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NOVA, BELA E POUCO USADA

Carlos Accioli Ramos (Diretor-editor) - Em 31/08/2018

NOVA, BELA E POUCO USADA
Aberta ao tráfego há três meses, a longamente aguardada Via Metropolitana ainda não cumpre a missão que lhe foi destinada: aliviar os congestionamentos na avenida Santos Dumont – a velha Estrada do Coco no trecho urbano de Lauro de Freitas. O trânsito de Salvador para o Litoral Norte e de retorno ainda não descobriu os 11,2 Km de belas, perfeitas e desimpedidas pistas, continuando a lotar a cidade.
 
Parte do problema é que o acesso da Paralela à Via Metropolitana tem que ser feito através de São Cristóvão, mas não há sinalização apropriada antes do viaduto de acesso. Depois daquele ponto, o motorista tem que fazer o retorno no Km 1 da Santos Dumont – mas ali também não há indicação da nova estrada.
 
Além disso, a falta de divulgação adequada criou a ideia de que há dupla cobrança de pedágio para quem usar a via, o que não é verdade. É necessário investir em informação para os usuários do sistema de rodovias.
 
DANDO PRESSA
Agora que a estação Aeroporto do metrô já conta com um terminal de transbordo, é necessário trabalhar para a plena integração do modal rodoviário, metropolitano e local. As soluções estão prometidas, mas fazem-se esperar.
 
Há pressa porque a construção da estação Lauro de Freitas, a meio da avenida Santos Dumont, e a respectiva extensão da linha 2 dependem fundamentalmente do aumento do movimento de passageiros na estação Aeroporto.
 
O incrível subdimensionamento do terminal rodoviário, que mal acabou de ser construído já passará por uma ampliação, também não ajuda em nada esse importante objetivo. O famoso marco de entrada da cidade ficará melhor, por exemplo, no Barro Duro.
 
FRACASSO
Não havia ainda um balanço final da campanha de vacinação anti-pólio e sarampo à data de fechamento desta edição, mas a cinco dias do fim da campanha mais de quatro milhões de crianças ainda precisavam ser imunizadas em todo país. A meta era vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças na faixa etária estabelecida, mas apenas 62% do público-alvo havia sido vacinado.
 
Diante desses números, não parece precipitado declarar que a campanha fracassou. Com ela, fracassam os governos em todos os níveis, fracassam os pais e responsáveis que não levaram as crianças até um posto de vacinação – e fracassamos todos nós, como sociedade, incapazes que fomos de fazer acontecer algo tão simples como vacinar as nossas crianças.
 
A principal lição a tirar disso é que, se perdemos uma batalha, ainda não perdemos a guerra. A imunização continua a ser possível, nem que a campanha tenha que ser permanente. Não é possível que um país como o Brasil, com estoques de vacina abarrotados, não consiga manter erradicada uma doença como a poliomielite.
 
Os postos de vacinação continuam aí, mas se ninguém fizer nada continuarão sem crianças para imunizar.
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