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LITORAL NORTE ALÉM DAS PRAIAS: Trilhas para observação da natureza num corredor preservado de Mata Atlântica

Thiara Reges - Em 01/09/2020

A pandemia chegou e desestruturou a vida de todos, mas seguindo uma linha de pensamentos positivos, é hora de se reinventar e olhar as coisas de forma diferente. O Litoral Norte da Bahia, por exemplo, é famoso pelas suas belas praias e hospedagens luxuosas, além do Projeto Tamar e a preservação das tartarugas marinhas. Mas, definitivamente, não é só isso.
 
Um corredor da Mata Atlântica em avançado estado de recuperação e com trechos intocados de floresta primária, além de proporcionar uma beleza ímpar ao local, permite explorar uma nova forma de entretenimento que tem se acelerado: o turismo de observação da vida silvestre. Segundo a pesquisa Demanda Turística Internacional, do Ministério do Turismo, temas como natureza, ecoturismo e aventura aparecem como segunda maior motivação para a escolha do turismo no Brasil.
 
“Queremos mostrar que o Litoral Norte não é só praia. Aqui na Praia do Forte, por exemplo, três grandes florestas se conectam: a Reserva Camurujipe, que é uma área particular de Mata Atlântica primária; a Floresta do Aruá, que é um loteamento; e a Reserva Sapiranga. Juntas, formam um corredor ecológico, onde já mapeamos mais de 150 espécies de aves, algumas delas inclusive ameaçadas de extinção, além de mamíferos”, destaca a bióloga Luciana Veríssimo.
 
Depois de ficar quase duas décadas atuando no Projeto Tamar, Luciana pediu dispensa em 2018, quando nasceu sua segunda filha. Ela queria desenvolver alguma atividade onde pudesse ter mais tempo com a família, sem perder a conexão com a natureza. “Foi assim que nasceu a ideia da Pousada Aruá, que desde o ínicio foi concebida para a prática de birdwatching, a observação de aves, e como forma de agregar toda a família e pessoas de diferentes idades, oferecemos também as trilhas de observação da natureza”, frisa.
 
Dentre as espécies ameaçadas de extinção presentes na reserva, Luciana destaca a Preguiça de Coleira e Ouriço Preto, que são mamíferos, e Anambe de Asa Branca, Papa Taoca da Bahia, Barranqueiro do Nordeste, Tucano Bico Preto, Chorozinho de Boné, Apuim de Cauda Amarela e Papagaio Chauã, que são aves.
 
“Nem sempre conseguimos ver todos os animais, estamos falando de trilhas na natureza, os animais estão todos soltos. Então, algumas vezes são só as pegadas de veado, jaguatirica, tatu, por exemplo. Tem pessoas que já tem mais sorte e conseguem ver quatis, ouriço preto e a preguiça de coleira, que é a queridinha de todos”.
 
Devido a pandemia, as atividades foram suspensas por quatro meses, retomadas no final de julho, com a adoção de novos protocolos de segurança, como o uso obrigatório de máscara, o não compartilhamento de equipamentos, como binóculos ou câmeras e distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas.
 
Por R$ 150,00 é possível contratar o pacote para grupos de no máximo quatro adultos para birdwatching ou observação de natureza.
 
O serviço de hospedagem na pousada é oferecido à parte. Interessados podem ainda fazer observação de corujas.
 
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