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APELO PELA TOLERÂNCIA

Carlos Accioli Ramos (Diretor - Editor) - Em 01/07/2018

APELO PELA TOLERÂNCIA
É julho e estamos a caminho de soluções para a vida do país. Podia ser apenas um otimismo despropositado, mas o horizonte está no calendário: outubro. É quando cessa a indefinição sobre o futuro político e, consequentemente, econômico – que é o que de fato interessa. Ao fim e ao cabo, o eleitor quer é a economia em pleno funcionamento, não importa quem ocupe os gabinetes de Brasília. Para isso é necessário estabilizar o cenário político, encerrando uma disputa iniciada mais de dois anos antes da eleição, desde que o último vice-presidente eleito chegou ao Palácio do Planalto.
 
Até lá, compasso de espera, com a recomendação de manter a cabeça fria numa campanha eleitoral que promete tensão acima da média. Pela primeira vez teremos extremos – para não dizer extremistas – em disputa direta. O corpo-a-corpo mais próprio das campanhas municipais, em que a vizinhança se engalfinha por um candidato ou outro, tende a ganhar escala nacional.
 
Certas militâncias nada ideológicas, contaminadas pelo clima de guerra aberta que há anos se desenvolve, estão e estarão expostas à boataria de Whatsapp, que propaga todo tipo de bobagem – e sem contraditório. Isolado na sua própria esfera de “opinão”, esse eleitor alimenta-se do que supõe serem verdades. Basta que estejam de acordo com aquilo em que ele já acreditava.
 
No país recordista mundial dos linchamentos cada vez mais gente confunde violência com justiça, opinião com fato. E muita sorte teremos se isso não acontecer de má fé. A tradição nacional é, tristemente, de desrespeito aos direitos humanos. Admite-se serenamente a violência, desde que não nos atinja. Admitimos a extrema miséria do outro, como se de uma lei natural se tratasse.
 
O abismo socioeconômico que separa larga parcela de brasileiros e assusta os estrangeiros em visita ao país está na raiz de todos os nossos problemas, mas não alcançamos compreender isso porque o outro, no Brasil, é cada vez mais um inimigo a abater e não um vizinho a acolher.
 
Somado à percepção de que o Estado é incapaz de prover segurança ou emprego, esse padrão de comportamento resulta numa cultura de resolução de conflitos por meio de mais violência – e daí, inclusive, os linchamentos.
 
Na esfera política, de uns anos para cá também se trucida gente em praça pública. O que deveria ser uma arena de conciliação por meio de debate transformou-se num circo romano em que alguém é ocasionalmente atirado aos leões para satisfação de uma plateia ignorante. Isso precisa ter fim.
 
EXPLICANDO A VIA METROPOLITANA
A abertura ao tráfego da nova Via Metropolitana pode produzir resultados imediatos no trânsito da cidade, com reflexos positivos em todas as vias que, direta ou indiretamente, vão desaguar na avenida Santos Dumont, a Estrada do Coco. Quem trafega entre o Litoral Norte e Salvador, nos dois sentidos, tem todos os motivos para optar pelo percurso da nova estrada em vez de se atolar no congestionamento urbano de Lauro de Freitas.
 
Do acesso na BA-099, em Catu de Abrantes, até os viadutos do aeroporto são cerca de 16 Km de percurso, feitos em cerca de 14 minutos – se tanto, respeitando a velocidade máxima de 80 Km/h. Por dentro de Lauro de Freitas seriam cerca de 10 Km feitos no dobro ou no triplo do tempo, dependendo do congestionamento do dia. A economia de combustível por larga margem compensa os 6 Km a mais da Via Metropolitana.
 
Essa conta precisa ser intensivamente explicada aos usuários da Estrada do Coco. Além disso, a rota de Salvador para o Litoral Norte pela Via Metropolitana tem que ser claramente sinalizada antes mesmo do acesso a São Cristóvão pela avenida Paralela.
 
COMÉRCIO INFORMAL
A desordem urbana caracterizada pelo comércio informal, resultado do cenário econômico atual, não é apenas injusta com quem paga taxas e impostos, mas ilegal e por isso merece a ação fiscalizadora do poder público.
 
Necessário sublinhar que as normas municipais para estabelecimento de comércio não se destinam a arrecadar tributos, mas a organizar a vida urbana, evitando, por exemplo, que uma barraca qualquer ocupe praça pública ou as calçadas, destinadas para outro fim.
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