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Coletivo Pé de Poeta faz vaquinha online para se apresentar na França

Redação Vilas Magazine - Em 01/05/2019

 
O Coletivo Pé de Poeta, formado por dez jovens de Itinga e do Centro de Lauro de Freitas, vai levar à França o espetáculo África em Nós, a convite do Théâtre de l´Opprimé Paris.
 
Para completar o custo da viagem de oito membros, o Coletivo está fazendo uma vaquinha eletrônica no endereço http://vaka.me/515249. O objetivo é reunir R$ 25 mil, dos quais menos de R$ 4 mil haviam sido garantidos até o fechamento desta edição da Vilas Magazine. Ao câmbio médio do final de abril, cada um vai precisar de mais 64 euros por dia para a estadia de onze dias, entre 27 de junho e 7 de julho.
 
De acordo com o diretor Armindo Rodrigues Pinto, há três anos morando em Lauro de Freitas, do valor já arrecadado, apenas R$ 50 vieram de um morador da cidade. “O apelo que faço é que sociedade de Lauro de Freitas reconheça esta luta”, disse Armindo. O Coletivo Pé de Poeta não tem apoios materiais ou financeiros e ensaia ao ar livre, em uma praça da cidade, mas já recebeu prêmios em festivais no interior do estado.
 
O diretor já realizou formações teatrais no Senegal, na Itália, no Canadá, na Nicarágua e na Espanha, entre outros países. O reconhecimento vem agora da França. A instituição parisiense, hoje dirigida pelo também brasileiro Rui Frati, é referência no mundo.
 
As origens do Théâtre de l´ Opprimé também estão ligadas ao Brasil, tendo sido fundado por Augusto Boal nos anos 70, com financiamento do Ministério da Cultura da França. O método do Teatro do Oprimido está hoje presente em mais de 60 países.
 
A apresentação do Coletivo Pé de Poeta se dará durante o Festival MigrActions, entre os dias 27 de junho e 7 de julho, com a participação de uma dezena de grupos de todo o mundo. O convite, segundo Armindo Pinto, deve-se à experiência do grupo que, em seu espetáculo África em Nós, une as técnicas do Teatro do Oprimido do brasileiro Augusto Boal às danças afro brasileiras, aos movimentos do candomblé e ao Método Laban de Dança, criando, assim, uma estética própria.
 
O grupo trabalha o Teatro Fórum, uma das vertentes do teatro do oprimido, em que aquele que se identifica com o personagem protagonista sai de seu lugar de público, para, entrando no espaço cênico, tentar uma outra opção que não a apresentada.
 
Além da apresentação do espetáculo, o grupo fará três workshop, mostrando seu processo de criação, que contará com participantes de atuantes de países como Irã, Alemanha e Romênia.
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