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Coleta seletiva desta vez será recolhida pela prefeitura

Redação Vilas Magazine - Em 29/03/2018

A prefeitura de Lauro de Freitas instalou um “ponto alternativo de coleta seletiva” de lixo no Miragem, bairro de Buraquinho, em frente à Escola Municipal Jovina Moreira Rosa. A ação atende a um dos princípios e objetivos da lei 1.723/2017 – o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – que proclama “o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania” e o “incentivo à indústria da reciclagem”.

 
O “Ponto de Entrega Voluntária” (PEV) reúne quatro recipientes destinados, um para cada tipo de material e tem capacidade de receber 2,5 m3 de lixo. O recipiente azul é para papel, o vermelho para plástico, o verde para vidro e o amarelo para metal. Todo o material descartado no PEV será coletado pela própria prefeitura e destinado à Cooperativa dos Agentes Ecológicos de Lauro de Freitas (CAELF), entidade fundada em 2009.
 
Tentativa anterior de implantar uma coleta seletiva em Vilas do Atlântico fracassou porque a cooperativa de reciclagem então responsável pelo recolhimento do material não conseguiu manter em equilíbrio os custos da operação.
 
Os coletores, adquiridos pela Sociedade de Amigos do Loteamento de Vilas do Atlântico (Salva) no final de 2012 já estavam abandonados e acabaram utilizados como depósito de lixo comum, a céu aberto, até serem removidos, eles mesmo, como lixo.
 
Para explicar o objetivo da coleta seletiva e incentivar o descarte responsável, uma equipe da secretaria de Serviços Públicos vai realizar um trabalho de educação e conscientização nas escolas e na comunidade. “Além da implantação do ponto de coleta, o mais importante é a conscientização”, diz o secretário Renato Braz, responsável pela limpeza pública. 
 
A prefeitura pretende instalar mais seis pontos de coleta seletiva até julho: no final de linha de Vilas do Atlântico, no largo da praia de Buraquinho, próximo ao Centro de Excelência de Judô em Ipitanga, na praça das Mangueiras em Vida Nova, em frente ao Colégio Dois de Julho em Itinga e na praça Martiniano Maia, no Centro.
 
De acordo com a Lei Federal nº 12.305/2010, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, a reciclagem deve ser implementada como uma das ações prioritárias na gestão de resíduos urbanos, mas o cumprimento da meta – com sucesso – fica mesmo é por conta dos catadores de latinhas. A relação entre o volume de alumínio reciclado e o consumo doméstico no Brasil foi de 38,5% em 2016, de acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, uma publicação anual da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
 
O desempenho no setor de alumínio garante ao país a oitava posição em eficiência no ciclo de reciclagem em todo o mundo, cuja média mundial em 2014 foi de 27,1%. Em 2015, o Brasil reciclou 602 mil toneladas de alumínio. O Brasil está à frente de Canadá, China e Alemanha, mas atrás de India, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Espanha,EUA e Itália.
 
Já no segmento de “latas de alumínio para envase de bebidas” a liderança mundial da reciclagem é brasileira. Em 2015 o país atingiu o índice de 97,9%, que corresponde a 292,5 mil toneladas recicladas, seguido pelo Japão com 77,1% e Estados Unidos com 64,3% – de acordo com a publicação da Abrelpe. No setor de papel, também em 2015 o Brasil registrou uma taxa de recuperação de 63,4% e de 51% para o segmento de PET – o plástico de que são feitas as garrafas de refrigerante, entre outros produtos.
 
A Abrelpe anota, no último Panorama, que a cobertura dos serviços de coleta de resíduos sólidos urbanos no país passou de 90,8% para 91,2% do volume gerado, mas “a coleta seletiva não avançou na mesma proporção”. Até o ano passado só havia iniciativas registradas em pouco mais de dois terços das cidades brasileiras – e nem sempre de porte suficiente para de fato resolver a questão. “A consequência direta disso são os índices de reciclagem que se mostram estagnados há alguns anos, apesar da grande propaganda que tem sido feita a esse respeito”, observa a entidade.
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