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Rio Sapato começa a dar sinais de recuperação, diz a prefeitura

Redação Vilas Magazine - Em 01/11/2018

Vista do rio Sapato na altura das Av. Praia de Copacabana com Praia de Itapoan (em frente ao Villas Tênis Club: de novo tomado pelas baronesas
 
Iniciado em agosto, o Projeto de Revitalização do Rio Sapato, em Lauro de Freitas, com aplicação da tecnologia natural japonesa não-química EM-1, de acordo com a prefeitura já começa a apresentar os primeiros resultados – redução do mau cheiro, presença de alevinos e outros indicativos de regeneração das águas.
 
As intervenções para recuperação do corpo hídrico são realizadas uma vez por semana pela secretaria Municipal do Meio Ambiente, Saneamento e Recursos Hídricos e a empresa Ambien. Apesar disso, grande parte do rio já está novamente tomada por baronesas e pelo mato.
 
Segundo a prefeitura, todo o processo é monitorado pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), por meio da coleta de amostras da água em vários pontos do rio, uma vez por mês, durante um ano.
FOTO: Cid Simões (esq.): “o que o EM-1 faz no rio é a decomposição da matéria pela via fermentada”
 
A tecnologia está sendo aplicada em cinco pontos do rio, em trechos das ruas Santo Antônio de Ipitanga, Elsa Paranhos, José Ribeiro da Silva e Avenida 31 de Julho, todas em Ipitanga, e na avenida Praia de Copacabana, em Vilas do Atlântico, atualmente outra vez tomado pelas baronesas. A cada semana serão lançados no Sapato mil litros do produto.
 
Cid Simões, engenheiro agrônomo e diretor da empresa, explica que as matérias orgânicas do planeta são transformadas por duas vias, oxidação e fermentação. Na oxidação, os microorganismos produzem substâncias ruins, a exemplo dos gases fétidos e outras formas de poluição. Na via fermentada, os microorganismos produzem substâncias boas, como as vitaminas, antioxidantes e mais subprodutos benéficos ao ambiente.
 
“O que o EM-1 faz no rio é a decomposição da matéria pela via fermentada, ou seja, os efluentes que são lançados no rio param de oxidar e passam a seguir a fermentação estimulada pelo produto que está sendo aplicado, entrando em processo de revitalização”, disse.
 
Segundo a prefeitura, os primeiros bioindicadores da revitalização podem ser notados pela formação do espelho d’água e a redução do mau odor causado pelos esgotos despejados in natura no rio. A presença de alevinos, aves e outros seres vivos nos locais onde está sendo aplicada a tecnologia é outro sinal da regeneração da água.
 
Segundo Cid Simões, eles aparecem porque no processo de fermentação o esgoto não está mais apodrecendo. “Estão produzindo subprodutos benéficos à biota do rio, que servem de alimentos, assim como os pássaros também voltam a frequentar nas margens”, aponta.
 
Equipe da empresa Ambien aplica o produto natural no rio Sapato: sem químicos
 
O analista técnico Gabriel França, da prefeitura, explicou que uma das finalidades do projeto é estabilizar as águas do rio Sapato aos seus padrões iniciais. “A tecnologia japonesa que está sendo aplicada é composta por microorganismos benéficos, que vão acelerar a decomposição de compostos nocivos à saúde do rio, além de promover a produção de subprodutos saudáveis ao meio ambiente”, garantiu. Segundo Gabriel, o produto usado na revitalização do rio é totalmente natural e seguro à saúde humana, animal e ao meio ambiente.
 
O desenvolvimento do projeto conta com a atuação transversal das secretarias de Infraestrutura e de Serviços Públicos (SESP). Diretor de edificações, João Souza conta que os procedimentos para revitalização do Rio estão previstos no Plano Municipal de Saneamento Básico.
 
“Realizamos estudos do meio biótico e da bacia hidrográfica, e a partir disso apontamos medidas para recuperação das águas do Sapato, com o uso da tecnologia japonesa”, disse. A secretaria de Serviços Públicos estaria executando a limpeza e a retirada de plantas macrófitas aquáticas no entorno do rio, além de ações de prevenção a alagamentos.
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