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Convívio

Jaime de Moura Ferreira - Em 07/07/2017

Conviver é uma das situações humanas extremamente difícil e complicada, mesmo que a convivência seja com conhecidos. Quer seja no social, na família, nas religiões, sempre haverá a necessidade dos seres humanos modificarem suas consciências para o convívio e superarem os problemas do relacionamento. Afinal, toda mudança começa na pessoa.

A primeira relação acontece entre os pais e os filhos, quando estes são criados por eles. Desse convívio surge o encaminhamento dos jovens, que muito dependerão dos adultos, para construírem seus futuros. A familiaridade surge do ato de se viver com pessoas consanguíneas, orientadas por suas origens e que ainda estão muito carente de mudanças, para a verdadeira e harmônica relação. Também na família há desavenças.
 
Segue a comunhão entre as pessoas diferentes, que se apresenta como reflexão do convívio, exigindo várias atitudes na evolução dos humanos, iniciando pelo respeito, pela exibição da ética e valores morais e comportamentos, para sua devida configuração. Acontece que os viventes são eivados de preconceitos, paradigmas e culturas próprias, pois são formados em ambientes diferentes, dificultando o entendimento entre esses seres.
 
No convívio social torna-se necessário profunda análise das pessoas. Embora, na maioria dos casos, tudo se inicia com uma camaradagem despretensiosa, chega-se o momento que essa relação leva à seleção de valores igualitários, representados por um mesmo nível cultural, de inteligência, habilidades e talentos, como: desportistas, artistas, intelectuais e tantos outros que mantenham o equilíbrio na semelhança. Pode nascer, então, o convívio inteligível e adaptável entre os cidadãos.
 
Difícil é conviver com pessoas sem cultura que se acham inteligentes e conhecedoras de tudo. Mas, a vida é constituída de circunstâncias complicadas e essas fazem parte da sobrevivência.
 
Algumas pessoas procuram o convívio com doentes, hospitalizados, os fracos e aqueles que lhes facilitarão melhores relacionamentos. Até a comunhão com os já falecidos é buscada.
 
No despertar de relações, apresenta-se o convívio entre os políticos, desdobrado em diversos segmentos, no qual o centro da configuração é a manutenção do poder, oportunidade de se obter benesses, radicalização, mentiras deslavadas, reforço do egoísmo e da vaidade, e inversão de valores, com raríssimas exceções. Para a população que discute esse assunto, sempre se observa dois lados: situação e oposição. Nenhuma dessas bandas é sincera, pois cada uma busca, fanaticamente, sem qualquer análise mais profunda, extasiar o que lhe interessa, cuja realidade é a formação de ódios, revanchismos e, portanto, convivência inaceitável.
 
No relacionamento da amizade deve-se selecionar as pessoas maléficas e benéficas. Nem sempre isso é possível, pois sendo o ser humano gregário, buscará sua vivência em grupos. No entanto, deve-se escolher as pessoas que comporão sua estreiteza, pois o convívio é diferente de amizade. O primeiro é uma exigência social para os seres humanos. A segunda é uma escolha pessoal.
 
Várias são as leis estabelecidas para o convívio social, porém não se trabalha a consciência do ser humano, para abraçá-las. Dentro dessas se destacam a convivência profissional, relação com os vizinhos, a proximidade com os professores, o trato aos idosos, a intimidade com as plantas e animais e o respeito aos contraditórios. Porém, como não existe a mudança da voz secreta da alma, nem sempre as leis sobre esses assuntos são acatadas. Entre as crianças, essa observação pouco existe, pois elas ainda são puras e espontâneas.
 
Todo o convívio, mesmo de formas diferentes, sempre representará a base para o desenvolvimento pessoal, para o processo de inclusão e para a mudança de procedimento dos humanos. Assim, quanto mais amplo for essa relação, mais significativo será o crescimento evolutivo.
 
Por fim, vem o despertar para o convívio com os seres vivos, dirigido aos animais e as plantas. Sem dúvidas, os humanos ainda estão bem distantes dessa compreensão. No entanto, esses seres contribuem, grandemente, para o desenvolvimento dos valores morais, éticos e espirituais dos seres humanos. Ambos, animais e plantas, também têm sua evolução e isso muito significa para os viventes, embora não notados por alguns.
 
Ainda, existirá o convívio com uma personalidade, criada pelo Grande Deus, sem definição de rosto, porém com aparência, que é a mãe natureza. Apresenta-se em quatro estações diferentes, cada uma com sua expressão característica. A natureza constitui o meio ambiente, no qual se vive. Conviver com as diversas estações ambientais é uma dádiva divina e poucos humanos despertam sua consciência para essa visão.
 
Jaime de Moura Ferreira é Administrador, consultor organizacional, professor universitário, escritor, ambientalista, sócio fundador do Rotary Club Lauro de Freitas. E-mail: jamoufer@atarde.com.br

 

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