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O Trabalho

Jaime de Moura Ferreira - Em 31/07/2018

O trabalho sempre foi e será sempre o alicerce da vida. De modo geral, não só os seres humanos trabalham. Somente para expressar um exemplo, deve-se apreciar os pássaros na construção dos seus ninhos e na alimentação dos seus filhotes. É de fazer inveja.
 
O trabalho se impôs ao ser humano, desde sua origem e, com o processo evolutivo tornou-se, inclusive,a base indispensável para a dignificação da vida. Dessa forma, o trabalho afeta a personalidade e dignidade dos seres humanos, além de elevar sua autoestima.
 
O trabalho nada tem a ver com idade. Quando esta acontece, deve-se diminuir a carga, porém, jamais deixar de trabalhar. Ocorrendo a aposentadoria, as pessoas deveriam preparar-se para outro tipo de trabalho, principalmente os sociais.
 
Atualmente, a ocupação principal define sua vida e, muitas vezes, substitui seu nome. Costuma-se ouvir as expressões: ele é o professor; o médico; o carpinteiro; o jornalista, etc.
 
O trabalho promove a conquista do seu próprio espaço; concretiza seus sonhos; e desenvolve habilidades para adquirir o respeito e consideração dos semelhantes. Por isso, o trabalho é um meio inevitável da existência humana.
 
Porém, muitas situações devem ser analisadas no desenvolvimento do trabalho, pois a maioria das pessoas trabalha para enriquecer materialmente. E, nessa busca estressante, cometem-se profundos equívocos, como desprezar as amizades sinceras, transformar a ocupação no sentido único da existência, desagradar ao Grande Deus Criador e escravizar-se ao trabalho, vendendo a própria alma.
 
Abraham Maslow (psicólogo americano – 1º/4/1908 a 8/6/1970) criador da hierarquia das necessidades humanas pelo trabalho, que deu origem à “Pirâmide de Maslow”, estabeleceu que o vivente busca atender suas necessidades, na seguinte ordem: fisiológica, segurança, social, estima e auto realização. Também, deixou o recado: “se você planeja ser qualquer coisa menos do que você é capaz, você vai ser infeliz todos os dias da sua vida”. Assim, coloca-se a capacidade inventiva e criadora para amar o que se faz, evitando o “trabalhar sem prazer, que é sofrer e adoecer”.
 
“A pessoa rica não é a que tem mais, mas a que precisa menos”. O trabalho deve promover o convívio com outros seres e suas mentes e corações devem trabalhar juntos, na busca do conhecimento e evolução. Quem trabalha constantemente, pelo bem de todos, quase não tem tempo para sofrer.
 
O trabalho deverá ser sempre considerado como um esforço feito pelos seres. O trabalho evolutivo exige muito das pessoas, principalmente da competência profissional, da paciência, do aprendizado e da determinação. O ser humano deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las. Mantenhamos em nossa mente este pensamento de Confúcio: “o homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros”.
 
Mas, se desejarmos atingir o ponto mais alto, comecemos pelo mais baixo. No entanto, mostremos o que fazemos, pois, além de massagear nosso ego, também contribuirá no processo de orientação para o aprendizado, transformando-se em uma forma de expressão.
 
Evitemos as situações negativas do trabalho: desrespeito aos semelhantes, que ocupam cargos inferiores; trabalho escravo, com maus tratos e de forma nociva; e querer enriquecer às custas do empobrecimento de outros. Devemos estabelecer como objetivo principal a realização pessoal. “Só é realmente bem-sucedido quem tudo faz com boa intenção”.
 
O trabalho deverá ser encarado como uma ação estimulante, desafiadora, de aprendizado e de desenvolvimento espiritual. Também devem ser respeitados os valores morais, éticos e profissionais. Sua profissão, além de traduzir suas tendências, também lhe proporcionará excelente oportunidade de evolução como pessoa. Nunca desista de suas lutas, mesmo com o envelhecimento.
 
Quando se trabalha em equipe deve-se respeitar as ideias dos companheiros, promover diálogos sobre os temas apresentados e criar-se a amizade entre as pessoas, pois, dessa forma, obtém-se maiores e melhores resultados.
 
Aborda-se os esportes coletivos: neles, todos desempenham suas missões específicas, visando um mesmo objetivo. Mas, se houver uma sequência lógica para a realização das atividades, essa deverá, obrigatoriamente, ser cumprida na ordem definida. Coloca-se como exemplo o esporte “remo”: quando em uma guarnição de mais de um remador, todos têm que acompanhar o voga (o que vai na frente do barco), o qual deverá, sempre, ser o exemplo para os demais remadores (colocar o remo n’água, para que todos o acompanhe, aumentar a velocidade da remada e forçar a pegada do remo na água), sob pena de embolar as remadas e, no mínimo, o barco não atingir seu objetivo.
 
Vários são os tipos de trabalho, todos eles importantes para o desenvolvimento da humanidade: capitalista, religioso, voluntário, braçal, intelectual, rural, etc. Cabe ao ser humano dignificá-los e se dignificar no exercício de cada um.
 
Jaime de Moura Ferreira é Administrador, consultor organizacional, professor universitário, escritor, ambientalista, sócio fundador do Rotary Club Lauro de Freitas. jaimoufer@hotmail.com

 

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