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Festas em Vilas do Atlântico

Augusto Borba - Em 14/02/2018

Uma vez, hospedado em um hotel em uma zona residencial de Paris, questionei ao motorista de um ônibus de turismo porque, diferentemente do habitual aqui no Brasil, o veículo só era ligado quando todos os passageiros já estavam em seus assentos e imediatamente antes se locomover. A resposta que recebi foi que, caso permanesse com o motor ligado, os moradores acionariam a polícia e seria uma grande encrenca, por causa do transtorno causado à vizinhança.
 
Corta para a praia de Vilas do Atlântico, dia 13 de janeiro de 2018, 18 horas. O som potente anuncia o início de uma festa de música eletrônica de longa duração, denominada Rave.
 
Não vou entrar no mérito da qualidade das músicas, nem o que se faz ou se consome nesses locais. Muito menos me ater às questões de segurança e de que se trata de um local de desova de tartarugas marinhas. Vou focar, simplesmente, no descaso e na falta de respeito aos moradores da vizinhança, obrigados a suportar, compulsoriamente, a um martírio noturno que só terminou no dia seguinte, com o sol já queimando a pele.
 
Onde está o bom senso? Consta que o evento foi aprovado por duas esferas: União e Município. Ninguém sabe que se trata de uma zona residencial com casas a 20 metros do palco?
Vou mais além. Quem teria a ideia de promover um evento desse tipo em um local pacato de moradia? Não existe mais respeito ao próximo? Será que essa pessoa não recebeu valores elevados em sua educação?
 
A indignação vai dando lugar à tristeza. Estamos muito longe de termos um país desenvolvido. Nem precisava ser desenvolvido economicamente, bastava termos um desenvolvimento social com o mínimo de respeito aos direitos individuais e coletivos.
 
Augusto Borba. Morador de Vilas do Atlântico, que ouviu o som da rave a noite toda, sem poder dormir, mesmo estando sua residência a 3Km do local do evento.
 
- Sou moradora de Vilas do Atlântico desde 1991, e apesar do descaso público e a degradação do local, ainda é prazeroso e conveniente mantermos residência no bairro. Contudo, precisamos unir esforços para coibir a onda de festas e eventos, com objetivo de ganhar dinheiro, que vem se expandindo no bairro. Na noite de 13 para 14 de janeiro de 2018, houve uma festa (segundo a PM – após eu ter ligado, tratava-se de uma festa Rave na barraca Timoneiro), que durou até 6 da manhã, infernizando a vida dos moradores. Peço a essa conceituada revista, que, se possível apure os fatos e faça uma reportagem.
Cássia Dantas. Moradora de Vilas do Atlântico.
 
- Caro Editor Carlos Accioli Ramos. Quero demonstrar, pelas páginas da “nossa” revista Vilas Magazine, como um meio de comunicação sério e com grande conceito em nossa região, nosso repúdio pelo desrespeito da prefeita Moema Gramacho em conceder autorização para um mega evento numa área totalmente residencial, sem antes sua equipe fazer um levantamento in loco nos lares das proximidades para saber se tem crianças recém nascidas, pessoas enfermas, idosos com problemas de saúde e com idades acima de 65 anos. Mais uma vez quero deixar claro que a digníssima prefeita desrespeitou todos os moradores das imediações, focando apenas no interesse financeiro. O nível do som ultrapassou dos 200 decibéis. Esperamos que no próximo evento isso não repita pois nossas reações serão repreensivas com apoio do Ministério Público Federal. O evento para o qual a prefeitura liberou alvará para a festa da virada no Vilas Tênis Club, maltratou a comunidade, durante toda a noite, com o estrondoso ruído de até 247 decibéis. Nenhuma residência no entorno do clube pode realizar sua festa familiar, pois ninguém ouvia ninguém, não se podia conversar, descansar, dormir.
Carlos Alberto Leal Brandão.
 
- Quero fazer uma denúncia referente ao evento de ráveillon realizado na Avenida Praia de Copacabana, no Vilas Tênis Club. Somos moradores há mais de 30 anos e nunca passamos por algo parecido. O volume do som utilizado no evento era ensurdecedor, já começando às 15 horas, com “testes de som”, prolongando-se até, pasmem, ás 7 horas da manhã do dia seguinte. Ligamos para todos os órgãos, polícia, sucom/prefeitura (número 153). Temos gravações de todas as ligações. As janelas de nossa casa tremiam sem parar e os alarmes dos carros disparavam com a pressão sonora. Não conseguíamos nem conversar dentro de nossa própria casa. Temos vídeos comprovando que os decibéis ultrapassavam 80, o que está bastante acima da legislação assinada pela própria prefeita Moema Gramacho, que estabelece o limite de 50 decibéis em áreas residenciais. Estudos comprovam que exposição prolongada a 80 decibéis causa danos irreversíveis aos ouvidos. O último show do evento começou às 5h21 da manhã, sem qualquer diminuição no volume. Integrantes da polícia militar revelaram que concordavam com nossa queixa, mas nada podiam fazer, pois a prefeitura estava “protegendo a festa”. Imploro para que vocês abordem esse tema na próxima edição, apurem junto a outros moradores da área, que certamente confirmarão o abuso, de um rèveillon de pesadelos. Enviei pra vocês no perfil do Facebook os prints de postagens, vídeos que fizemos, e fico à disposição para quaisquer esclarecimentos.
Candice Fiais. Moradora de Vilas do Atlântico.
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