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Caderno Especial: Dia das mães

Redação Vilas Magazine - Em 10/05/2018

Ser mãe aos 20, 30, 40 e 50
Saiba quais são as vantagens e desvantagens conforme a faixa etária
 
Biologicamente, o melhor período para gerar um bebê é na faixa dos 20 e 30 anos, fase em que a mulher é mais fértil e que o corpo tende a responder melhor à gestação e à adaptação da maternidade. Mas isso não impossibilita a gravidez entre mulheres de 40 e 50 anos, principalmente porque quem opta em retardar o momento de ser mãe tem muito mais suporte para encarar uma gravidez a partir dos 35 anos já que, com o avanço da medicina, fatores que antes eram considerados impeditivos já não são mais.
 
Dar à luz uma criança deve ser uma escolha consciente, pois exige disposição física, tempo, estabilidade emocional e preparação psicológica para encarar a responsabilidade e curtir cada fase da gestação.
 
A coordenadora psicossocial na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, com Rita Calegari, explica que em cada uma dessas fases a mulher tem vantagens e desvantagens específicas.
Veja quais são:
 
MÃE AOS 20
A mulher é jovem, tem muita energia e tende a se recuperar melhor do parto e das horas mal dormidas à noite. Como não teve tanto tempo de desenvolver uma carreira profissional, pode também ter maior disponibilidade de tempo ou preocupações menores com o estresse gerado por atividades relacionadas ao trabalho.
 
 
No entanto, essa incerteza com o trabalho e sustento poderá ser uma desvantagem – já que a mamãe poderá ser dependente de uma rede de apoio (pais ou marido/companheiro) e isso nem sempre é tranquilo para a mulher (algumas se sentem desconfortáveis por depender financeiramente de alguém, o que pode afetar a autoestima).
 
Outra desvantagem é a imaturidade – com pouca experiência de vida, a mulher da faixa dos 20 ainda sofre com os próprios altos e baixos emocionais típicos do início da idade adulta e, o fato de se tornar responsável por outra vida pode ser estressante para algumas mulheres. Outro problema desta fase é que os relacionamentos ainda são jovens ou houve pouca experiência afetiva, tornando a vida a dois uma “tacada de sorte”. Por fim, essa faixa etária é uma fase em que os jovens gostam de curtir, viajar e badalar – o que não combina com um bebê.
 
MÃE AOS 30
Ter filhos nessa faixa etária pode ser bem equilibrado, já que a mulher teve mais tempo para estabelecer vínculos afetivos, experimentar relacionamentos, passear, viajar e estudar. A carreira profissional pode estar em ascensão, mas já melhor definida.
 
O corpo é jovem o suficiente para dar conta das atribuições múltiplas da maternidade, mas mais maduro e estabilizado do que aos 20 – inclusive do ponto de vista emocional. Pode ocorrer alguma tensão relacionada ao momento de engravidar, como o receio de não conseguir, ou em razão das demandas profissionais, especialmente quando o cargo requer viagens constantes ou horários indefinidos. Também pode ser difícil para alguns casais conciliar os planos financeiros, como comprar uma casa ou trocar de carro, com as despesas de um filho.
 
MÃE AOS 40
Com o avanço da medicina e a inserção da mulher no mercado de trabalho, a cada ano mais mulheres optam por engravidar aos 40. Nesta faixa etária, é comum que a carreira já esteja estabilizada e, normalmente, é nessa idade que algumas mulheres sentem o desejo de se dedicar a alguém.
 
 
Nem sempre essa maturidade emocional coincide com um relacionamento estável – é uma faixa onde muitos relacionamentos já se dissolveram e a mulher nem sempre tem o “cara certo” ou disposição para esse investimento a dois. Ou, ainda, o “cara certo” já tem filhos dos relacionamentos anteriores e lidar com o meu, o seu e o nosso pode exigir alguma resiliência.
 
