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O perigo não acabou: Apesar da flexibilização das atividades, é necessário manter medidas de combate à Covid-19

Thiara Reges - Em 01/11/2020

Desde o início do ano estamos tendo que aprender novas formas de comportamento e relacionamento em sociedade, na tentativa de combater o contágio do novo coronavírus. Espelhados nos bons resultados alcançados em outros países, onde o vírus chegou primeiro, ficou evidente a importância do distanciamento social, que passou portanto a ser o norte de uma boa conduta.

Porém a economia precisava ser reaquecida, até para garantir a manutenção da qualidade de vida das pessoas. Então começou o plano de reabertura gradual das atividades à medida que os governos estadual e municipal conseguiram equilibrar a oferta de atendimento médico, garantindo um mínimo de disponibilidade de leitos de UTI.

Mas o que parece uma boa notícia pode se transformar em um novo problema por conta da falta de informação e de bom senso. É que o bom desempenho do isolamento social gerou uma falsa sensação de que ele é desnecessário, e agora, com o comércio aberto, restaurantes, bares e demais opções de entretenimento, assim como as praias, oficialmente liberadas para o uso, o que se vê são aglomerações e um grande número de pessoas sem máscara.

A médica infectologista Pollyanna Azevedo, observa que a flexibilização das medidas restritivas segue um fluxo normal, que vai acontecendo à medida em que é possível oferecer maior acesso aos serviços de saúde e garantir o atendimento adequado para a população, usando como termômetro as taxas de ocupação de leitos clínicos e de UTI de cada região. O que é preciso deixar claro é que ainda não estamos livres do risco.

“É preciso deixar claro para a população que essa flexibilização não significa que a pandemia acabou nem que o novo coronavírus está sob controle. Ela é fruto de uma combinação de medidas assistenciais dos estados e municípios, somadas à medidas individuais da própria população, baseadas na empatia e no bom senso comum, onde cada um que faz sua parte, se protege e protege também o próximo”.

Quanto à declaração da Organização Mundial da Saúde que alerta sobre a chegada da ‘segunda onda’, Pollyanna destaca que essa possibilidade não se enquadra neste momento ao Brasil, visto que para ter uma ‘segunda onda’ é preciso antes vencer a primeira, o que não é o nosso caso. “A expressão ‘segunda onda’ pode ser atribuída a um novo aumento do número de casos da Covid-19 e consequentemente, do número de óbitos, após um determinado país ou região ter apresentado queda significativa e sustentada nos seus números. Apesar do Brasil se encontrar em um período de estabilidade nas últimas semanas, ainda não podemos falar que já superamos a nossa ‘primeira onda’”.

Em Lauro de Freitas, desde o primeiro caso confirmado, em março, 6.724 pessoas testaram positivo. O mês de junho foi o período que apresentou o maior número de casos, mas segundo informações disponibilizadas pela Prefeitura, à época, tratava-se de um reflexo de uma nova estratégia de testagem.

Além de toda a movimentação vista pelas ruas, a proximidade do Natal, momento em que as famílias se reúnem, acende também o alerta quanto aos encontros que parecem inofensivos e estão cada vez mais regulares, como o churrasquinho entre amigos. “Para fins de adoção de medidas de precaução, são classificados como ‘contatos domiciliares’ pessoas que residem na mesma casa. Demais formas de contato ocasionais podem ser classificados como ‘contato próximo’. Essas definições são importantes para lembrar em quais situações as medidas de distanciamento e de proteção individual poderiam ser ‘momentaneamente’ esquecidas. Pessoas que já compartilham diariamente de momentos considerados de risco, estariam ‘autorizados’ a confraternizar em um churrasquinho composto apenas por este grupo, mas precisam manter todas as medidas de segurança no caso da presença de um convidado, por mais que este seja considerado um ‘contato próximo’”.

“É importante lembrar que a flexibilização é resultado de uma série de medidas que permite a oferta de leitos para internamentos clínicos e de UTI em mais de 50% da sua capacidade local. Entretanto, uma vez alcançado, esse número não é fixo nem permanente! Ele pode aumentar ou diminuir a medida em que novos casos são notificados ou leitos de internamento são criados ou desativados. Por isso, continua sendo importante manter as medidas de precaução, evitando aglomerações, saindo de casa apenas se necessário, mantendo distanciamento mínimo entre as pessoas, higienizando constantemente as mãos, evitando tocar o rosto e mantendo o uso correto da máscara de proteção”, concluiu.

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