Vilas Magazine
Lauro de Freitas
+26°C

Máx +29°

Mín +25°

Dom, 02.02.2014

Parque Ecológico

Carlos Accioli Ramos (Diretor - Editor) - Em 04/07/2017

PARQUE ECOLÓGICO
A reabertura do Parque Ecológico de Vilas do Atlântico, depois de uma longa espera, representa a continuidade de trabalhos feitos por lá, pela gestão municipal anterior, numa demonstração de que nem tudo está perdido. O mais habitual é que uma gestão abandone o que tiver feito anteriormente a corrente política adversária, muitas vezes para depois refazer e carimbar a sua própria marca. Mesmo nesses casos, há méritos.
 
Os mais rigorosos dirão que os responsáveis políticos não fazem mais que a obrigação ao dar continuidade aos projetos anteriores. Afinal, são regiamente pagos com o dinheiro dos impostos de todos nós para nos prestar serviços e não para carimbar obras.
 
É importante lembrar isso agora, não só para homenagear os atuais gestores, mas porque o Parque Ecológico de Vilas do Atlântico é um projeto em andamento. Continua necessário eliminar as invasões da área do parque já bem identificadas pelo Ministério Público e prefeitura, recuperando o acesso público a todo o perímetro. A omissão do poder público, nesse quesito como em outros, não é uma opção.
 
E continua necessário consolidar o uso da parte urbanizada do parque, sistematizando atividades e ampliando o acesso a toda a população de Lauro de Freitas. A manutenção tem que ser permanente, com dotação orçamentária própria, mesmo que apenas por meio de contrapartidas, como a que pagou a recuperação, no ano passado, da área agora reaberta ao público.
 
A segurança dos visitantes tem que ser garantida por meio da presença permanente dos agentes públicos, tal como ocorre atualmente, desde a reabertura.
 
O desafio, agora, além de providenciar a devolução de patrimônio público ao público, acabando com as invasões do perímetro, é manter a infraestrutura em dia.
 
DIREITO AO LAZER
E continuando no mesmo tema, a reabertura do parque em Vilas do Atlântico não encerra o capítulo do direito ao lazer em Lauro de Freitas, havendo muito ainda por realizar. As praças e quadras esportivas da cidade, quase sempre vistas pelos órgãos de segurança pública como potencial fonte de problemas, podem e devem representar soluções.
 
A existência de uma infraestrutura de esporte e lazer qualificada para receber principalmente os jovens é fator fundamental para estabelecer uma política de combate à violência. Instalar meia dúzia de bancos de concreto em torno de um gramado não atende esse propósito.
 
É essencial oferecer atividades concretas, mesmo que não houvesse praças – e elas existem. Propor “ruas de lazer”, por exemplo, seria um bom começo. A prefeitura não precisa fazer tudo. Basta organizar e apoiar o que a sociedade já faz.
Publicidade
Vilas Magazine© 2013. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por: Webd2 - Desenvolvimento Web