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Dom, 02.02.2014

Musicalização para bebês: socialização através dos sons

Thiara Reges - Em 01/12/2019

A música está presente em todos os momentos da nossa vida, seja ao ouvir o rádio a caminho trabalho, as trilhas de filmes e novelas, bem como a nossa própria playlist que muda a depender de nossas emoções, marcando os momentos de extrema alegria ou de tristeza.
 
Então por que não usar música no processo de aprendizado? Essa é a proposta das aulas de musicalização para bebês, que conseguem trabalhar desde o contato com a música, os sons e o ritmo, como também uma maior interação com os pais e a socialização com outras crianças.
 
Eliane Oliveira Brito, diretora do conservatório de música Mozart, em Lauro de Freitas, trabalha com crianças há cerca de 35 anos, mas a proposta das aulas de musicalização para bebês foi implantada em 2010. Ela destaca que, por vivência na atividade, divide as turmas por níveis de idade, a partir de oito meses, com uma limitação máxima de até 10 alunos por sala. A partir de quatro anos, quando a criança segue para a turma de musicalização avançada, a limitação é de quatro alunos por turma, que objetiva melhor trabalho com os instrumentos e o desenvolvimento musical de cada indivíduo.
 
Durante as aulas para os bebês, a música dá o tom para as brincadeiras e atividades de integração. As crianças participam ativamente, mas os olhares dos pais não escondem a emoção que a música consegue transmitir nos filhos. “Percebo que meu filho ficou mais tranquilo depois que iniciou as aulas de musicalização; é muito lindo quando em casa ele repete o que aprendeu aqui”, conta, vaidosa, Ana Cláudia Ribeiro, mãe do pequeno Arthur.
 
Metodologicamente as aulas seguem critérios que ajudam no desenvolvimento da fala, da parte motora, fortalecimento do vínculo afetivo e socialização.
 
A professora Mikaele Soares, frisa que o contato desde cedo com a música provoca diversos estímulos em diferentes partes do cérebro relacionadas às emoções, raciocínio, desenvolvimento da fala e linguagem.
 
“A primeira experiência musical acontece desde a gestação do bebê, pois a audição é um dos primeiros sentidos que se desenvolvem na criança e essas experiências sonoras são criadas pela voz dos pais ou canções cantadas pela mãe e pessoas próximas. Durantes nossas aulas várias canções, brincadeiras e atividades buscam estimular a sensibilidade auditiva, a criatividade, a memória, a coordenação motora, a autoestima, a comunicação e socialização”, frisa.
 
Outro ponto importante é a escolha dos instrumentos que são usados nas salas. “Durante as aulas as crianças e os pais cantam as notas da escala de dó maior, que é muito importante para a internalização dos sons e para o desenvolvimento do ouvido interno. Outro aspecto musical muito importante são os timbres, por isso em cada aula é levado algum instrumento de timbre diferente para que as crianças possam conhecer e explorar esses instrumentos, ampliando cada vez mais suas experiências musicais”.
 
Mas ouvindo um pouco da experiência dos pais, o aspecto que mais se destaca, sem dúvida, é a socialização. “Muitas crianças convivem apenas com adultos e algumas ainda não frequentam creches ou escola regular, então a aula de musicalização acaba se tornando um canal para esse desenvolvimento social, e as mães também acabam se socializando umas com as outras. É muito positivo esse reforço do vínculo familiar entre a criança e o adulto que a está acompanhando durante as aulas, pois é um momento onde se trabalham emoções e seu gerenciamento, um momento de autoconhecimento, onde os pais interagem com seus filhos e todos crescem juntos”, conclui Mikaele.
 
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