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Dom, 02.02.2014

Falta de fiscalização e morosidade do poder público

Cláudio Câmara. - Em 01/09/2019

Sou morador e comerciante legalmente estabelecido em Vilas do Atlântico e estou cada vez mais indignado com o descaso dos órgãos públicos de Lauro de Freitas, pela falta de fiscalização e invasão do espaço público, além do acintoso desrespeito à proteção das atividades dos comerciantes legalmente estabelecidos, que na atual situação financeira do país, estamos tendo o privilegio de pagar nossos impostos.
 
Estou publicamente denunciando a falta de fiscalização da CEDUR, responsável pela fiscalização dos ambulantes descredenciados instalados em Lauro de Freitas e principalmente em Vilas do Atlântico, que se consolidou como um bairro inteligente e autossustentável, mas devido a forma desordenada de determinadas atividades e sem a necessária fiscalização para coibir abusos, está a cada dia comprometendo o bom ordenamento comercial. Refiro-me especificamente à invasão de ambulantes e agora dos food trucks e trailer trucks, que contrariam as normas de funcionamento, deixando de ser móveis para atuar diariamente em pontos fixos do loteamento, em praças públicas, estacionamentos de praças públicas, invadindo jardins, espalhando mesas no local, em frente à igrejas, ao lado de posto de combustíveis, e tantos outros lugares.
 
Caminhando por toda a av. Praia de Itapoan, a principal de Vilas do Atlântico, é claro e bem visível a presença de ambulantes oferecendo um cardápio variado: lagosta, camarão, carne de sol, azeite de dendê, plantas, frutas, flores, sapatos, animais vivos, pastéis, coxinhas, empadas, frango assado, além de panelas, móveis, carros, brinquedos e muito mais. E agora também food trucks e trailer truks, com mesas em volta, servindo almoço, yakissoba, feijoada, quentinhas, salgados, água de coco. Tem até trailer boutique de roupas.
 
Em frente ao Colégio Apoio são dois food trucks fixos, invadindo estacionamento e outro no jardim. E agora recentemente instalaram um toldo para melhor acomodar as mesas e cadeiras e atender os clientes.
 
E as licenças, os alvarás para funcionamento, alvarás de saúde, vigilância sanitária e tantos outros documentos exigidos para se abrir uma empresa? Será que estão todos em conformidade com a normalidade para exercer as atividades?
 
Dia 14 de agosto, trafegando pela av. Praia de Itapoan, encontrei um carro da CEDUR, que estava vistoriando um comércio, pedindo seu alvará de funcionamento, de forma correta. Me dirigi até eles, me apresentei e explanei toda situação das atividades ilegais e sabem o que ouvi? “Não podemos fazer nada, (risos), só através de denúncia”.
 
Imaginem: nós é que temos que fiscalizar as atividades ilegais e denunciar para que o poder público municipal tome as providências? Então para que o nome Fiscalização plotado no carro? Para que três pessoas no carro, sendo pagas com o dinheiro nosso, se não fazem o papel de fiscalizar?
 
Agora, o comércio legalmente estabelecido é fiscalizado com eficiência. Nós que pagamos impostos, funcionários, aluguel, taxas, ainda temos que suportar uma concorrência desleal, indevida, desautorizada, clandestina, invasora de espaço público. Como podemos “andar” com a situação caótica que o país atravessa? Temos que trabalhar.
 
Pergunta que não pode calar: É justo, é leal, é direito moradores e comerciantes nos depararmos com essa invasão de ambulantes e food trucks, concorrendo dessa forma? Cadê a fiscalização? Até quando vamos aceitar calados essas invasões?
 
Gostaria muito de receber uma resposta do poder público municipal sobre esse absurdo. Vou aguardar!
 
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