Há cinco anos o Coletivo Preserve Itacimirim promove mutirões mensais de limpeza nas praias de Itacimirim. A entidade é membro do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental Lagoa de Guarajuba-APA através de Edi Souza (titular) e Claudia Correia (suplente) e compõe a Comissão de Acompanhamento das Obras de requalificação de Itacimirim-CAO.
Em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente e durante todo o ano, o grupo realiza atividades educativas em parceria com instituições como a Fundação Tamar, Itacimirim Surf e a Associação de Surfistas de Itacimirim – ASITA para incentivar a preservação ambiental, a coleta seletiva de resíduos, o combate à fotopoluição nas praias e a conservação do mangue e da lagoa.
Em dezembro, o mutirão aconteceu na Praia do Surf, com um café da manhã e sorteio de brindes na Barraca Papiri, e reuniu voluntários das escolas de surf Aloha, Aleluia, Moana e a Associação do Loteamento Praia de Itacimirim – ALPI, com o apoio da Hospedaria Quintal da Espera, Frutos de Goiás, Pousada Pedra da Lagoa, Itacimirim Estofados e Maruwá.
No primeiro mutirão de 2026, realizado em 17 de janeiro, na Praia do Surf, foram recolhidos canudos, pratos de isopor, micro plásticos, garrafas, latas, palitos de queijo coalho, entre outros resíduos jogados na areia e na restinga. Crianças da comunidade marcaram presença apoiando os pais na caminhada de limpeza para sensibilizar os frequentadores e turistas para manterem a praia limpa.
Em fevereiro, o mutirão aconteceu no dia 8, e mais materiais foram recolhidos da praia. “É importante que todos, não apenas esse nosso grupo, mantenham as praias limpas para termos qualidade de vida e preservar as tartarugas”, afirmou Virgínia Costa enquanto coletava o lixo.
O litoral de Camaçari é uma área de fundamental importância para a reprodução e alimentação de diversas tartarugas marinhas, com presença marcante das espécies monitoradas pela Fundação Tamar nos postos de Arembepe, Praia do Forte, Busca Vida e Barra de Jacuipe. As principais espécies observadas nas praias são: verde, cabeçuda, oliva, de pente e de couro.
Apesar de proibido por lei, o trânsito de quadriciclos na praia ainda acontece na alta estação, o que prejudica os ninhos com ovos monitorados pela Fundação Tamar.


