Quem mora ou visita Vilas do Atlântico, não esconde a revolta ao se deparar com a degradação e abandono de um dos mais emblemáticos pontos de referência: o rio Sapato. Pelo leito que margeia o Vilas Tênis Club, outrora desfilavam pedalinhos que alegravam crianças e adultos. Com o passar dos anos, seu leito começou a escancarar a ação predatória de maus cidadãos, que canalizaram dutos para despejo de esgotos, sem que qualquer gestão municipal tivesse a coragem de enfrentar de frente o problema, talvez para não incomodar figuras poderosas e influentes que vieram para viver as maravilhas de Vilas do Atlântico.

Com o passar dos anos, o estrago se avolumou ao assustador ponto de hoje ser possível atravessar de uma margem à outra, sem molhar os tornozelos. A comunidade incrédula, desencantada, assiste à agonia, sem saber para quem apelar. Nenhuma autoridade ambiental, de gestões passadas ou a atual, veio a público esclarecer os entraves que impedem providências em socorro ao rio. A Vilas Magazine buscou contato com o titular da Semma – Secretaria de Meio Ambiente, desde o dia 17 de março, por esclarecimentos, mas até o fechamento desta edição (27/03/26), não obteve retorno.
A solução definitiva é complexa? As providências cabem ao município ou dependem de esferas estaduais? Que ao menos se esclareçam à comunidade os motivos e as competências.
No estado em que se encontra, o Rio Sapato envergonha a comunidade, que aguarda e torce para que a prefeita tome as providências necessárias para resgatar este patrimônio natural.


