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A situação dos brasileiros

Jaime de Moura Ferreira - Em 01/11/2018

Mensalmente é publicada a inflação brasileira, até com reajustes mensais diminuídos, a exemplo de julho (desacelerou 0,33%), cuja meta estabelecida pelo governo é 4,5%, embora no último mês já atingiu 4,53%.
 
Sem dúvida, a inflação apresentada pelos órgãos públicos, não define a situação dos brasileiros honestos, pois com o salário mínimo de R$954 e, até além dessa remuneração, para as classes médias, a coisa fica fora de controle. É necessário que se tenha um orçamento bem planejado e executado, para a sobrevivência, com o salário que lhes cabem.
 
O custo da gasolina, para aqueles que possuem carro, sobe diariamente, atingindo no momento R$ 5, o litro; para os que têm táxi ou Uber, só o Grande Deus para os ajudar; o botijão de gás de cozinha aumentou, em média, 10%; informa o governo que essa alta está atrelada ao preço do barril de petróleo. Ora, o que a população tem a ver com essa elevação?
 
Mas, não fica por aí: tem o aumento da energia elétrica, da água, dos planos de saúde, das escolas particulares e os respectivos materiais (livros, cadernos, lápis de pintura, pastas, mochilas, sem falar nos uniformes).
 
Enquanto isso o impostômetro nacional chegou, em 30 de setembro passado, em R$ 1,750 trilhão de impostos pagos pela população e a dívida interna do governo atinge R$ 3 trilhões e quinhentos bilhões, e nada foi feito para reduzí-la. Além, é claro, dos investimentos inadequados, como Olimpíadas, construção de estádios para a Copa do Mundo, enquanto a população é despedida de seus empregos, ampliando essa situação de desordem.
 
Tudo bem que alguns hortifrutigranjeiros se tornaram menos caros, nos supermercados e feiras convencionais. Porém, pergunta-se: sabe-se quanto custa a agricultura familiar produzir esses produtos (inclemência do tempo, cultivo, pragas, colheitas, vendas para os atravessadores, etc.)?.
 
Até as grandes empresas, tiveram também seus custos elevados, principalmente aquelas que investem em máquinas de ponta, aguadores artificiais, transportes de caminhão em estradas esburacadas ou enlameadas, sem preços médios estabelecidos pelo governo.
 
Aqueles que produzem animais para corte, têm os insumos aumentados (comida, remédios, vacinas, etc.) e só lhes restam a situação, não recomendada, de sacrificar os pintinhos nos rios, ou deixar de produzir os demais animais. Aí surge a ignorância e a maldade humana, de matar os cavalos e jumentos para venda.
 
Mesmo com R$ 1 trilhão de gastos anuais, pelos idosos, impulsionando o comércio de vários municípios, mas, devido à dificuldade em obter créditos, deixam muito de consumir. Porém, são diversos os bancos e financeiras que diariamente, telefonam para os referidos, ofertando-lhes empréstimos consignados. Alguns, desavisados dos altos juros, cedem às suas necessidades.
 
Manutenção dos imóveis próprios, uma situação para poucos, é de extrema dificuldade. Esses imóveis precisam, pelo menos de quatro em quatro anos, uma revisão em suas instalações, sob pena de demolição programada. Para os que moram em casas, os telhados, cujas ripas são infestadas pelo cupim, ou se faz a manutenção ou o prejuízo é muito maior. Como obter recursos para tal?
 
Os gestores públicos não se comprometem com os serviços básicos, necessários à vivência da população (ensino qualificado, saúde, segurança, esgotamento sanitário, moradia, etc.) e, por isso, quem tiver condições, terá que fazê-los por conta própria.
 
Ainda aparecem candidatos a cargos eletivos, enganando o povo com mentiras desavergonhadas ou promessas impossíveis de realização. Para esses, o que importa é a mamata no erário e a se atrever à famigerada corrupção.
 
Enquanto isso, os votantes ficam se engalfinhando, mostrando a polarização entre partidos e pessoas, desprendendo o ódio entre parentes e amigos, em busca da sonhada democracia.
 
E o nosso querido Brasil que se lasque.
 
Com o resultado das eleições de 7 de outubro, espera-se que a população brasileira renove seus valores e procure zelar por esse imenso Brasil, principalmente pelos políticos eleitos.
 
Fica-se sem saber, tão somente, o resultado para presidente da República do nosso País.
 
Que o Grande Deus ilumine o vencedor e que ele honre esse cargo.
 
Jaime de Moura Ferreira é Administrador, consultor organizacional, professor universitário, escritor, ambientalista, sócio fundador do Rotary Club Lauro de Freitas. jaimoufer@hotmail.com

 

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