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“Fazer curso técnico aumenta renda em 22%”

Redação Vilas Magazine - Em 04/03/2018

Uma pesquisa encomendada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (Senai) revela que profissionais que fizeram cursos técnicos
têm um acréscimo na renda de, em média, 18% quando comparados
com pessoas de perfil socioeconômico semelhante que concluíram apenas
o ensino médio regular. Na Região Nordeste, a diferença na renda é ainda
maior, chegando a quase 22% para os trabalhadores com formação técnica.
De acordo com a pesquisa, divulgada no ano passado pelo Senai, o acréscimo
na renda dos profissionais com curso técnico chega, em média, a 21,4% nas
regiões Norte e Centro-Oeste e a 15,1% no Sul e Sudeste.
O estudo, elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad) 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
comparou os rendimentos de trabalhadores que fizeram cursos de educação
profissional com aqueles sem esse tipo de formação. Também foram abordados
aspectos como gênero, idade, cor, escolaridade, região de moradia,
setor de atividade e renda per capita familiar.
Segundo a pesquisa, o universo dos trabalhadores que concluíram um
curso técnico está dividido quase igualmente entre homens e mulheres,
com os profissionais do sexo masculino representando 50,4%. A maioria
declarou-se branca (55,9%) e vive em cidades (95,8%), principalmente em
regiões metropolitanas (39,8%).
 
A maioria tem entre 25 e 44 anos (50,3%) e a maior fatia (75%) se situa nas faixas médias de renda (de um a dois salários mínimos, chegando a ganhar R$ 1.874). Essa renda corresponde a 44,48% entre aqueles que nunca frequentaram cursos de educação profissional, segundo o Senai. Os cursos técnicos têm carga horária média de 1.200 horas (cerca de 1 ano e 6 meses) e são destinados a alunos matriculados ou que já concluíram o ensino médio. Têm a finalidade de ensinar uma profissão ao estudante que, ao término, recebe um diploma.
FOTO: O diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi: nível de excelência que o Brasil dificilmente consegue reproduzir em outros rankings
 
“Um aumento de renda de quase 20% não é trivial”, avaliou o diretorgeral do Senai, Rafael Lucchesi, em nota divulgada pela instituição. “Trata-se de um diferencial relevante e uma prova de que vale a pena investir nessa modalidade de formação profissional”, concluiu. Ele ressalta que o curso técnico é “o caminho mais rápido” para a inserção qualificada do jovem no mundo do trabalho.
 
Já entre as pessoas que fizeram cursos de graduação tecnológica, os homens representam 56,5% do total. A maioria, 64,9%, se autodeclara branca e 97,7% moradora de áreas urbanas, especialmente de regiões metropolitanas. A maior parte tem entre 25 e 34 anos (38,4%) e 50,6% está nas faixas de renda de um a três salários mínimos. Os cursos de graduação tecnológica são de nível superior (como o bacharelado e a licenciatura) e têm duração entre dois e três anos.
 
TECNOLOGIA PREMIADA
Confirmando a qualidade do ensino e do trabalho desenvolvidos em diversos ramos, os brasileiros conquistaram no ano passado sete medalhas de ouro, cinco de prata e três de bronze, além de 26 certificados de excelência, na WorldSkills 2017, maior competição de modalidades que correspondem às profissões técnicas da indústria e do setor de serviço. As vitórias garantiram o segundo lugar no torneio realizado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
 
Bruno Gruner comemora a medalha de ouro na última WorldSkills
 
O catarinense Bruno Davila Gruner, 22 anos, aluno do Senai em Jaraguá do Sul, garantiu a medalha de ouro em Polimecânica e Automação, mas os brasileiros faturaram ouro também em Mecatrônica, Eletricidade Industrial, Manufatura Integrada, Tornearia CNC, Polimecânica e Automação, Escultura em Pedra e Tecnologia de Mídia Impressa. Competidores das modalidades Tecnologia da Moda, Joalheria, Construção de Estruturas Metálicas, Manutenção Industrial e Desenho Mecânico – CAD levaram a prata. Já as quatro medalhas de bronze foram obtidas nas seguintes modalidades: Marcenaria de Estruturas, Movelaria e Construção de Estruturas para Concreto.
 
No quadro geral, o Brasil, que havia sido campeão na última edição, realizada em São Paulo, em 2015, perdeu apenas para a Rússia. O feito inédito dos russos também contou com uma mãozinha brasileira: profissionais que competiram em sete ocupações foram treinados pelo Senai. A contratação objetivou ampliar a preparação e também a divulgação de carreiras técnicas naquele país, que sediará a próxima edição da WorldSkills, em 2019, na cidade de Kazan. O empenho também levou a Rússia a apresentar a maior delegação na edição deste ano.
 
FlatFish em exposição na WorldSkills: tecnologia de curso técnico
 
Rafael Lucchesi comemorou o resultado, que demonstra o alto nível do Brasil no conjunto das profissões: “é o nível de excelência que o Brasil tem e que dificilmente nós conseguimos reproduzir em outros rankings, seja de desempenho econômico, de competitividade, inovação ou de educação regular”, disse – “em educação profissional, o Brasil tem excelência, que é uma porta para a juventude brasileira”.
 
Além da competição, houve espaço para exibição de cases de sucesso em tecnologia e inovação do Brasil, como o protótipo do FlatFish, robô subaquático autônomo desenvolvido pelo Senai- Cimatec.
 
O exemplar de demonstração do veículo autônomo submarino ficou em exposição durante os quatros dias de competição e atraiu olhares de curiosos e pesquisadores do mundo inteiro. O primeiro protótipo do Veículo Autônomo Submerso (AUV, sigla para Autonomous Underwater Vehicle) já foi finalista do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica. O FlatFish foi desenvolvido em parceria com a Shell, no intuito de realizar inspeções visuais em 3D de alta resolução para alcançar níveis avançados na exploração de petróleo e gás em águas profundas.
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