O poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht sempre foi reconhecido historicamente na sua luta por justiça social. É atribuída a ele uma bela reflexão sobre a perseverança e a dedicação à causa trabalhadora: “Há homens que lutam um dia, e são bons; Há outros que lutam um ano, e são melhores; Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons; Porém há os que lutam toda a vida: estes são os imprescindíveis!”.
2025 foi um ano de luta e de conquistas históricas para o povo brasileiro. O fim da jornada 6X1 foi uma importante vitória na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, deve caminhar para aprovação no plenário, tramitará na Câmara dos Deputados e seguirá para sanção do presidente Lula.
Conquistamos também a isenção da cobrança de Imposto de Renda para aqueles que ganham até R$5 mil e isso já vai fazer a diferença no bolso de trabalhadoras e trabalhadores a partir de janeiro de 2026.
Tivemos também a valorização do salário mínimo e a implementação de políticas públicas que fortalecem o mercado interno e ampliam a oferta de empregos.
Programas sociais continuam beneficiando a classe trabalhadora. O Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o PAC e o Nova Indústria Brasil impulsionaram a demanda agregada e a geração de empregos. Mas não podemos baixar a guarda.
Como naquela cantiga de roda que diz que “um elefante incomoda muita gente; dois elefantes incomodam muito mais”, os benefícios sociais que estão sendo garantidos durante o atual governo Lula estão incomodando os setores da direita e da extrema direita em nosso país.
Para 2026, a classe trabalhadora brasileira e baiana terá o grande desafio de reeleger o presidente Lula e o governador Jerônimo Rodrigues para que continuem sendo implementadas as políticas progressistas.
Vamos avançar na pauta de direitos trabalhistas, incluindo a regulamentação do trabalho remoto e a proteção dos trabalhadores autônomos. Vamos lutar contra a precarização do trabalho e a perda de direitos trabalhistas. Defenderemos a reforma agrária como política estruturante para o desenvolvimento nacional.
E no âmbito da categoria petrolífera aqui na Bahia vamos consolidar as nossas conquistas, reafirmando a importância da retomada das atividades de perfuração onshore da Petrobras na Bahia, a reativação do Canteiro de São Roque e do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, bem como a reestatização da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), em Camaçari (que volta a operar em 2026), e a reestatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde.
Após uma árdua luta em 2025, a Refinaria Landulpho Alves certamente voltará a ser comandada pelo Estado Brasileiro.
Em 2026 o estado da Bahia assumirá o protagonismo na produção de hidrogênio verde e de seus derivados. Conversei com José Sérgio Gabrielli, o melhor presidente da Petrobras de todos os tempos, e com o governador Jerônimo Rodrigues, também nosso mestre e professor, e chegamos à conclusão de que temos todas as condições para nos tornarmos o estado sede do refino verde no mundo.
Essa transição energética iminente é a nova ordem econômica mundial verde. E nós vamos ampliar ainda mais a matriz energética de nosso país.
Em uma feira sobre hidrogênio verde em Roterdã (Holanda), constatou-se que o hidrogênio já é uma fonte importante de energia para a Europa e que esse insumo fará a diferença nos próximos anos para a produção energética mundial.
Com o apoio do governador Jerônimo, superamos as adversidades e nos tornamos uma das principais referências mundiais na produção de energia solar e eólica.
E isso não é pouco.
À frente da Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras (FUP), buscaremos atrair para a Bahia as empresas nacionais e internacionais para que o nosso estado se torne o maior produtor mundial de hidrogênio verde.
Na luta em defesa dos setores estratégicos de nosso país, criamos em Salvador o Comitê Brasil Soberano (CBS), que vai reunir em 2026 as entidades comprometidas com a pauta desenvolvimentista do país, consolidando uma articulação política e social para garantir a defesa dos recursos estratégicos do país, a exemplo do petróleo e das terras raras.
Entendemos que a soberania brasileira vem sendo pressionada em diferentes frentes, conforme os interesses econômicos que se impõem sobre setores estratégicos.
Nesse contexto, defender a nossa soberania significa garantir que decisões fundamentais sobre o futuro do país permaneçam sob controle do povo brasileiro, assegurando desenvolvimento, empregos, indústria e democracia.
Em 2026, seremos todos imprescindíveis. Vamos à luta!
Deyvid Bacelar é baiano, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras (FUP), técnico de Segurança admitido por concurso na Petrobras em 2006, graduado em Administração pela UEFS, com especializações em SMS no IFBA e em Gestão de Pessoas na UFBA, membro dos Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS) e Conselho de Participação Social (CPS) do governo Lula.


