Com a iminente reestatização das refinarias que foram privatizadas durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro (entre 2016 e 2022), será que a Petrobras poderá produzir óleo de peroba para passar na cara do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), que tentam agora culpar o presidente Lula pelo aumento dos combustíveis em postos de gasolina do país, depois de todos os crimes de lesa-pátria que cometeram? São verdadeiros caras de pau!!!
Todo mundo sabe que foram os representantes da direita e da extrema direita (Temer, Bolsonaro, Moro etc) que venderam grande parte dos ativos da Petrobras, a exemplo da Refinaria Landulpho Alves (RLAM, em São Francisco do Conde – BA), Refinaria Isaac Sabbá (REMAN, Amazonas), Unidade de Industrialização do Xisto (Paraná), Liquigás (uma das principais distribuidoras de GLP do Brasil) e Petrobras Distribuidora, conhecida como BR Distribuidora, que foi privatizada na Bolsa e passou a pertencer à Vibra Energia, por meio de um contrato que possibilita ao comprador utilizar a marca Petrobras (acreditem!) e enganar a população por um período de 10 anos.
Mas eis que, agora que estamos enfrentando os dissabores de uma guerra provocada pela extrema direita mundial (Estados Unidos e Israel) contra o Irã, vêm os dois caras de pau tentar jogar no colo de nosso presidente Lula a culpa pelo aumento dos combustíveis. Ora, o Brasil, como se sabe, é autossuficiente na produção de petróleo, por isso não depende do valor do barril no mercado internacional para compor os seus preços. No entanto, desde o início da guerra, a Acelen (empresa do Grupo Mubadala, dos Emirados Árabes, que hoje controla a RLAM) já reajustou o preço dos combustíveis cinco vezes na refinaria. E o mesmo está acontecendo nos postos de combustíveis, que não são mais controlados pela Petrobras, mas por empresas privadas como a Vibra Energia.
Como membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS) do governo federal e também como coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras (FUP), tenho orgulho de poder desfrutar da convivência com o presidente Lula, a maior liderança popular do planeta, defensor da justiça social e do desenvolvimento sustentável por meio de programas que implantou em nosso país, a exemplo do Bolsa Família, Fome Zero, Minha Casa, Minha Vida, entre tantos e tantos outros.
Durante as três gestões de nosso presidente, tive o prazer de verificar um período de crescimento econômico em todos os estados do Brasil, com valorização do salário mínimo e a expansão do crédito, o que melhorou a vida de milhões de brasileiros. O legado de nosso presidente é vastíssimo e multifacetado, refletindo as necessidades primárias do Brasil e os desafios globais.
Como sindicalista ligado ao setor de óleo e gás, acompanhei a conquista da autossuficiência do Brasil na produção de petróleo. E tive o privilégio de reverenciar Guilherme Estrella, considerado o “pai do pré-sal” devido ao seu papel fundamental na descoberta das enormes reservas de óleo e gás em camadas mais profundas do solo oceânico brasileiro. Como diretor de Exploração e Produção da Petrobras, ele liderou a equipe que descobriu o pré-sal, um feito que transformou a indústria petrolífera brasileira e colocou a Petrobras entre as maiores petrolíferas do mundo.
Pois saibam: estávamos caminhando também para a autossuficiência no setor de refino, quando a ex-presidenta Dilma Rousseff sofreu o golpe, que levou à presidência o Conde Drácula Michel Temer.
Ou seja: o Brasil poderia ter se tornado autossuficiente no setor de refino, o que evitaria que tivéssemos necessidade de importar, nos dias de hoje, gasolina e diesel do exterior. Mas foram pessoas como ACM Neto e Flávio Bolsonaro que tentaram destruir o setor estratégico de óleo e gás no Brasil.
Felizmente o presidente Lula retomou as obras da segunda metade da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, que está em pleno andamento. Hoje temos 11 mil trabalhadores e trabalhadoras atuando ali em Pernambuco, inclusive muitas pessoas da Bahia e de Feira de Santana, que estão ajudando a reconstruir a outra metade dessa refinaria que vai trazer mais 130 mil barris de diesel por dia para o mercado consumidor brasileiro.
Outra obra para o setor, a implantação do Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro, vai acrescentar mais 100 mil barris de diesel por dia, garantindo a redução do nível de importação desse insumo importantíssimo para o Brasil. Hoje o país ainda importa em torno de 25% do diesel que precisa, porque o Brasil é o sexto maior mercado consumidor do mundo. Nós não deveríamos hoje ter esse nível de importação que temos ainda aqui no país. Só o temos porque a Lava Jato parou obras fundamentais durante os governos Temer e Bolsonaro, que cancelaram a construção de duas novas refinarias no Maranhão e no Ceará, a Premium 1 e a Premium 2. Se essas refinarias estivessem hoje operando, nós não estaríamos importando mais nada de diesel, gasolina e gás de cozinha. Pelo contrário, além de exportarmos petróleo, como já somos exportadores, estaríamos também exportando combustíveis para outros países.
Deyvid Bacelar é baiano, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras (FUP), técnico de Segurança admitido por concurso na Petrobras em 2006, graduado em Administração pela UEFS, com especializações em SMS no IFBA e em Gestão de Pessoas na UFBA, membro dos Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS) e Conselho de Participação Social (CPS) do governo Lula.