MÃE AOS 50
Ter filhos nessa faixa pode ser um “sopro” de renovação, a vida ganha outro movimento e a casa fica mais agitada. Nem sempre as mães dessa faixa etária têm disposição para o pique das crianças e podem apresentar alguns problemas de saúde típicos da idade e que podem dificultar o acompanhamento das travessuras de um bebê em desenvolvimento. Além disso, nessa faixa etária as mães costumam ser muito mais tolerantes com as crianças, o que pode gerar alguns problemas de disciplina infantil.
 
No entanto, por serem mais experientes, essas mães não se intimidam e se dedicam muito naquilo que estão dispostas. Independente de qualquer fator, idade, vantagem ou desvantagem, ser mãe é um momento único na vida de uma mulher e requer atenção especial à saúde da mamãe e do bebê.
 
 
O elo entre a mãe e o bebê
Durante a gestação ele começa a ser desenvolvido e se reforça depois do nascimento
 
A chegada de um bebê muda a rotina de toda a família e, sobretudo, da futura mamãe, que tem que reorganizar seus horários e tarefas desde o início da gestação. Já com o impacto da notícia de que um ser está sendo gerado por ela, a mulher desenvolve um vínculo de carinho, amor e afeto que requer preparação psicológica.
 
Durante os meses de gestação, o elo entre mãe e feto – por mais que ele ainda não possa compreender – já começa a ser desenvolvido por meio de carinhos na barriga, conversas e a sensação de que ele é desejado, como salienta a psicóloga Salete Arouca, do Hospital e Maternidade Santa Joana. “Trata-se de um processo de comunicação complexo e, ao mesmo tempo, sutil, que torna possível esta troca íntima e profunda. O vínculo é de extrema importância para o feto, pois faz com que ele se sinta desejado e amado, o que é fundamental para que ele continue se desenvolvendo de forma harmoniosa e saudável”.
 
Depois do nascimento, instantaneamente o vínculo fica mais intenso assim que mãe e filho se reconhecem, porém seu fortalecimento é gradativo. “Além do olhar, o toque é muito importante. As atividades entre mãe e bebê, por mais simples que pareçam, são fundamentais para que as conexões se estabeleçam e a relação seja consolidada”, ressalta Salete.
 
Segundo a psicóloga, o melhor exemplo de atividade que integra a dupla é ainda a mais natural na rotina diária de uma nova mãe: a amamentação. “É o momento mais importante, pois é quando são estimulados mecanismos sensoriais, hormonais, fisiológicos, imunológicos e emocionais. Na amamentação, o bebê procura o olhar da mãe e busca seu toque. A mãe, por sua vez, faz carinho, conversa, canta. E mesmo que não haja a possibilidade de amamentar, o momento em que a mãe oferece alimento ao seu bebê é importante, por proporcionar proximidade, afeto e segurança”, diz a especialista.
 
Parte do dia-a-dia, as trocas de fraldas e roupinhas também são uma opção válida e produtiva, onde estão presentes os olhares, conversas e toques. A mamãe pode tornar esse momento divertido para ela e para o bebê e incluir conversas, massagens e olhares, o que também estimulará o desenvolvimento motor e intelectual do filho.
 
Já no banho, a psicóloga Salete Arouca diz que a melhor dica é segurar o bebê no colo e tornar tudo mais interativo. “Dessa maneira ele poderá sentir a mãe junto dele, sentir seu cheiro, se divertir. É uma ótima oportunidade para criar laços e passar um tempo de qualidade com o bebê”.
 
Outras alternativas que fortalecem o vínculo entre mãe e bebê são a shantala (técnica indiana de massagem), que é uma ótima maneira de aproximá-los ainda mais, pois com ela existe a troca de amor e carinho; exercícios físicos com o bebê também podem ser praticados, como por exemplo a ioga, que pode ser voltada para os dois, com muito toque, massagem e balanços, criando uma integração e contato entre a mãe e o bebê, com momentos para meditar e relaxar.
 
