Impermeabilização de banheiros: evite vazamentos e prejuízos

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entenda por que esse processo deve ser planejado e executado com atencao para garantir durabilidade e seguranca nas reformas
Fotos: Adriano Escanhuela

Entenda por que esse processo deve ser planejado e executado com atenção para garantir durabilidade e segurança nas reformas

Projetos: Atelier Paulo Tripoloni

Fotos: Adriano Escanhuela

A impermeabilização é muito importante para o banheiro e caso não seja feita ou seja feita de forma inadequada, os prejuízos podem aparecer em pouco tempo seja nas paredes, no teto do vizinho ou até nas instalações elétricas.

Está construindo ou reformando o banheiro? Então, não se esqueça de impermeabilizar as áreas molhadas. Embora essa etapa previna infiltrações, mofo e danos estruturais causados pela umidade, ela ainda é bastante negligenciada.

Segundo o arquiteto Paulo Tripoloni, investir em uma boa impermeabilização é proteger o imóvel a longo prazo. “O banheiro é um dos espaços mais críticos da casa por causa da umidade constante. Qualquer falha na impermeabilização pode causar vazamentos que, além de afetar o conforto, geram prejuízos difíceis de reparar”, explica o profissional.

Por essa razão, ele detalha informações importantes:

entenda por que esse processo deve ser planejado e executado com atencao para garantir durabilidade e seguranca nas reformas
Fotos: Adriano Escanhuela

É mesmo necessário?

Além de evitar infiltrações, a impermeabilização também contribui para a saúde e o conforto dos moradores.

Embora muitas vezes seja vista como um gasto extra, a impermeabilização é um investimento que evita dores de cabeça futuras com vazamentos e infiltrações capazes de comprometer todo o banheiro. “Vale lembrar que o custo para refazer uma impermeabilização depois de o banheiro estar pronto é muito maior do que o valor gasto na execução correta desde o início”, reforça Paulo Tripoloni.

Por isso, tratar a impermeabilização com o mesmo nível de importância que o revestimento ou a marcenaria é garantir tranquilidade e durabilidade para o imóvel.

Ao menor sinal de que algo pode estar errado, como o aparecimento de manchas escuras nas paredes ou no teto, mofo, odor de umidade e pintura descascando, é preciso investigar a origem antes que o problema se agrave. “Quanto antes o reparo for feito, menor será o prejuízo. Em alguns casos, é possível corrigir apenas pontos localizados, mas se o sistema estiver comprometido, será necessário refazer toda a impermeabilização”.

E quando começar?

Segundo o arquiteto, o segredo de uma boa impermeabilização está no planejamento desde o projeto, antes mesmo de se iniciar o assentamento de pisos e revestimentos. É nesse momento que é fundamental prever a aplicação correta de mantas, argamassas ou produtos impermeabilizantes em todas as áreas sujeitas ao contato com a água.

“As áreas molhadas como o box, o entorno do ralo e as paredes próximas a chuveiros e banheiras, precisam dessa atenção especial”, destaca.

A impermeabilização criará uma barreira para impedir a passagem da água para as estruturas da edificação, garantindo mais longevidade ao revestimento e evitando problemas no pós-obra.

E quando o banheiro já está pronto?

Também é possível fazer a impermeabilização em banheiros já existentes, mas o processo é mais complexo. “Nesses casos, é preciso remover o revestimento para acessar a base, corrigir eventuais falhas e aplicar novamente o sistema impermeabilizante”, orienta Paulo Tripoloni.

O profissional reforça que cada caso deve ser avaliado individualmente e que o acompanhamento técnico é essencial para garantir a eficácia da intervenção sem comprometer a estrutura.

entenda por que esse processo deve ser planejado e executado com atencao para garantir durabilidade e seguranca nas reformas
Fotos: Adriano Escanhuela

Impermeabilização

Existem diferentes métodos de impermeabilização, e a escolha depende do tipo de substrato e do uso do ambiente. Entre as opções mais comuns estão:

  • Manta asfáltica: muito utilizada em pisos e lajes. Forma uma camada contínua e resistente à umidade;
  • Argamassa cimentícia: utilizada em paredes e áreas internas de banheiros. É uma mistura pronta aplicada sobre o concreto ou a alvenaria;
  • Impermeabilizantes líquidos: indicados para áreas menores. São produtos prontos que criam uma película protetora flexível.

Paulo explica que há outros sistemas disponíveis, cada um com indicações e normas específicas do fabricante. “É fundamental utilizar o sistema correto para cada situação e seguir à risca as recomendações. Um erro simples, como não respeitar o tempo de cura, pode comprometer todo o trabalho”, comenta o arquiteto.

Em ralos e cantos é recomendável aplicar reforço com tela estruturante ou aumentar o número de demãos.

Mas, antes de colocar a mão na massa também vale lembrar das normas técnicas específicas, nesse caso, a NBR 9575 e a NBR 9574, que estabelecem critérios para cada tipo de sistema e orientam sobre a forma correta de aplicação, preparo de superfície e ensaios de verificação.

“Seguir as normas não é burocracia. Elas existem para evitar falhas que comprometem toda a obra. Quando o serviço é feito conforme as orientações técnicas, o resultado é duradouro e seguro”, afirma ele.

Testes e manutenção

Após tudo isso, evite perfurações em paredes ou pisos impermeabilizados para não comprometer a camada protetora.

Após a aplicação, deve-se realizar o chamado teste de estanqueidade, que consiste em encher o piso com água e observar se há vazamentos durante um período de 72 horas. É somente após essa etapa que o revestimento pode ser assentado.

Segundo Paulo, essa verificação é indispensável para evitar retrabalhos e prejuízos futuros. “Muitas pessoas pulam essa fase por achar que é perda de tempo, mas é justamente ela que comprova se o serviço foi bem executado”, afirma.

Além desses cuidados, realizar uma manutenção periódica ajuda a manter a eficiência ao longo do tempo e a identificar trincas ou outros sinais de problemas que podem surgir.

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