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Tráfego na Via Metropolitana cresce 15% ao mês

Redação Vilas Magazine - Em 01/05/2019

 
Mais de 37 mil veículos passaram pela av. Santos Dumont (Estrada do Coco) no dia 25 de janeiro, um sábado, em direção ao Litoral Norte. Foi o dia de tráfego mais intenso em um dado mês, mas a média diária não ficou muito longe disso: cerca de 30,5 mil veículos congestionaram diariamente a avenida rumo à ponte do rio Joanes e à Estrada do Coco.
 
Enquanto isso, pela Via Metropolitana, que serve o mesmo destino sem cobrar pedágio, em direção ao Litoral Norte, a Concessionária Bahia Norte (CBN) estima que tenham passado apenas seis mil veículos diariamente no mesmo mês – apenas 20% do volume da avenida Santos Dumont. Isso apesar de, segundo a Agerba, o movimento vir crescendo até 15% ao mês desde a abertura da via, em junho do ano passado.
 
Entre julho de 2018 e janeiro de 2019 houve um aumento de 134% no fluxo de veículos pela Via Metropolitana, informa a concessionária. Em janeiro, mês de tráfego intenso em direção às praias, cerca de 180 mil veículos teriam percorrido o trecho rumo ao Litoral Norte, de acordo com estimativas da CBN. O volume ainda é insuficiente, contudo, para aliviar a pressão sobre o tráfego interno da cidade.
 
No sentido oposto, cerca de 90 mil veículos foram registrados na praça de pedágio, mas só 34 mil (38%) efetivamente provenientes do Litoral Norte. São aqueles que pagaram o pedágio na praça da CLN, em Abrantes e apresentaram o cupom na praça da Via Metropolitana em até uma hora, seguindo sem pagar nova tarifa.
 
O dado permite supor que, também no sentido Litoral Norte, a maioria do tráfego da Via Metropolitana tem Abrantes e Lauro de Freitas como origem e destino. É possível chegar ao Jambeiro, Caixa d’Água, Pitangueiras e aos bairros da orla pela saída da avenida Dr. Gerino Souza Filho.
 
USO DIÁRIO
Morador de Abrantes, Adson Cardoso afirma que utiliza a via diariamente desde a inauguração, em junho de 2018. “Reduz muito tempo para quem faz o percurso de São Cristóvão até Vila de Abrantes”, diz – “chego a economizar de 50 minutos a uma hora, o que significa um gasto menor com gasolina e manutenção do carro”.
 

O empresário e motociclista Sidney Abreu é outro que passa pela Via Metropolitana todos os dias. Antes ele fazia o trajeto através de Lauro de Freitas. “Era engarrafamento, desgaste de veículo e mais combustível”, verifica – “por aqui, inclusive, é um trajeto que os motociclistas fazem sempre, em passeios em grupo, pois a estrada é boa e bem agradável”. FOTO: ​Sidney Abreu
 
Em dias de grandes congestionamentos na av. Santos Dumont, como aos domingos à tarde, na volta do Litoral Norte, a Via Metropolitana é uma alternativa viável para ir de Lauro de Freitas a Salvador, embora implique rodar mais nove quilômetros.
 
Pelos 11,2 quilômetros da via poderiam passar, sem congestionamento, mais de 15 mil veículos por dia, de acordo com estimativas do governo do Estado. O trecho liga o Km 5 da BA-526 (CIA-Aeroporto), em Salvador, ao Km 8 da BA-099 (Estrada do Coco), em Camaçari.
 
Construída ao custo de quase de R$ 300 milhões, a Via Metropolitana foi planejada para aliviar o trânsito de Lauro de Freitas, como alternativa à av. Santos Dumont, mas também para criar um novo vetor de crescimento.
 
À margem da via está sendo construído o Hospital Metropolitano, estadual. Ali também será erguido um novo bairro planejado e a prefeitura de Lauro de Freitas pretende transformar a região em zona industrial. De acordo com o diretor-geral da Agerba Eduardo Pessoa, há pedidos para a instalação de dois postos de combustível, além de um loteamento e “em breve, serão também licitadas as linhas de ônibus que vão trafegar pela rodovia”.
 
