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Sons que fazem bem

Thiara Reges - Em 03/03/2021

Em Lauro de Freitas a psicóloga e musicoterapeuta Caroline Sena Campos, tem utilizado os sons como aliados no desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Sem a presença dos pais, para que a criança já comece trabalhando questões como autonomia e confiança, as sessões de musicoterapia tem por objetivo despertar a capacidade de autoexpressão; diminuir ou extinguir comportamentos patológicos indesejáveis, como isolamento, hiperatividade, autoagressividade, entre outros; romper barreiras impostas pelos comportamentos obsessivos, ajudando a pessoa com autismo a assimilar mudanças e variações; dentre outros.

“A musicoterapia trabalha com a premissa de que a música desencadeia emoções e estados emocionais e através dela, e das relações que surgem da experiência musical, pode-se criar um espaço potencial de acolhimento, abrindo possibilidades para liberar emoções, desenvolver novas formas de comunicação e favorecer eventuais insights. No caso de crianças com autismo, apesar das sessões acontecerem sem a presença dos pais, é de suma importância, para o desenvolvimento do processo terapêutico, a parceria e apoio da família, como deve acontecer com a maioria das terapias realizadas com crianças”, recomenda Caroline.

A musicoterapia tem sido utilizada também para tratamento de pacientes internados com Covid-19, como no Hospital Espanhol, em Salvador. São pessoas que se encontram não apenas com o físico, mas também com o psicológico abalados, por estarem distantes e sem notícias de seus familiares, e tendo que lidar sozinhos com as incertezas em relação à sua condição de saúde. Segundo Caroline, a musicoterapia, neste caso, favorece ao paciente a melhora do seu bem estar, dando-lhe suporte para o enfrentamento do que está vivenciando.

Apesar do ato de ouvir música por si só não se configurar como musicoterapia, como alteração na pressão sanguínea, batimentos cardíacos, frequência respiratória, relaxamento muscular, redução da dor, secreção hormonal, incluindo as endorfinas, entre outros.

“Alguns estudos afirmam que a música produz efeito ansiolítico por estar vinculada a uma carga afetiva, e que, ao gerar prazer, diminui a ansiedade. Desta forma, em meio a esta pandemia, acompanhada do estresse e da ansiedade, uma sugestão é identificar e utilizarmos da escuta de estilos musicais e músicas de nossas preferências, músicas que nos fazem bem e nos remetem a situações agradáveis. Cada um de nós tem vivências musicais próprias. A busca de relaxamento pela música obedece a lembranças pessoais e individuais”, conclui a profissional Caroline Campos.

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