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Projeto de Zona Azul de Lauro de Freitas prevê mais de 2,5 mil vagas

Redação Vilas Magazine - Em 01/05/2019

Estacionamento na av. Praia de Itapoan, em Vilas do Atlântico: projeto prevê 98 vagas da Luiz Tarquínio à rua Praia de Pescador (lado do posto de combustível)
 
O projeto de estacionamento rotativo pago de Lauro de Freitas – popularmente conhecido por “zona azul” – poderá ter 2.576 vagas em três regiões da cidade. Os preços propostos podem render quase R$ 1 milhão por mês em tarifas de estacionamento, a preços de 16 meses atrás.
 
Os dados constam de um relatório relativo ao “Estudo de Viabilidade e Elaboração de Projeto Básico” encomendado pela prefeitura de Lauro de Freitas e concluído em dezembro de 2017.
 
A maior região seria a orla da cidade – Ipitanga, Vilas do Atlântico e Buraquinho – com 1.500 vagas para carros e 315 para motos. Em Vilas do Atlântico, o projeto prevê estacionamento pago em toda a avenida Praia de Copacabana e em todas as alamedas de acesso à praia, aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h, com permanência máxima de quatro horas.
 
Seriam 72 horas de operação por mês. Com uma tarifa proposta de R$ 2,50 por hora para automóveis e R$ 1,25 para motos, a arrecadação mensal na orla pode chegar a quase R$ 300 mil.
 
Quem ocupar uma das vagas sem pagar ainda poderá corrigir a situação pagando uma “tarifa de pós uso” dentro das duas primeiras horas de estacionamento, mas no valor equivalente ao período máximo permitido na mesma vaga. No caso da orla, quatro horas de estacionamento – R$ 10 para automóveis.
 
Quem não pagar a “tarifa de pós uso” no prazo definido fica sujeito a uma “tarifa de regularização”. O valor é equivalente a dez horas de estacionamento: R$ 25 para automóveis e R$ 12,50 para motos, a cada duas horas de permanência na mesma vaga.
 
A primeira consequência previsível pode ser a ocupação de outras ruas do bairro mais próximas da praia que não tenham estacionamento pago, até por causa das quatro horas de permanência máxima. A rotatividade no estacionamento da orla é hoje praticamente nenhuma porque os banhistas chegam de manhã para sair apenas no final da tarde.
 
CENTRO E VILAS
No Centro da cidade o projeto prevê a implantação de 815 vagas para automóvel mais 182 para motos, além de 75 para carga e descarga, pontos de táxi, “vaga rápida”, como no acesso a farmácias e para veículos oficiais. O faturamento pode alcançar R$ 348 mil por mês na região, ocupando trechos de 25 ruas. 
 
A avenida Luiz Tarquínio teria estacionamento rotativo entre a rua Ubaldo P. R da Fonte e a entrada principal de Vilas do Atlântico, com 38 vagas. A avenida Praia de Itapoan, já dentro do bairro, também consta do projeto, com 98 vagas de estacionamento pago, da Luiz Tarquínio à rua Praia de Pescador. A rua Praia de Arembepe, que tambpem atrai movimento comercial, teria 14 vagas entre a rua Praia de Jauá e a avenida Praia de Itapuã.
 
As tarifas propostas para o Centro e avenidas Luiz Tarquínio e Praia de Itapuã e Arembepe são de R$ 2 por hora para automóveis, R$ 1 para motos. A permanência que deve chegar a, no máximo, duas horas, com o período variando de acordo com a movimentação do local. Nas duas regiões, o estacionamento pago deve funcionar das 9h às 17h de segunda a sexta-feira e das 9h às 13h aos sábados, num total de 192 horas de operação por mês.
 
Segundo o estudo, a taxa de ocupação das vagas de estacionamento, hoje, está “em torno de 80%, chegando a superar esse número nos horários de funcionamento bancário”.
 
A taxa de rotatividade observada ficou em 35%. “Ficou evidente que grande parte da frota estacionada permanece o dia todo na mesma vaga, impossibilitando aos usuários do comércio e de serviços estacionarem próximo ao local que oferece tal demanda”. Esse deverá ser o principal argumento da prefeitura para convencer os comerciantes a aceitar a implantação do estacionamento rotativo pago.
 
O estudo aponta que a permanência de “veículo de empresários e colaboradores o dia todo na mesma vaga, quase sempre em frente ao local de trabalho, impossibilitando o estacionamento de clientes e consumidores” é um dos fatores que provoca a falta de estacionamento.
 
IDEIA TEM QUATRO ANOS
A proposta de criar área de estacionamento rotativo pago em Lauro de Freitas vem de maio de 2015, mas só em julho de 2016 a prefeitura revelou publicamente alguns detalhes do projeto, durante reunião da Associação de Comercial de Lauro de Freitas com empresários do Centro, que a Vilas Magazine noticiou em primeira mão na época.
 
Na ocasião, muito em função das críticas da plateia, prepostos da prefeitura avisaram que a ideia ainda era “preliminar”, mas logo em setembro seria publicado um edital de licitação para exploração do serviço – revogado depois pela prefeitura.
 
Naquela proposta, a avenida Praia de Copacabana, em Vilas do Atlântico, também era uma das “áreas piloto” que a prefeitura estudava para implantar o sistema. Outros locais da cidade que deveriam receber o sistema incluiam Buraquinho, o Jardim Aeroporto, o entorno do Largo do Caranguejo, em Itinga, Portão e Ipitanga. O tempo de permanência no Centro deveria ser de uma hora, com tolerância de mais uma. O usuário pagaria R$ 3 por hora.
 
Os comerciantes já naquela altura protestaram contra a ideia, mesmo em termos preliminares, argumentando que uma das vantagens do comércio de rua em relação aos shopping centers é ter estacionamento gratuito. A prefeitura argumentava que o estacionamento pago permitiria fluxo maior de consumidores na área comercial da cidade, uma vez que a disponibilidade de vagas, na prática, iria aumentar – em função da limitação de tempo de estacionamento.
 
O então presidente da Associação Comercial, Ricardo Souza, defendeu na ocasião que qualquer mudança que implique em aumento dos custos dos empresários ou que vá impactar o faturamento das empresas teria que ser precedido de debates com a categoria.

 

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