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Nenhum fio a menos

Beatriz Vilanova / Folhapress - Em 30/09/2018

Há pessoas que, mesmo jovens, começam a sofrer com a queda de cabelo. Fatores genéticos, alterações hormonais, estresse, alimentação inadequada e até mesmo excesso de química são alguns dos exemplos que levam a uma alteração do ciclo normal dos fios.
 
Famosa, a cantora e atriz americana Ariana Grande foi uma que relatou ter enfrentado calvície precoce. Após uma série de tratamentos químicos, que fez para gravar um seriado, ela começou a notar a perda de cabelo.
 
E não são apenas chapinha, babyliss e tintura que afetam a saúde capilar. Mesmo os xampus podem ter essa consequência.
 
Foi o que aconteceu com a estudante Flavia Campos, que começou a perceber falhas no cabelo há cerca de um ano, quando tinha apenas 17 anos. “Fui à dermatologista e ela falou que a causa da queda foi o xampu que usei. Parei de passá-lo e tomei vitaminas, mas não tive muita paciência e precisei raspar a cabeça para o cabelo crescer do zero.”
 
A dermatologista Leticia Biselli explica: “Existem pessoas que têm alergia a algum componente do xampu, mas a química, em geral, pode causar dermatite de contato [quando uma substância irrita a pele ou desencadeia reação alérgica], resultando na perda dos fios.”
 
Segundo Valcinir Bedin, dermatologista e presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo, problemas nutricionais, hormonais e genéticos são as principais causas da queda. “Dietas muito restritivas enfraquecem os fios.” Leticia ainda lembra que, nas mulheres, a causa pode estar ligada à menstruação em excesso.
 
Os homens sofrem ainda mais com o problema. Segundo Bedin, eles são a maioria. Com base em pesquisas internacionais, como a feita pela Universidade de Edimburgo, ele afirma: “A estatística diz que 50% dos homens têm algum grau de calvície, sendo que 15% antes dos 18 anos. Nas mulheres, o índice gira em torno de 5%, e uma das principais causas é a própria genética”.
 
A melhor medida preventiva, segundo Débora, é levar uma vida regrada e saudável. “A alimentação rica em nutrientes como ferro, zinco e vitaminas é fundamental”, indica. Também são recomendáveis a prática regular de atividades físicas, a alimentação de três em três horas e o sono de seis a oito horas por noite, uma vez que dormir regula os hormônios, que influenciam diretamente no ciclo capilar.
 
Além disso, procedimentos do dia a dia ajudam no cuidado dos cabelos. Dormir com o cabelo molhado, por exemplo, pode ser um problema. “O bulbo capilar úmido favorece a dermatite e a queda de cabelo”, diz ela.
 
O dermatologista Bedin completa: “É importante lavar os cabelos com produtos adequados e de qualidade, além de evitar produtos químicos agressivos. E, claro, toda vez que o problema aparecer, procurar ajuda médica”.
 
Leticia reitera a importância da intervenção profissional, já que há mais chances de reverter o processo se o tratamento for iniciado logo. “Geralmente, tratamos com remédios e vitaminas fortalecedoras ou com tônicos.”
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