A manutenção da rodovia e suas alças de acesso são de responsabilidade da Bahia Norte. Em abril a concessionária enfrentou o roubo de um quadro de energia no acesso da av. Dr. Gerino de Souza Filho, que liga ao Jambeiro e ao Caixa d’Água. A rotatória ficou sem iluminação no dia 10 de abril, “em virtude do roubo do cabeamento e relógio medidor de energia”, segundo informou a Bahia Norte. A empresa registrou boletim de ocorrência na polícia.
 
Na alça de saída da Via Metropolitana em Abrantes, no sentido Lauro de Freitas e Salvador, o problema foi na tubulação de drenagem. Alguém arrancou a grade de proteção e queimou uma tubulação, que tinha embocadura de plástico, obrigando à interrupção do tráfego para as obras de reparo. A nova estrutura é de metal, de acordo com a Bahia Norte.
 
Para o feriado de Páscoa, a Bahia Norte executou uma operação especial com atendimento 24h, colocando em ação uma nova frota operacional de 11 veículos. São quatro viaturas de inspeção, quatro guinchos leves e um pesado, além do caminhão para recolhimento de animais na rodovia e uma viatura de combate a incêndio. Essa infraestrutura está disponível também para as outras rodovias do sistema, na Via Parafuso (BA-535), a CIA-Aeroporto (BA-526) e a BA-093.
 
ORIGEM E DESTINO
Uma grande parte do tráfego em direção ao Litoral Norte é gerada em Lauro de Freitas mesmo e não em Salvador, segundo revela Olinto Borri, secretário de Trânsito, Transporte e Ordem de Pública da cidade. De fato, o volume na saída norte de Lauro de Freitas – 916 mil veículos em janeiro – foi cerca de 40% superior ao volume que chegou à Via Alternativa, na margem do Ipitanga, pela rotatória do aeroporto – 655 mil veículos no mesmo mês, contados pelos radares inteligentes da cidade.
 

A diferença – 261 mil veículos – foi medida em frente ao Condomínio Parque Encontro das Águas, sentido Litoral Norte. Pelo menos uma parte desse trânsito seria destinado aos bairros de Portão, Buraquinho e Miragem e não ao Litoral Norte. A prefeitura não tem números de tráfego no Km 7,5, em frente ao terminal de ônibus de Portão – que dariam uma medida precisa do volume de saída. 
FOTO: Olinto Borri, secretário de Trânsito, Transporte e Ordem Pública da cidade
 
Município com maior índice de motorização da Região Metropolitana de Salvador (RMS), o que inclui a capital, Lauro de Freitas tinha 113,7 automóveis para cada mil habitantes em 2012, de acordo com uma pesquisa de mobilidade urbana da secretaria estadual de Infraestrutura. O índice de Salvador era de 105,2. Hoje, de acordo com Olinto Borri, Lauro de Freitas responde por “mais da metade da mobilidade urbana na RMS” – mas as vias continuam as mesmas e do mesmo tamanho.
 
O nó do trânsito na av. Santos Dumont é que, ao tráfego de veículos da capital, soma-se um contingente elevado do próprio município, produzindo memoráveis congestionamentos como o do dia 25 de janeiro. 
 
SALVADOR SÃO 70%
Mas dos mais de 37 mil veículos que transitaram pela Santos Dumont naquele dia, cerca de 70% vieram de Salvador, registrados pelo primeiro radar da Via Alternativa. A maior parte desse volume poderia ter deixado a av. Paralela, no viaduto da av. Dorival Caymmi. Poderia ter seguido através de São Cristóvão até a BA-526 (CIA-Aeroporto) e apenas cinco quilômetros depois – um percurso de três minutos – entrar à direita na Via Metropolitana.
 
Quem optou pelo novo percurso economizou pelo menos uma hora de trajeto, evitando o congestionamento de Lauro de Freitas – além de poupar combustível, com menor consumo a 80 Km/h em duas pistas livres até Abrantes, em Camaçari. E sem pagar pedágio.
 
Olinto Borri afirma que “há um desejo de passar por Lauro de Freitas” na travessia entre Salvador e o Litoral Norte. A Bahia Norte observa que esse desejo vem diminuindo. A inauguração do Bahia Parque Shopping acabará por atrair mais veículos para o trajeto que se pretende desestimular, mas também pode convencer mais usuários a evitar Lauro de Freitas.

 

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