 
Gravidez: mitos e verdades
Especialista esclarece 10 perguntas mais comuns feitas em seu consultório
 
Agestação é um período em que a mulher passa por diversas emoções e é natural surgirem dúvidas, principalmente quando se trata do primeiro filho. Para esclarecer as principais dúvidas das gestantes, o Ginecologista e Obstetra do Hospital e, Maternidade São Cristóvão, Fabio Muniz, respondeu as 10 perguntas mais questionadas em seu consultório:
 
Fazer exercícios grávida prejudica o bebê? Quais tipos de exercício são indicados?
Exercícios físicos aumentam a sensação de bem-estar e consciência das transformações corporais durante a gravidez. É importante que o exercício seja acompanhado por um educador físico e tenha liberação de seu médico. Para as gestantes que já praticavam atividade física, a intensidade deve ser reduzida em 1/4. As gestantes que iniciarão a atividade devem começar com caminhadas entre 15 e 20 minutos. A frequência cardíaca não deve ultrapassar os 140 batimentos por minuto. Dentre as atividades recomendadas estão as caminhadas, natação, ginástica sem impacto, hidroginástica, RPG e alongamento.
 
É possível engravidar na menopausa?
O que caracteriza a menopausa é a ausência da menstruação e depois de confirmado este diagnóstico, não é possível engravidar por meios naturais. Pode ocorrer de a mulher engravidar no período que antecede a menopausa, pois a menstruação pode ficar irregular, mas eventualmente a mulher ovula, e se não utilizar algum método contraceptivo poderá engravidar.
 
Quem tem o bico invertido terá problemas na amamentação? O que se deve fazer?
Sim, gestante com mamilos planos terão mais dificuldade para amamentar, pois a “pega” será prejudicada. Existem mamilos que apresentam uma pseudoinversão e com uso de conchas mamilares e leve manipulação podem exteriorizar.
 
O formato da barriga indica o sexo do bebê?
O formato da barriga não indica o sexo do bebê. Barriga pontuda não é sinal de que seja menino e nem barriga redonda significa que será menina. Embora disseminado pela sabedoria popular, estudos não comprovam esta teoria”
 
Sexo durante a gravidez faz mal e pode antecipar o parto?
O sexo em condições normais não faz mal nem desencadeia o trabalho de parto prematuro. Existe restrição em situações anormais, como na ameaça de aborto, risco de trabalho de parto prematuro ou quando ocorre a ruptura da membrana amniótica.
 
Quais os principais cuidados que a gestante deve ter durante a gravidez?
A participação do companheiro e da família é fundamental. O acompanhamento pré-natal é de extrema importância, pois permitirá a identificação de situações de risco à gravidez. É indicado, também, o acompanhamento de um médico que esclarecerá dúvidas referentes as alterações fisiológicas ou patológicas da gravidez como também da adoção de medidas comportamentais e dietéticas benéficas à evolução da gravidez saudável.
 
Grávidas podem fumar ou ingerir bebidas alcoólicas? Qual o risco para o bebê?
Jamais. Além de trazer sérios riscos para a saúde materna, fumar pode causar aborto espontâneo, parto prematuro, recém-nascidos de baixo peso e morte fetal. Estudos demonstram que crianças de sete anos (filhos de fumantes) apresentam atraso no aprendizado quando comparados a filhos de não fumantes. A gestante que vive em ambiente poluído pela fumaça do cigarro também pode apresentar os mesmos problemas. Não se deve ingerir bebida alcoólica em nenhuma quantidade. Estudos feitos nos EUA mostram que o álcool é umas das principais causas de retardo mental em recém-natos. Ingerir bebida alcoólica na gravidez, além de ocasionar problemas obstétricos, pode levar a síndrome alcoólica fetal, causando baixo peso, déficit mental, deformidades cardíacas e do sistema nervoso central.
 
A gestante pode pintar ou descolorir o cabelo? E usar alisantes ou fazer escova progressiva?
Embora não exista comprovação científica de que as tinturas, ondulações e processos químicos afetem o bebê, os produtos utilizados contêm, na sua maioria, amônia, um produto com forte odor que pode causar mal estar e pode ser absorvida em pequena quantidade pelo couro cabeludo. Produtos que contenham chumbo em sua formulação também devem ser evitados. A opção fica por conta de tinturas que não utilizem estes produtos e os reflexos e luzes que não atingem o couro cabeludo. A hena pode ser utilizada desde que não tenha chumbo na composição.
 
