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Uso consciente da água é meta de organizações internacionais

Redação Vilas Magazine - Em 04/04/2017

Planejamento e uso consciente são essenciais na gestão da água
 
Não é de hoje que o mundo chama a atenção para a importância da gestão racional da água. O debate é antigo e vem sendo reforçado ao longo da história com marcos como o Dia Mundial da Água, decretado em 1992 pela Organização das Nações Unidas ou o Ano Internacional de Cooperação pela Água, que em 2013 foi dedicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura para reflexão sobre o tema.
 
Mesmo assim, as pessoas ainda não aprenderam a gerir de forma adequada a água. No Brasil, algumas cidades já percebem este impacto em seus cotidianos e a história continuará se repetindo se não houver maior conscientização. Este ano regiões Nordeste e Centro-Oeste são as mais afetadas.
 
Em 2017, só na Bahia há 94 municípios com reconhecimento federal de situação de emergência causada por um longo período de estiagem. Em todo o Brasil, já são 872 cidades. A região mais afetada é a do Nordeste. A Embasa determinou o racionamento de água em 13 municípios da região Centro Norte do Estado, pela falta de chuvas. De acordo com a empresa, a Bahia está enfrentando “a pior seca dos últimos 100 anos”.
 
O racionamento atingiu as cidades de Jacobina, Pindobaçu, Antonio Gonçalves, Campo Formoso, Serrolândia, Várzea do Poço, Caldeirão Grande, Ponto Novo, Filadélfia, Itiúba, Jaguarari, Andorinha e Senhor do Bonfim. Além dos municípios do Centro Norte da Bahia, estão em situação de alerta outros 81 municípios baianos.
 
Segundo a meteorologista Morgana Almeida, chefe da previsão do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esta situação é reflexo de um acúmulo dos impactos causados pelo El Niño.
 
“Temos que olhar para o retrovisor. O El Niño é um fenômeno que acontece há cinco anos e atingiu seu ápice nos últimos três, o que levou o semiárido nordestino a uma situação de seca excepcional e isto impacta diretamente nos reservatórios que abastecem as cidades da região”, diz.
 
Já o professor Sérgio Koide, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), explica que o que deflagra o processo da crise hídrica é o clima, mas a falta de planejamento faz com que a margem de segurança entre a oferta e a demanda seja muito pequena.
 
“Com um bom planejamento e com investimentos, você consegue fazer uma gestão mesmo em situações de certa escassez de recursos”, explica. Para ele, o risco de insuficiência de água para o abastecimento ocorre quando o planejamento não é cumprido, na medida que a oferta vai se aproximando da demanda. “Neste caso, é preciso fazer um novo planejamento, com antecedência, e adotar as medidas necessárias, como investimentos em obras, para evitar a falta de abastecimento”, ensina.
 
O engenheiro explica que, no Distrito Federal, por exemplo, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) sabia desde o ano 2000 que “a partir de 2005 a demanda se aproximaria perigosamente da oferta”.
 
“De maneira geral, as pessoas que trabalham com o planejamento conseguem antever quando vai começar a zona de risco, mas como o planejamento é a longo prazo e os investimentos são altos, nem sempre eles são cumpridos”, verifica.
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