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Dom, 02.02.2014

Associações de moradores se unem em manifesto pelo rio Sapato

Marcio Costa, coordenador geral da Salva. - Em 04/07/2018

Manifesto pela revitalização do rio Sapato reuniu associações de moradores e comunidade em Vilas do Atlântico

O manifesto pelo rio Sapato, realizado na manhã do dia 3 de junho, organizado pela SALVA - Sociedade Amigos do Loteamento Vilas do Atlântico, teve a adesão da AMI - Amigos Moradores de Ipitanga, AMOVA - Associação de Moradores de Vilas do Atlântico e AMOM - Associação dos Moradores de Mirante, que juntas protestaram pela sobrevivência do único rio no município classificado como ‘rio’, deixando os demais como esgoto.
 
“O secretário afirmou que iria limpar o rio e nada foi feito, até semana passada, quando iniciamos este movimento. Essa semana vieram as máquinas para fazer a limpeza. Quer dizer, nós temos que conviver com isso: pressionando os nossos gestores para que eles façam os serviços pelos quais são responsáveis. Claro que temos que fazer a nossa parte, na condição de coordenador da Salva e morador de Vilas do Atlântico, me sinto indignado com as pessoas jogando lixo nas ruas. Andando ao longo do rio Sapato, aqui em Vilas do Atlântico, é comum percebermos que vários moradores jogam lixo de jardinagem e até restos de obra na margem do rio. É um absurdo e precisamos acabar com isso.
 
Quanto ao descarte de esgoto no rio, tenho certeza que nem todos os moradores procedem assim. Nas assembléias da Salva sempre deixo bem explícito: se algum associado for confirmado descartando esgoto no rio, ele perde a condição de associado”.
 
Se poder público parar com a manutenção do Rio Sapato, a Salva, com a coesão das outras associações, vai parar Lauro de Freitas. Aprendemos com os caminhoneiros e vamos parar o Centro de Lauro de Freitas”.
 
LEISHMANIOSE EM VILAS
Durante a manifestação pelo Rio Sapato, um associado procurou a coordenadora da SALVA, Rosely Borba, para alertar sobre o crescente número de cães contaminados pela Leishmaniose, doença causada por um protozoário parasita transmitido entre animais (cães, roedores) através da picada de certos tipos de mosquito. Quando o mosquito infectado pica um ser humano, a doença é transmitida para o homem.
 
O meio mais comum de transmissão da leishmaniose é a picada de mosquitos flebótomos, notadamente o mosquito-palha. Estes mosquitos são pequenos, capazes de passar pela malha de muitos mosquiteiros e telas. São encontrados em lugares úmidos, escuros e com plantas próximas. Se um desses mosquitos pica um mamífero contaminado e consome sangue com o parasita, a leishmania passa a se reproduzir no intestino do inseto. A doença não é considerada letal, mas deve ser tratada o quanto antes, para evitar complicações e facilitar a cura do paciente. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico e tratamento gratuitos para a população contra os dois tipos da doença: tegumentar e visceral.
 
 
“Ao analisarmos a notificação de óbitos por leishmaniose, percebemos que mais de uma centena de pessoas perdem a vida por uma doença que não mata. Ou seja, provavelmente o tipo de tratamento está envolvido. Por isso, resolvemos priorizar um tratamento menos tóxico e menos agressivo, sempre resguardando a segurança do paciente e, após mais de 30 anos de estudo, percebemos que estamos no caminho certo”, disse o pesquisador e chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses do INI, Armando Schubach.

Marcio Costa, coordenador geral da Salva.

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