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Piscinões amenizam parcialmente alagamentos em Lauro de Freitas

Redação Vilas Magazine - Em 29/05/2020

 
Três piscinões, os reservatórios da macrodrenagem do rio Ipitanga, acumularam mais de um milhão de metros cúbicos de água das chuvas que atingiram Lauro de Freitas em maio. Um deles já estava finalizado, no Jardim das Margaridas, em frente ao Aeroporto. Os outros dois estão em fase de conclusão, próximo ao Restaurante Popular e na Base Aérea, mas já conseguiram reter a água que, de outra forma, teria continuado a descer o Ipitanga, agravando os alagamentos – já bastante graves.
 
Os três piscinões são parte das obras de macrodrenagem em curso. Outros três reservatórios estão em fase de construção. Também já foram iniciadas as obras para desassoreamento da calha do rio Ipitanga num trecho de cinco quilômetros entre a ponte do Km 3,5 da Estrada do Coco e a foz, no rio Joanes. Seis canais de microdrenagem em diferentes regiões também estão sendo construídos. As obras deverão amenizar os tradicionais alagamentos em períodos de muita chuva. Outras obras de prevenção já foram executadas, como o desvio do Canal dos Irmãos, na entrada de Vilas do Atlântico, o alargamento do Canal do Horto e a construção de cinco encostas.
 
O projeto de macrodrenagem do Ipitanga nasceu de um estudo de manejo de águas pluviais feito por empresa contratada pela prefeitura de Lauro de Freitas. Os recursos, superiores a R$ 188 milhões, são do Programa de Aceleraç ão do Crescimento (PAC II). As obras são executadas pelo governo do estado, por meio da Conder.
 
No entorno dos reservatórios também são construídas quadras, ciclovias, pistas de patinação, áreas com equipamentos de ginástica e parquinhos, que podem ser utilizados pela população em períodos de estiagem – e que podem ser confundidas por reportagens de televisão com áreas indevidamente alagadas, como de fato foram.
 
Além destas intervenções em parceria com o governo do estado, a prefeitura continua a limpar córregos e canais e a desobstruir redes pluviais. O grande volume de chuvas, que chegou a ultrapassar 187 mm no período de três dias, ocasionou deslizamentos de terra, além do alagamento de diversos pontos da cidade.
 
Vinte famílias que foram retiradas de casas localizadas em áreas de risco, nos bairros do Caji e Caixa d’água e abrigadas na Escola Municipal Catarina de Sena, onde foram atendidas com três refeições diárias, colchonetes e material de higiene pessoal. Por causa da pandemia da COVID-19, as famílias foram alojadas em salas separadas.
 
A maré alta voltou a colaborar para as inundações, retardando o escoamento da água, desta vez auxiliada pela abertura das comportas nas barragens dos rios Ipitanga e Joanes. O aumento no volume de água no Joanes reteve o escoamento do Ipitanga ocasionando alagamentos na Beira Rio, no Centro, e em trechos dos bairros Caji e Caixa d&39;água.
 
Há 15 anos as comportas dessas barragens não eram abertas. Com as fortes chuvas, as barragens da Região Metropolitana, incluindo a do Jambeiro, tiveram que ser abertas para liberar o grande volume de água captada. As transversais da rua da Mangueira, no Caji e Caixa d’água, foram os pontos mais atingidos pelas fortes chuvas. Vinte e quatro famílias do bairro foram incluídas no programa municipal Bolsa Aluguel.
 
A Defesa Civil Municipal acionou o Corpo de Bombeiros para retirar famílias ilhadas no Caji e registrou ocorrências em casas com problemas estruturais e deslizamento de encostas nos bairros de Areia Branca e do Quingoma. Pontos de alagamentos se formaram nas principais vias da cidade, com as avenidas Beira Rio, Gerino de Souza Filho, Luíz Tarquínio. Ruas do Jardim do Jockey Clube também ficaram alagadas. Na Avenida 2 de julho, um buraco se abriu devido à infiltração da água.
 
Pontos críticos nas localidades de Boca da Mata, em Portão, e Tropical de Baixo, em Itinga, foram inspecionados por equipes da Defesa Civil.
 
Os alagamentos em Lauro de Freitas têm sido intensificados pela retenção de água do rio Ipitanga, que não consegue escoar o grande volume para o Joanes, em especial devido à maré alta.
 
A prefeitura destaca que o descarte irregular de lixo e entulho é outro fator que tem contribuído para a obstrução de bocas de lobo e para o transbordamento de canais pluviais e rios, agravando o alagamento de vias públicas.
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