O desfile cívico em comemoração aos 64 anos de emancipação política de Lauro de Freitas foi antecipado de 31 para 25 de julho. A programação reuniu mais de 900 estudantes da rede municipal de ensino, que levaram às ruas apresentações culturais e musicais, reafirmando o papel da educação na preservação da história, da cultura e da identidade da cidade.
Com filarmônicas, bandas percussivas, fanfarras, faixas, cartazes e coreografias, os alunos transformaram o desfile em um espetáculo de civismo e integração. As apresentações homenagearam a trajetória de Lauro de Freitas e destacaram o protagonismo estudantil, fortalecendo os vínculos entre escolas, famílias e comunidade.

Mais que celebrar o aniversário da cidade, o desfile colocou em evidência quem constrói diariamente a identidade de Lauro de Freitas: seus estudantes, artistas, esportistas e fazedores de cultura. Ao longo do percurso, o público acompanhou apresentações que exaltaram as raízes culturais e o sentimento de pertencimento ao município.
Ao longo do percurso, entre o terminal de ônibus e a Praça da Matriz, o desfile foi acompanhado por centenas de moradores. Famílias ocuparam as calçadas para prestigiar a tradicional celebração do aniversário. Crianças, jovens, adultos e idosos aplaudiram as apresentações das escolas, transformando o trajeto em um grande encontro de valorização da história, da cultura e da educação do município.
A cultura popular foi um dos grandes destaques da programação. Com mais de 60 anos de história, o grupo Baianas de Tereza, de Itinga, encantou o público com suas tradicionais saias rodadas, reafirmando a força das manifestações culturais locais. Integrante do grupo há mais de 10 anos, Liranilda Silva, de 51 anos, destacou a importância de participar da celebração. “É muito gratificante fazer parte de um momento tão importante. Ver nosso grupo valorizado, reencontrar as amigas e mostrar nossa cultura para tanta gente é motivo de muito orgulho”.
A ancestralidade também marcou presença no desfile por meio dos grupos de capoeira. Mestre Kisuqui, nome pelo qual é conhecido Josivan Abreu, de 40 anos, levou para o cortejo crianças e jovens atendidos pelo Grupo Cultural N’gingaê, projeto que desenvolve. Segundo ele, abrir espaço para manifestações culturais é também investir na formação das novas gerações. “A capoeira transforma vidas e fortalece nossa identidade”




