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Prefeitura de Lauro de Freitas inicia reforma da Igreja Matriz

Redação Vilas Magazine - Em 30/11/2018

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 13 de maio de 1985, embeleza a praça da Matriz
 
Igreja de Santo Amaro de Ipitanga, com 400 anos de história, passa por intervenções para conservação do patrimônio. Além da pintura, o telhado está sendo substituído, o forro recuperado, as instalações elétricas adequadas e as esquadrias restauradas. As obras foram contratadas pela prefeitura de Lauro de Freitas.
 
A primeira etapa da reforma é a troca do telhado. Para isso, foi necessário instalar uma cobertura provisória acima da estrutura antiga, conforme explicou Gervásio Filho, responsável pela empresa que ganhou a licitação da obra. Para receber as novas telhas, o madeiramento da cobertura antiga passará por restauração.
 
Técnicos observam início da obra de substituição do telhado
 
Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 13 de maio de 1985, a igreja teve o projeto de reforma aprovado pela entidade após visita técnica. A primeira etapa deve ficar pronta este mês. Durante o período da reforma, as missas e encontros da paróquia estão sendo realizados no Centro Comunitário, em frente ao monumento, e no Colégio Equipe, no Centro.
 
HISTÓRIA
Berço da história de Lauro de Freitas – cidade cujo nome original é Santo Amaro de Ipitanga, a igreja foi construída no final do século 17, conforme indica análise do tipo de portada. De arquitetura barroco-maneirista, guarda em seu interior raridades como os extensos silhares de azulejos portugueses – os mais extensos encontrados na arquitetura luso-brasileira. Calcula-se que datem de 1740 a 1750. Há ainda imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores, em rocca, também tombadas.
 
Anos 60
 
O Livro do Tombo das Belas Artes registra que o edifício é composto por uma estrutura de paredes de alvenaria mista de pedra e tijolo que sustentam tesouras de madeiras do telhado. A nave é única, com galerias laterais muito altas, superpostas por tribunas.
 
A igreja tem duas capelas laterais simétricas, resíduo do falso transepto das igrejas jesuíticas luso-brasileiras. Aqui, as capelas intercomunicantes deram lugar às galerias abertas para o exterior. O frontispício destaca-se por possuir torres atarracadas, recobertas por telhados de quatro águas e frontão com volutas com óculo circular.
FOTO: De arquitetura barroco-maneirista, a igreja guarda em seu interior raridades como os extensos silhares de azulejos portugueses, os mais extensos encontrados na arquitetura lusobrasileira. Calcula-se que datem de 1740 a 1750.
 
A portada de arenito é ladeada por duas janelas com grades de ferro e cercaduras de arenito. O interior, apesar de alterado numa reforma de 1975, conserva uma barra de azulejos que envolve toda a nave e a capela-mor com motivos avulsos.
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