Porque usar salto alto é um risco?
Na gravidez salto alto apresenta maior risco, considerando possíveis tonturas, sonolência, dificuldade motora e vertigens que são sintomas comuns deste período. Os calçados devem ser confortáveis, de materiais flexíveis, sem aperto ou bico fino. Deve-se preferir solados emborrachados, prevenindo escorregões e quedas.
 
Pode consumir carne crua, como sashimi e carpaccio?
A maior preocupação com relação à carne crua é a toxoplasmose, doença típica de animais domésticos que pode levar danos ao feto. Durante o pré-natal, se for constatado a ausência de anticorpos contra a toxoplasmose, a recomendação é evitar o contato com animais e a ingestão de carne crua ou mal passada.
 
 
Desejos dão origem a mitos
Nutricionista esclarece alguns mitos, como as consequências de desejos não atendido
 
Como manter uma alimentação saudável durante e depois da gestação e como isso pode influenciar a saúde do bebê em fase de amamentação são sempre dúvidas das mamães. A nutricionista Alice Mami Hayashi, destaca que é importante uma nutrição equilibrada da mamãe para o desenvolvimento do bebê, em todas as etapas da sua vida. Ela observa que as práticas alimentares das mulheres durante os períodos de gestação e aleitamento são influenciadas por diversos fatores, inclusive crenças, mitos populares e tabus, que, em sua maior parte, não têm respaldo científico.
 
“O problema maior é que a restrição ou alteração da prática alimentar da futura mamãe em função desses mitos ou tabus pode provocar transtornos e carências nutricionais que irão interferir diretamente no crescimento e desenvolvimento do feto, bem como na lactação, que é a fase da produção e manutenção do leite materno.”
 
 
Um dos mitos é que a grávida deve comer por dois e se não tiver um desejo atendido, o bebê vai nascer com alguma marca. “Esse é um dos mitos mais populares que existem. Em algumas culturas acredita-se, inclusive, que a coloração de alguns alimentos pode manchar a pele do bebê, e que alimentos “quentes” podem provocar aborto. A analogia com o aspecto dos alimentos também exerce grande efeito na exclusão de alguns deles, como, por exemplo, acreditar que comer ovos faz com que o bebê nasça careca ou que comer pata de caranguejo provoca máformação das pernas da criança”, conta.
 
Alice explica que não existem justificativas científicas para a exclusão desses ou outros alimentos durante a gravidez e a amamentação. “É recomendável que o peso e o estado nutricional da gestante sejam acompanhados, para evitar que uma dieta inadequada resulte em obesidade ou desnutrição”, explica Alice.
 
Muitas mulheres acreditam que o consumo de determinados alimentos pode provocar gases, cólicas e até assaduras nas crianças, pois afetaria o leite materno. No Pará, por exemplo, as grávidas evitam comer, em uma mesma refeição, carne e frutos do mar com receio de que isso faça mal. Em outras regiões do Brasil, as lactantes não amamentam nos primeiros dias após o parto porque acreditam que o leite materno é “venenoso” ao bebê. “Na realidade, o leite materno produzido nos primeiros dias após o parto (colostro) é rico em anticorpos e confere imunidade ao bebê”, alerta.
 
De fato, tudo o que a mãe ingere e o organismo metaboliza, em parte chega ao leite materno. Porém, isto não significa que certamente fará mal ao bebê. “Com exceção do consumo de bebidas alcoólicas, não se encontra respaldo científico suficiente que justifique a restrição total do consumo de refrigerantes, alimentos com cafeína, aditivos ou gordura, frutas ácidas, abóbora, cebolinha, repolho, alho, couve-flor, aspargos, peixes, carne de porco, feijão, abacate, ovo, leite, chocolate, pimenta e temperos picantes, que podem ser consumidos moderadamente dentro de uma alimentação balanceada”, destaca.
 
