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Dom, 02.02.2014

Desabafo sobre o rio Joanes

Hildebrando Gonsales, engenheiro químico. - Em 30/01/2020

Alguém que não conheça Lauro de Freitas, ao ser apresentado às fotos (abaixo e à direita), concluiria tratar-se de um dos muitos casos existentes por esse Brasil afora, que, longe dos holofotes da mídia e da atenção dos poderes públicos constituídos, e afetando somente as camadas mais desfavorecidas da comunidade, apresentam-se como insolúveis devido à essa composição de fatores perversamente devastadores.
 
Mas, não.
 
Trata-se do Rio Joanes, que faz a divisa entre dois dos municípios mais importantes da Bahia e que é responsável por mais de 40% do abastecimento de água para a Região Metropolitana de Salvador. É o rio que a muito tempo transformou-se no veículo de transporte de esgoto para a belíssima praia de Buraquinho.
 
Até quando vamos assistir imóveis a esse crime contra a natureza?
 
Até quando vamos permitir que os responsáveis pela poluição desse importante rio fiquem impunes e continuem com a sua irresponsável saga destruidora?
 
Até quando vamos assistir que enorme parcela da população ribeirinha seja afastada da possibilidade de gerar renda pela exploração salutar desse rio?
 
Até quando vamos fingir que grande parte da população de Lauro de Freitas, novamente aquela mais desfavorecida, adquira doenças típicas de terceiro mundo pela inexistência de acesso ao saneamento básico e pelo contato direto e/ou indireto com esgoto?
 
Até quando a classe empresarial de Lauro de Freitas ficará inerte a esse crime que afeta, direta e/ou indiretamente seus negócios, pela queda vertiginosa das atividades turísticas, pois ninguém aguenta estar em um restaurante, hotel, barraca de praia, shopping ou qualquer outro lugar sentindo o odor fétido do rio Joanes e de seus afluentes? E dos condomínios de elevado padrão igualmente não se ouve a menor manifestação de cobrança dos síndicos ou dos condôminos às autoridades, por ações de revitalização dos nossos rios.
 
Até quando?
 
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