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Empresas que aprendem

Raymundo Dantas - Em 31/01/2019

Uma das principais capacidades do ser humano é, sem dúvida, a de aprender. Aprender significa adquirir conhecimento novo.
 
Adquire-se conhecimento novo através de todos os sentidos: visão, audição, tato, gosto e olfato. Aprende-se, portanto, de vários modos: lendo, vendo, ouvindo, tocando, degustando, em suma, experimentando. É a experiência das coisas que nos faz aprender sobre elas.
 
Mas atenção: para aprender determinadas coisas é necessário desaprender outras, ou pelo menos esquecer certas coisas aprendidas anteriormente.
 
Veja, por exemplo, andar de bicicleta. Para aprender a andar de bicicleta é necessário esquecer as leis que regem o movimento de andar sobre os próprios pés. Manter-se equilibrado sobre duas rodas que se deslocam, na mesma linha, em sincronia, é completamente diferente de se manter equilibrado sobre dois pés que andam lado a lado, com movimentos alternados. Por isso é tão difícil aprender a andar de bicicleta: é que aprendemos, antes, a andar sobre os pés.
 
Entretanto não basta aprender, é preciso exercitar. Sabe por que? Para adquirir a habilidade, a capacidade de usar com sucesso o novo conhecimento. Assim, há um conhecimento inicial, ou teórico, em certas aprendizagens, que necessita do exercício, da execução repetida, para que estejamos aptos a usufruir as vantagens daquilo que aprendemos.
 
Um exemplo disso é a aprendizagem de outra língua. É preciso, em primeiro lugar, esquecer a estrutura do idioma português. Depois é preciso praticar. Se a gente não praticar, esquece tudo o que aprendeu.
 
Outro exemplo é a facilidade com que as crianças aprendem a usar o computador, enquanto os adultos vão mais devagar. O que ocorre apenas é que elas não precisam desaprender tudo o que os adultos aprenderam antes e que agora só atrapalha o novo aprendizado: datilografia, operação de máquinas de calcular, de registradoras antigas, etc.
 
Além disso as crianças têm a chance de praticar no smartphone o dia todo, enquanto os adultos têm outras obrigações a cumprir.
 
Tudo isso nos leva então a compreender a importância de aprender coisas novas, de esquecer coisas antigas e exercitar o conhecimento novo para tirar vantagem dele. E isso tudo lembra o grande guru de negócios, Peter Senge, cuja tônica tem sido insistir com os empresários e executivos para incutirem nas suas empresas o desejo de aprender.
 
Aprender, para Senge, é exatamente o segredo do sucesso de pessoas e organizações.
 
Organizações que aprendem são aquelas capazes de estar atentas para o que está acontecendo no mundo dos negócios, nos mercados, na cabeça dos clientes. As organizações que aprendem estão dispostas a colocar de lado conhecimento antigo e adquirir rapidamente novos métodos de trabalho, novas maneiras de atuar.
 
Onde e como aprendem as empresas?
 
Em primeiro lugar precisam aprender com os próprios erros. E muitas vezes vemos organizações que continuam a repetir procedimentos, métodos e processos de gestão que vêm dando resultados negativos, sem que percebam isso e possam aprender.
 
Aprende-se também com os outros, com as empresas de sucesso, com os concorrentes, com as boas ideias de outros ramos de negócio.
 
Aprende-se com os clientes exigentes e com os empregados reclamadores. Aprende-se com os fornecedores, aprende-se viajando, lendo revistas técnicas, ouvindo o rádio, assistindo a TV e até fazendo cursos.
 
A vida é um permanente lugar de aprendizagem. Tudo ensina, tudo acrescenta, desde que tenhamos os sentidos aguçados e o desejo de crescer, de aperfeiçoar, de oferecer melhor serviço, de obter melhores resultados. Além da coragem de abandonar velhos hábitos, que já não satisfazem os sempre novos mercados.
 
Raymundo Dantas é Escritor e palestrante, especializado em Marketing no Varejo, com Mestrado na Espanha. raymundo_dantas@uol.com.br

 

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