Outro mito é que comer canjica e beber cerveja preta aumenta a quantidade e fortalece o leite materno. “Ao contrário do que muitos imaginam, não existe leite fraco. Todas as mulheres, mesmo desnutridas, produzem leite com a mesma composição nutricional, capaz de satisfazer as necessidades do recém-nascido”, avisa.
 
Algumas crenças culturais ou familiares, segundo a nutricionista, ressaltam a importância de consumir canjica, cerveja preta, leite, chá de folhas de algodoeiro, líquidos em abundância, mingau de arroz, caldos de galinha, feijão, peixe ou carne, açaí, sopa de fubá e arroz doce para auxiliar o aleitamento materno, mas não há explicações científicas de como seria a ação desses alimentos.
 
 
Mães se dão melhor no trabalho
Nutricionista esclarece alguns mitos, como as consequências de desejos não atendidos
 
Conciliar família, filhos e trabalho não é uma tarefa nada fácil. Mas há décadas a mulher conquistou essa habilidade e vem mostrando que pode administrar com maestria sua profissão assim como seu lar e dependentes. Luciano Salamacha - um dos especialistas em gestão de carreiras mais requisitado entre as companhias no Brasil, doutor em administração e professor da FGV Management - aponta talentos típicos de mães que destacam a mulher no mundo empresarial e favorecem os negócios.
 
“Mamães têm capacidade de estabelecer e gerenciar relacionamentos interpessoais em prol da união familiar. No mercado de trabalho, isso se traduz no fortalecimento da equipe e traquejo para driblar diferenças pessoais”, destaca.
 
Outra característica que enaltece a mulher-mãe é o talento para desenvolver diversas atividades ao mesmo tempo, aprimorado por força da necessidade da gestão do lar, do ambiente familiar. Salamacha explica que o mercado empresarial, atualmente, necessita mais do que especialistas profundos em apenas uma pequena área ou de generalistas que conhecem um pouco de tudo. “Na verdade, hoje, as organizações demandam de pessoas que têm uma visão geral. Que sejam capazes de responder com profundidade por áreas que são vitais para a sobrevivência da companhia e, ao mesmo tempo, possuem conhecimento superficial para atuar em áreas periféricas. E a maternidade é um grande capacitador desse talento”, complementa o especialista.
 
A sensibilidade materna também é um fator que favorece os negócios e o ambiente de trabalho nas corporações. Como principal gestora da família desde o início da humanidade, a mãe está sempre atenta a pequenos detalhes que possam fazer a diferença na sobrevivência e saúde da sua família. “Em atividades como na área financeira, controladoria e contabilidade, as profissionais que são mães têm alto grau de confiabilidade sobre as tarefas realizadas, comparando com o desempenho de outros perfis da equipe”, explica Salamacha.
 
Atenção à imagem pessoal em prol das relações interpessoais e grandes negócios. A maternidade desenvolve o cuidado com a apresentação pessoal e comportamental. A dedicação na formação de uma imagem positiva é um componente importante para se estabelecer relações, inclusive de natureza comercial. “É por isso que boa parte das áreas de comunicação visual, identidade visual e marketing nas organizações são confiadas às mulheres”, justifica o especialista em neurociência voltada aos negócios.
 
Capacidade de resiliência e perseverança típica de mãe é outra característica destacada. Com a maternidade, as mulheres demonstram grande poder de assimilar ocasiões adversas e reverter aspectos negativos para situações otimistas e melhores, em defesa de suas crias quando se trata da família, e de suas criações no âmbito corporativo.
 
Salamacha salienta ainda benefícios para o engajamento e expansão de equipe. “Quem nunca ouviu a expressão: em coração de mãe sempre cabe mais um? Na prática, no âmbito familiar, ela é facilmente compreendida. E no mercado de trabalho ela também se aplica favoravelmente. A maternidade habilita a mulher a sempre unir as pessoas que gosta e envolver com sentimentos saudáveis”, comenta.
 
