Gestão e(de) carreira: primavera no trabalho

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imagem gerada por ia sobre gestao de carreira

Começo com um trecho (adaptado) da canção “Sol de Primavera”, cantada por Flávio Venturini, que diz:

“Quando entrar setembro

E a boa nova andar nos campos…

Sol de primavera…

A lição sabemos de cor

Só nos resta aprender

Aprender”

E é sobre aprendizagem (e aprendizagem organizacional) que falaremos no artigo desta edição.

Onde você trabalha?

Nos diversos cursos e palestras que tenho ministrado, na Bahia ou fora daqui, tenho observado que, em muitos casos, a imagem da empresa onde as pessoas trabalham influencia diretamente nos seus comportamentos sociais.

De fato, o comportamento assumido pelos colaboradores que tenham suas demandas sociais atendidas (aí incluídas as relativas a tarefas desafiantes, chefes leais, capacitação permanente e a possibilidade real de encarar o futuro como um desafio prazeroso), reflete a identificação com os vários ambientes do trabalho, relatados como agradáveis e que propiciam o crescimento pessoal e profissional necessário ao sucesso.

Por outro lado, empregados que atuam em organizações que tenham sua imagem comprometida, quer interna ou externamente (por agredirem a natureza, por exemplo, ou ainda não cumprirem com os princípios éticos da sociedade) são renitentes em exteriorizar, em suas apresentações, o nome da empresa, substituindo, em grande parte das vezes, por uma descrição genérica, entendida como o bairro ou endereço, ou ainda informando ser atividade em “home office” apenas, demonstrando a não identificação com a organização.

Projetos: Pessoal e Empresarial

Uma análise mais pormenorizada, obtida em processos de interação social maior, pode revelar algumas distorções ou falta de clareza na relação do indivíduo com a organização, consubstanciada em ações como a da não identificação do projeto da empresa (muitas vezes desconhecido, ou até mesmo inexistente), com o projeto pessoal de vida do trabalhador. A parte visível do seu “eu”, muitas vezes é vista apenas como um fornecedor, uma mão de obra, alocando o seu tempo e trabalhando diariamente como se cumprisse uma trajetória em busca da felicidade remota e futura (normalmente vista para quando sair daquela empresa).

Assim os dias, semanas, meses e anos vão passando, sem que haja qualquer ímpeto à mudança, condicionando, simultaneamente, chefes e subordinados, fornecedores e clientes, até que um dia…. bem, um dia chega um concorrente mais ativo (que não precisa nem ser muito melhor, basta ser melhor e diferente) e o caos se instala.

especialista fala sobre gestao de carreiras

Melhorando a imagem da empresa

Se a imagem da empresa (assim como o salário) não propicia satisfação, sendo um fator meramente higiênico (no sentido defendido por Herzberg, em 1959 e ainda válido), pode-se imaginar a falta de hábito na contribuição para os tempos futuros. Empregados que não contribuem sistematicamente com ideias, tendo condições de expô-las, mesmo que não sejam implementadas, quando (e se) chamados a contribuir, dificilmente o farão, pelo fato de estarem desacostumados e não se sentirem em condições de enxergarem nenhuma inovação, desde a sua vida pessoal, quanto mais para influenciar a imagem e a trajetória da empresa. Afinal a não identificação entre os projetos pessoais e empresariais constitui fator de afastamento, quando não de conflito, demonstrado de forma objetiva quando lhe é feita a questão central da interação de novas pessoas a grupos sociais distintos: – onde você trabalha?

A maneira como o empregado se prepara para responder a tal pergunta, em meros 15 segundos, demonstra a identificação (ou não) já referida e reflete como a imagem (projetada para dentro) da organização consegue realmente afetar positiva ou negativamente os trabalhadores. Imagem organizacional, portanto, deve ser um projeto primeiramente interno na empresa, com os empregados lhe dando suporte e sustentação, quando expostos (e todos estão, quer queiramos ou não) a questões como a proposta acima.

Que tenhamos orgulho em falar sobre o nosso trabalho e carreira, pois “A lição sabemos de cor; Só nos resta aprender; aprender”

Convém refletir sobre isso. Que tenhamos um setembro fértil! Com trabalho prazeroso e produtivo.

Bartholomeu Rebouças, administrador, mestre e doutor. Mentor em Consultoria Organizacional e especialista em Carreiras. Diretor da EvoEstágios Salvador e RMS.

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