Vilas Magazine
Lauro de Freitas
+26°C

Máx +29°

Mín +25°

Dom, 02.02.2014

O que pesa mais: A LOJA OU O PRODUTO?

Raymundo Dantas - Em 01/09/2020

Na eterna luta pela preferência do consumidor, as indústrias sempre se preocuparam, em suas estratégias de marketing, com o chamado share of mind, ou seja, a participação do seu produto na mente do cliente.
 
E estamos cansados de saber que, de fato, quando um produto se instala na cabeça do consumidor, é muito difícil para qualquer concorrente substituí-lo na hora da compra.
 
Assim se fizeram e se mantêm os produtos líderes de mercado.
 
Por outro lado, as lojas sempre se esforçaram por oferecer aos seus clientes esses produtos líderes, que rodam mais e realizam lucro. Aconteceu assim que, aos poucos, todos os varejistas passaram a ter, nas suas prateleiras, gôndolas e araras, a mercadoria que o consumidor quer comprar.
 
Hoje, quando o cliente vai às compras, ele não precisa pensar sobre onde irá encontrar os produtos que deseja, que loja vai oferecer essa ou aquela marca de sua preferência. Hoje em dia, o consumidor decide apenas em que loja quer comprar: a mais próxima de casa, a mais agradável, a mais confiável, a que oferece melhores preços e serviços, etc.
 
Então podemos afirmar que, quase sempre, a loja está pesando mais que o produto, ou seja, o canal de distribuição tornou-se a primeira escolha para o consumidor, antes portanto que a marca do produto.
 
Se, ao chegar à loja, o cliente não encontrar um ou outro dos seus produtos preferidos ele, na maioria das vezes, o substituirá por um equivalente que esteja disponível na prateleira.
 
Portanto, atenção: a marca é substituível, a loja, não. É mais cômodo para o consumidor abrir mão da marca do produto do que trocar de loja. A competição portanto é entre os lojistas. Apenas num segundo momento, diante das prateleiras ou araras, é que se estabelece a guerra entre os produtos.
 
É por isso que o merchandising tem crescido tanto de importância e a quantidade de promotores é cada vez maior nos supermercados. Os fornecedores sabem que, além do esforço de vendas dirigido para o lojista, eles hoje precisam, talvez até mais, de um esforço de vendas, dentro das lojas, dirigido diretamente ao consumidor. Já não basta colocar seus produtos no salão de vendas do varejista: é preciso colocá-los para fora da loja (selling - out), levando o consumidor a comprá-los.
 
Parece muito cômodo para o lojista, não é verdade? Mas não se iluda. Lembre-se de que, enquanto os fornecedores &39;brigam&39; no seu espaço de venda, cabe a você trazer o cliente para a loja e mantê-lo fiel todo o tempo. Sua briga também é muito feia. Sua loja precisa estar na mente do consumidor. É seu problema agora, o share of mind .
 
Como se consegue isso?
 
Basicamente com três estratégias.
 
Em primeiro lugar, balanceando o seu mix de produtos, ou seja, tendo os produtos que o seu cliente quer, mantendo um número de itens confortável para sua administração e com estoques bem administrados.
 
Outra estratégia é a busca da excelência operacional, isto é, lute o tempo todo para oferecer o melhor serviço, ao mais baixo custo possível.
 
E finalmente, mantenha uma forte e próxima relação com seus clientes, quer diretamente, quer através da publicidade.
 
Vá fundo! Eu aposto em você!
Publicidade
Vilas Magazine© 2013. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por: Webd2 - Desenvolvimento Web