O especialista em gestão de carreiras ressalta que, de modo geral, a natureza feminina posiciona a mulher como uma profissional multifacetada, capaz de desempenhar três ou quatro funções ao mesmo tempo e com genialidade. E a maternidade aprimora esse talento.
 
 
Ser fitness traz benefícios
É cada vez mais comum futuras mamães manterem ou iniciarem atividades físicas
 
No decorrer da gravidez, muitas mães, além de ficarem atentas aos cuidados com o filho, preocupam-se com sua saúde física. As que são esportistas têm medo de perder o condicionamento, já as mais sedentárias receiam ficar com o corpo muito diferente após o nascimento do bebê. O personal trainer Daniel Iatski e a triatleta Luca Glaser, explicam que os exercícios trazem benefícios e não precisam ser interrompidos durante a gravidez.
 
Luca, que participa de provas de triathlon desde os nove anos de idade, teve uma mudança brusca em sua rotina de treinos pesados. A atleta descobriu que esperava a pequena Maya quando estava prestes a participar do Ironman World Championship, uma das maiores e mais importantes competições de triathlon do mundo, que ocorreu em outubro de 2017, em Kona, no Havaí. A partir daí, Luca Glaser, que tem um blog em seu nome, deu uma pausa nas postagens sobre competições e passou a dividir suas experiências na coluna Mommy To Be. “Assumi a maternidade e virei mamãe fitness!”, diz.
 
Ela conta que, quando soube da gravidez, também descobriu no consultório médico que poderia continuar a treinar, porém, com certos cuidados extras. Mesmo com a liberação da ginecologista, Luca fez uma escolha: “no Mundial, eu já estaria com 12 semanas. Se eu não soubesse da gravidez, eu participaria, mas com a notícia da chegada da neném, achei loucura fazer uma prova que exige até mesmo de quem compete normalmente, imagine com um bebê na barriga! Foi a melhor decisão que tomei.”, relata.
 
No entanto, a atleta conta que não deixou de praticar exercícios. “Fiz bastante spinning, musculação, natação e adorei as aulas de yoga! Eu só parei com a corrida, porque achei desnecessário continuar depois que a barriga cresceu um pouquinho”.
 
O personal trainer Daniel Iatski, que já elaborou o treino de dezenas de grávidas, conta que a cada ano que passa é mais comum ver gestantes praticando atividade física nos parques e também nas academias. “Há muito tempo foi quebrado o tabu de que o mais indicado é o repouso. A manutenção da vida ativa faz uma gestação e um bebê mais saudáveis”, afirma. 
 
De acordo com Iatski, o yoga, praticado por Luca Glaser, é uma ótima atividade para as mamães, pois aumenta a flexibilidade, a consciência corporal, o domínio respiratório e auxilia no controle emocional com a meditação. O profissional ainda recomenda pilates, alongamento, caminhada, natação, hidroginástica e musculação, uma das melhores atividades para gestantes. “A musculação é prescrita individualmente, levando em consideração as limitações e aptidões. Proporciona a manutenção ou até mesmo o aumento da massa muscular, melhora da postura, controle da glicemia, aumento da consciência corporal, dentre outros benefícios”, explica.
 
O corpo da mãe sofre uma série de mudanças ao longo da gestação. Daniel explica que até a maneira de caminhar é alterada, resultado de uma compensação postural para reequilibrar o centro de gravidade do corpo, que agora tem o abdômen projetado para frente. “O aumento da massa corporal e toda essa mudança na postura resulta em uma maior sobrecarga nos joelhos. Trabalhar o aumento da massa muscular em membros inferiores e a flexibilidade minimiza grande parte dos riscos de lesão. Assim como evitar atividades de muito impacto ou caminhadas de longa duração”, esclarece.
 
Segundo o personal trainer, caso a gestante tenha um descolamento ou rompimento precoce de placenta ou aumento excessivo da pressão arterial, é recomendada a suspensão das atividades, pois o exercício pode agravar o quadro, podendo prejudicar o bebê e a mãe. Por isso, um acompanhamento médico regular é essencial.
 

 

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