/04/2017

ONU critica desperdício e pede reaproveitamento de água
 
A previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) é que, até 2030, a demanda por água no mundo aumente em 50%. Ao mesmo tempo, mais de 80% do esgoto produzido pelas pessoas volta à natureza sem ser tratado.
 
Diante desse cenário, a Organização procura mobilizar governos, o setor privado e a sociedade civil contra o desperdício, por melhoria nos sistemas de coleta e tratamento de esgoto e pelo reaproveitamento máximo das águas residuais urbanas. Esses foram os temas do último Dia Mundial da Água, lembrado no dia 22 de março.
 
As águas residuais são os recursos hídricos utilizados em atividades humanas que se tornam impróprios para o consumo, mas podem ser utilizados para outros fins após tratamento.
 
O reuso de águas é prioridade em campanha da ONU
 
Segundo a ONU, os benefícios para a saúde humana e para o desenvolvimento e sustentabilidade ambiental são muito maiores que os custos da gestão dessas águas, fornecendo novas oportunidades de negócios.
 
Na avaliação do coordenador de Implementação de Projetos Indutores da Agência Nacional de Águas (ANA), Devanir Garcia dos Santos, para o Brasil, é essencial discutir o reuso da água já que o recurso, apesar de abundante, não é distribuído uniformemente em todas as regiões do país. “Temos regiões que têm carência de água e que têm potencial de fazer reuso. Muitas demandas poderiam ser atendidas com o reuso”, disse.
 
Além de atender às necessidades por água limpa, o reuso também significa o tratamento de esgotos e dos efluentes domésticos. “O Brasil tem um problema sério, a área atendida hoje é pequena”, explicou o coordenador da ANA. Em torno de 35% da população é atendida com tratamento de esgoto, concentrado nos grandes centros.
 
As capitais dos estados têm capacidade de tratamento, mas, como no caso de Lauro de Freitas, “quando se pega municípios com menos de 200 mil ou menos de 50 mil habitantes, praticamente tem muito pouco tratamento nessas áreas”, verifica.
 
Segundo a ONU, cerca de 1,8 bilhão de pessoas no mundo usam fontes de água contaminadas por fezes para beber e 842 mil mortes por ano são relacionadas à falta de saneamento e higiene, bem como ao consumo de água imprópria.
 
Para garantir a utilização sustentável dos recursos hídricos seria necessário implementar políticas eficazes de saneamento e de reuso. A Organização aponta que as águas residuais podem ser reaproveitadas na indústria, em setores que não precisam tornar a água potável para utilizá-la como insumo. É o caso de sistemas de aquecimento e resfriamento, por exemplo.
 
Sozinha, a indústria é responsável por 22% do consumo de água mundial. Segundo Garcia, o reuso praticamente inexiste no Brasil, exceto em algumas iniciativas da grande indústria, que está se organizando e fazendo tratamento de esgoto para a reutilização. “A indústria tem um disciplinamento bom”, opina. “Em tese, você tem um normativo que não deve utilizar água de boa qualidade, a não ser que esteja sobrando muito, para usos onde você tem condição de atender com água de qualidade inferior – é um ponto importante da gestão da água que precisamos observar e o reuso possibilita isso”, disse.
 
 

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