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A dor

Jaime de Moura Ferreira - Em 30/09/2018

Os viventes sentem a dor como um sentimento angustiante. Porém, a depender, surgem as reflexões sobre ela.
 
Entende-se que os seres humanos, como mandantes do Universo, são os próprios causadores da dor. Neles, nos animais e plantas.
 
Para alguns, a dor é sinal de fraqueza. Para outros, se constitui em aprendizado.
 
A dor causa medo, angústia, solidão e sentimentos. Porém, cada indivíduo a aproveita de maneira diferente, pois eles são distintos.
 
Desde o nascimento, o vivente é exposto à dor. No entanto, saber administrá-la significa uma grande sabedoria. Para tanto, é necessário compreendê-la e tomar a atitude correta, principalmente a possibilidade de expandir seus horizontes, para novas atitudes. Geralmente o ser humano terá uma nova vivência, após a dor. Com isso, ele se torna mutável ao meio em que vive.
 
Existem vários tipos de dor: a da perda, da qualidade de vida, da desilusão, da falta de aprendizagem, entre outras, porém, a que mais incomoda é a dor da alma. Pior é quando ocorre sua estagnação. Nessa situação, o ser humano encontra o fim dele mesmo.
 
Muitas vezes, se faz necessário um estado de prevenção, para se evitar cair no mesmo erro. Quando essa não ocorre e não se tem jeito, busca-se o entendimento de que os seres humanos habitam na dor. Também se busca a percepção de que a dor motiva os indivíduos a se afastarem de situações prejudiciais.
 
Geralmente procura-se a natureza da dor. Quando ela é física, vai-se ao médico específico, para que ele determine os medicamentos necessários.
 
Quando é da alma, investiga-se os fatores psicológicos que a causaram. E, nessa ocorrência, o trabalho deve ser executado pela própria pessoa, pois somente ela tem condição de se curar. Essa situação poderá vir com a maturidade, que dá ao ser humano a condição de enxergar a vida de forma ampla e transformar a sofrência em alegria.
 
A dor, às vezes, deixa cicatriz. Quando é no corpo, mostra ao seu detentor os cuidados que deverá ter, para evita-la, outra vez. Quando na alma, amplia o pesar do ser, toda vez que a sente. Assim, a dor poderá ser transitória e crônica.
 
De acordo com o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (15/10/1844 a 25/08/1900) “somente a grande dor é a libertadora final do espírito”.
 
Também existem aquelas causadas, aumentadas ou prolongadas por fatores mentais, emocionais ou comportamentais. Essas são anomalias dos seres humanos.
 
Existem pessoas que são insensíveis, ou conseguem resistir à dor. São seres humanos treinados ou desprovidos de espíritos, fé e religião.
 
Os animais, embora não possam responder perguntas sobre a dor, porém a sentem.
 
As plantas também a experimentam, quando cortam seus troncos e galhos, ou são eliminadas pelo sol escaldante e incêndios. Lamentavelmente, alguns seres humanos ainda não enxergaram essa situação.
 
Alguns seres humanos criam um sistema de defesa do organismo, para evitarem a dor. É complexo e, muitas vezes, surrealista, pois o vivente vive na dor.
 
Quando se perde uma amizade, a dor na alma é tão esfuziante que provoca outras e, muitas vezes, debilita o organismo de quem a sofre. Nas reflexões posteriores, pode-se identificar que aquela amizade pouco representava para essas pessoas e não era para existir. Assim, o ser humano deve ser mais precavido, quando escolher a sua.
 
As pessoas podem estabelecer limites para a dor, desde que possa evitá-la, quando física, e modifique seu modo de viver, principalmente na construção de amizades, as quais serão consideradas não qualificadas. Essa é identificada como dor da alma. 
 
Jaime de Moura Ferreira é Administrador, consultor organizacional, professor universitário, escritor, ambientalista, sócio fundador do Rotary Club Lauro de Freitas. jaimoufer@hotmail.com

 

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