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BOLSA DE MULHER: um microuniverso caótico!

Zé Cláudio - Em 04/01/2020

Bolsa de mulher tem de tudo: batom, lixa de unha, agenda, lenço de papel, retratos, absorvente, rímel, caneta, kajal, tesourinha, alicate de unha, carregador de celular, celular, pinça, penca de chaves, vários documentos, óculos, cartões de crédito, dinheiro, barra de cereais, pastilhas e uma bolsinha com um monte de remédios, dentre eles, colírio.
 
Basicamente é isso: um pouco menos um pouco mais, dependendo da faixa etária e da vaidade da cidadã!
 
Apesar dessa enorme quantidade de coisas, na hora H, quando alguma delas se faz necessária, procura daqui, sacode dali e nada! Aí então soa o bom e velho solilóquio: “cadê a chave do carro, será que deixei na loja? Será que caiu na hora de pagar o almoço?” Mais algumas sacudidelas na bolsa e aparece a bendita chave!
 
Em seguida: “cadê os trocados para o estacionamento? Tenho certeza que deixei aqui nessa parte de cima, bláblábláblábláblá”, até que o dinheiro é encontrado!
 
No armarinho ambulante o marido não toca a mão, e se toca, lógico, com permissão da dona, quando não encontra o algo solicitado é logo tachado de bagunceiro e desleixado.
 
“Largue, deixe; você não sabe procurar nada mesmo; me dê a bolsa; eu encontro isso num instante!”
 
Prontamente a bolsa é devolvida à proprietária que inicia a busca pelo item da vez: uma, duas, três sacudidas e nada. A procura logo se torna agitada e acompanhada das costumeiras autoconversas: “cadê meu cartão de crédito? Você pegou?”, indaga ao marido. Depois de algumas mãozadas surge o cartão e a vida segue seu fluxo!
 
Lógico que toda regra comporta exceções, embora, nesse caso, não conheça nenhuma delas!
E assim acontece dia após dia com cada um dos objetos guardados a sete chaves dentro da danada da bolsa!
 
Por isso, comparo a bolsa da mulher a um microuniverso caótico, onde existem várias coisas que vivem aparecendo e sumindo sem parar!
 
Em tempo: que me perdoem as exceções!
 
Zé Cláudio, Maio de 2019
 
JOSÉ CLÁUDIO CRUZ VIEIRA assina seus “Arremedos poéticos” como Zé Cláudio. Morador de Vilas do Atlântico há mais de 15 anos, é advogado trabalhista militante há mais de 35 anos, sócio-fundador do escritório Cruz Vieira Advogados Associados S/C. Atuou na OAB-BA junto ao Tribunal de Ética como membro efetivo nas gestões de Thomas Bacelar e Saul Quadros.

 

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